Você conhece o Investimento Anjo?

No mundo dos investimentos há muitas possibilidades e variações para aplicar o capital e criar uma relação positiva com ações, empresas e organizações a fim de produzir lucro. Por isso, sempre frisamos a importância do estudo constante e aprimoramento pessoal no sentido de sempre estar capacitado para traçar as melhores estratégias e escolhas. Neste post, vamos falar sobre o famoso investidor anjo.

Se você nunca ouviu falar sobre esta modalidade de atuação no mercado financeiro, vamos abordar o tema de maneira detalhada. Como grande aperitivo, podemos ressaltar que os investidores anjos foram decisivos para o sucesso de empresas do quilate do Google, Facebook e Apple. A última é “apenas” a maior empresa do mundo em valor de mercado, segundo noticiou a Reuters, em maio deste ano. Criada pelos famosos fundadores Steve Jobs e Steve Wozniak, a Apple teve como investidor anjo Mike Markkula. Você já pode ter noção do peso desses investimentos, certo? Não apenas em resultados financeiros, mas também para criação de produtos e mecanismos que revolucionaram nossa sociedade. Assim, não são apenas os investidores e empreendedores que ganham com esta modalidade de investimento, mas a economia de maneira geral. Isso ocorre porque, ao impulsionar estas startups inovadoras de grande potencial, observamos o surgimento de mais empregos qualificados e o crescimento do país.

O que é Startup?

Primeiramente, para compreender onde os investidores anjo estão “pisando” é preciso saber de fato o que são as Startups. Se tratam de empresas que buscam inovação, independentemente de área ou ramo de atividade, procurando desenvolver um modelo de negócio que possa atingir um grande número de clientes e gerar lucros em pouco tempo, sem haver um aumento significativo dos custos. O nome startup (Start Up) começou a se popularizar nos anos 1990, na época da primeira grande bolha da internet.

Empreendedores com ideias inovadoras e promissoras, muitas ligadas à tecnologia, conseguiram financiamento para estes projetos, que se mostraram extremamente lucrativos e sustentáveis. Muitas startups estão vinculadas a alguma incubadora de empresas, que são projetos com objetivo de abrigar estas empresas inovadoras e fornecer um ambiente estável para o desenvolvimento da empresa, com  assessoria empresarial, contabilística, financeira e jurídica.

O Investimento Anjo

É o tipo de investimento realizado por pessoas físicas, os chamados investidores anjos, dos quais falaremos mais adiante, e são destinados às empresas em processo de nascimento e que representem um potencial e provável índice de crescimento. São as chamadas startups, explicadas no parágrafo anterior. Este tipo de investimento tem seu funcionamento baseado em uma sociedade entre investidores e empreendedores, que são os membros da empresa/startup. Essa parceria geralmente surge com a expectativa de terminar em algum momento, e a decisão de romper está sempre atrelada ao surgimento de uma boa oportunidade do investidor resgatar seus recursos, o que pode vir a ocorrer por meio da venda de sua participação ou pela simples saída e desistência no caso do negócio não se tornar bem-sucedido. Por isso, investidores experientes procuram determinar, de maneira antecipada, as condições para uma possível dissolução da sociedade, evitando problemas posteriores e desgastes mercadológicos.

Em média, o investimento anjo é feito por um grupo de 2 a 10 investidores. Este grupo de profissionais pode ser oriundo de diversas áreas, e cada investidor chega a destinar de R$ 50 mil a R$ 200 mil. Isso ocorre com intuito de diluir os riscos, uma prática comum no mundo dos investimentos, e também dividir e organizar a dedicação de cada investidor no negócio. Geralmente, são definidos 1 ou 2 como investidores líderes para cada negócio, para agilizar o processo como um todo. O investimento total por startup atinge em média entre R$ 200 mil a R$ 500 mil, podendo chegar até R$ 1 milhão em projeto mais excepcionais. O investidor líder normalmente é compensado pela dedicação adicional com um percentual extra sobre os resultados. Ainda há a possibilidade da captação de recursos de terceiros: denominado “gestão de recursos”. Estas injeções de capital são efetivadas por fundos de investimento e organizações similares, sendo uma importante modalidade e complementar ao investimento anjo, normalmente aplicado em um segundo momento das empresas.

Falando em termos de mercado: Qualquer setor pode receber os investimentos-anjo. Apesar da área tecnológica ter se desenvolvido mais, e portanto, ser a que mais agrega e conta com investimentos-anjo, há outros setores igualmente relevantes e que também recebem aportes com grande potencial para desenvolvimento. Para exemplificar: Podemos citar a FedEx, (lembra do filme “Náufrago”, com Tom Hanks?) empresa mundialmente famosa no setor de transporte expresso que recebeu investimento-anjo em sua fase inicial. No Brasil, também há espaços para este tipo de investimento, como a biotecnologia aplicada à agricultura, mas falaremos disso mais adiante.

Origem e Conceito

O termo investidor anjo tem origem norte americana e surgiu baseado nos investimentos realizados no início do século XX para bancar as peças e espetáculos teatrais da Broadway. Chamado de Angel Investor ou Business Angel, assumia os riscos da empreitada e recebia participação nos retornos financeiros oriundos dos espetáculos. Em outras palavras, trata-se de um grande apoio em termos gerais.

De onde surgiu o termo “anjo”? Por estar muito atrelado a figura de “anjo da guarda”, uma vez que não se trata de um investimento apenas financeiro. Há um “cuidado a mais” na relação. Os investidores anjos costumam agregar uma série de valores ao empreendedor, indo muito além do desembolso de capital. Geralmente, essa relação proporciona com que o investidor anjo aplique ou divida conhecimentos e experiências de mercado e ainda apresente sua rede de relacionamentos e contatos do meio ou de outros setores interessantes para as empresas. Em muitos casos, o investidor anjo é um profissional bastante experiente ou até um ex-empreendedor, e que, portanto, já passou por estas etapas e sabe como aplicar dinheiro com empreendedorismo. Outra curiosidade é que este tipo de investimento também é conhecido como smart-money, pois é um investimento que agrega inteligência e experiência e entra na pauta dos melhores investimentos que um agente do mercado pode buscar.

A figura do Investidor Anjo

Se você um dia deseja se tornar um investidor anjo ou atrair e realizar negócios com um, é preciso saber como ele se caracteriza. Primeiro, você deve saber que o objetivo do investidor anjo é se envolver e aplicar seus recursos em negócios com alto potencial de retorno financeiro, possuindo participação minoritária no negócio. Este tipo de investimento, como já foi dito anteriormente, não garante necessariamente ao investidor uma posição executiva na empresa. Apesar disso, ele vai atuar em uma posição como uma espécie de mentor ou conselheiro do empreendedor. Nesse sentido, toda essa experiência do investidor poderá em muitos episódios superar o valor do capital investido pelo próprio. Pois, este valor agregado pela figura experiente poderá mostrar caminhos a fim de evitar erros cometidos ou conhecidos por ele anteriormente. Com isso, é possível poupar quantidades significativas de tempo e capital. Além disso, as recomendações e dicas dos investidores anjos costumam ser de altíssimo valor e credibilidade, atraindo e facilitando a obtenção de novos parceiros e até outros investidores para o negócio crescente.

Ao contrário do que muitos possam imaginar o investidor anjo, em média, não é um grande bilionário e detentor de pesadas fortunas. Isso ocorre porque o investimento anjo seria algo “pequeno” para estes grandes ícones do mercado. Em outras palavras, não quer dizer que seja algo ruim, mas apenas não é a “praia” dos megainvestidores.  Apesar disso, este tipo de investimento não se caracteriza de maneira alguma como uma atividade filantrópica e/ou com fins puramente sociais.

Geralmente, o investidor anjo é um empresário com viés empreendedor, ou executivo que já percorreu uma carreira de sucesso e conseguiu acumular recursos suficientes para destinar uma parcela, que gira em torno de 5% a 10% do seu patrimônio, para investir nas startups. Além disso, também encontra nessas parcerias uma maneira de aplicar sua experiência apoiando a empresa durante a sociedade e aumentando as chances de sucesso do negócio.

Brasil x Exterior

Como já era esperado, o Brasil ainda tem uma visão atrasada e impõe dificuldades para o desenvolvimento e crescimento da prática. Entre estas barreiras estão a falta de proteção e estímulo para investidores anjos, devido a falta de regulamentação em função das singularidades das startups em termos de questões jurídicas. Isso acarreta em um risco potencial adicional, pois além arcar com a perda do investimento, os investidores podem  ter de arcar com outros passivos da empresa, mesmo não tendo envolvimento direto na administração, que por lei prevê que a responsabilidade deve ser limitada ao seu capital social.

Já fora do Brasil o cenário é diferente. Em alguns países existem políticas de incentivo fiscal para investidores anjos. Nesses locais, os governantes entendem que quanto mais investimentos são feitos, maior será a geração de empregos e tributos futuramente. Uma visão muito mais inteligente e de acordo com o nosso tempo, certo?

Silicon Valley – Vale do Silício

Você certamente já ouviu falar do Vale do Silício, ou Silicon Valley, situado na Califórnia, Estados Unidos. Se nunca ouviu falar, tudo bem! Vamos te situar: Trata-se de um polo tecnológico que reúne empresas com objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas. É, sem dúvida, o epicentro mundial das startups inovadoras. Empresas consagradas têm sedes no Vale do Silício, entre elas estão Pixar, NetFlix, Google e Apple. Mesmo que não tenham sido fundadas no local, vale a pena estar por perto. Existe, alguns “ingredientes” concentrados  nesta área que tornam este lugar único e tão interessante para investimentos e fomento à inovação:

  • Aqui estão, ou para cá virão, as pessoas mais interessadas em empreendedorismo de todo o mundo; seja você um investidor ou um visionário.
  • Incontáveis investidores que querem fazer parte deste ciclo inovador e estão ávidos para embarcar em novos negócios e promissoras empresas.
  • Profissionais, de diversas áreas e formações, altamente qualificadas querendo embarcar em negócios inovadores como funcionários, formando uma equipe bem preparada.

Essa junção de fatores só pode ser positiva. Pense bem: Empreendedores de altíssimo nível formando equipes altamente qualificadas e com investidores “fortes” e interessados, a probabilidade do negócio dar certo é exponencialmente aumentada. Porém, nem tudo são flores no Vale. Apesar de ser um ambiente extremamente colaborativo, é também um local muito competitivo, pois as barreiras à entrada são muito pequenas. Assim, conquistar destaque e sucesso dentre tanta gente qualificada e estruturada é um enorme desafio.

São Pedro Valley

Como consequência do desenvolvimento tecnológico nas últimas décadas em nosso país, observamos a aparição e o crescimento dos investimentos anjos no Brasil. Por aqui, mais precisamente na cidade de Belo Horizonte, surge o polo para empreendedores das startups nacionais no bairro São Pedro. Apelidado de São Pedro Valley, uma brincadeira com menção ao famoso Vale do Silício, o local abriga atualmente 63 startups que formam nosso vale de inovação. Nele, o grande objetivo é trocar experiências e conhecimento, não sendo apenas uma maneira para captar recursos.

A boa notícia é que da mesma maneira que o Vale do Silício, o San Pedro Valley também vai poder contar com apoio governamental. O governo do Estado de Minas Gerais vai ajudar as startups locais por meio um programa chamado Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED). Com ele, as empresas vão poder contar com apoio financeiro e mentores para impulsionar os negócios.

Alguns números comparativos:

Em 2013, segundo pesquisas, havia cerca de 6.500 anjos investindo R$ 2,6 bilhões no Brasil. Enquanto isso nos Estados Unidos: somavam-se 298.800 anjos investindo U$ 24,8 bilhões, de acordo com a UNH Center for Venture Research. Entre outras razões, este abismo entre os números se dá pelo baixo desenvolvimento da cultura empreendedora no Brasil. Que por sua vez, fica engessada pelo alto custo imposto pela nossa elevada taxa básica de juros. Com isso, para que possamos alcançar estes patamares de investimento anjo, será necessário a criação de políticas públicas e outros estímulos para desenvolver a cultura e a educação empreendedora no Brasil.

A nova Lei de Investimento Anjo

A Lei Complementar 155/2016, em vigor desde o início de 2017, estabelece algumas regras de funcionamento do investimento anjo para as microempresas ou empresas de pequeno porte no Brasil. Com a finalidade de incentivar as atividades de inovação e os investimentos produtivos, a nova lei pode ser um facilitador para empresários que buscam recursos no desenvolvimento de uma startup. A nova lei pode gerar benefícios para o empreendedor e o investidor. A principal novidade é a distinção entre investimento anjo e participação societária, ou seja,  o investidor anjo não vem a ser sócio da empresa. Este detalhe representa importante garantia para investidores, que com a lei, não ficam responsáveis por obrigações da empresa. Por exemplo: o investidor não pode arcar com uma dívida trabalhista ou fiscal da startup. Assim, a Lei Complementar 155/2016 contribui para a relação entre empreendedor e investidor anjo. A startup conquista proteção contra interferências externas e, ao mesmo tempo, torna-se um local mais seguro para investimentos.

O que atrai um investidor anjo?

Geralmente, o momento em que o investidor anjo entra em um negócio é na fase em que a startup já tem algo definido, ou seja, ela deixa de ser uma “ideia” e passa a ser um protótipo já estabelecido. Assim sendo, o investidor anjo é o agente responsável por acompanhar o processo de concretização do negócio aliado à viabilização ao mercado. Conforme o negócio siga e vá se desenvolvendo, será necessário a captação de mais recursos e, portanto, a procura por mais investidores. Como já citamos, na fase de gestão de recursos podem surgir os chamados fundos “semente” (seed), que são aqueles que investem nessas empresas junto com o investidor anjo.

Na hora de buscar e conquistar um investidor há quatro quesitos fundamentais para que um negócio atraia a atenção do investidor:

  • Inovação – É justamente a diferenciação que vai gerar um potencial de crescimento ao negócio. Nesse caso, inovação significa fazer algo diferente ou de uma forma diferente, mas não necessariamente a criação de algo novo.
  • Escalabilidade – Para resumir: é o potencial que o negócio tem para crescer independentemente de investimentos e uma equipe especializada.
  • Mercado amplo – Um mercado muito pequeno ou limitado consequentemente irá limitar potencial crescimento ou ganho futuro.
  • Empreendedor engajado – Atributo importantíssimo para o negócio dar certo. Lidar com um empreendedor que seja capaz de transformar sua ideia em realidade é mais valorizado pelo mercado do que um uma ideia sensacional sem um plano de implementação, ou seja, que não consiga ser colocada em prática.

O empreendedor deve estudar e procurar compreender de que maneira o investimento anjo poderá ajudar no seu crescimento. Além disso, também deve realizar uma preparação própria a fim de atender aos requisitos que serão feitos pelo investidor. Ele deve apresentar uma degustação/protótipo ou prova de conceito do serviço principal com a finalidade de mostrar ao investidor que há mercado potencial para aplicação do produto. Para seduzir o potencial investidor, o empreendedor poderá realizar uma apresentação do modelo de negócio, exemplificando como o produto ou serviço vai se comportar ou atender o mercado, e também questões como receita, faturamento e o investimento que será necessário. O investidor anjo pode até ser alguém do círculo do empreendedor. Há outras maneiras de acha-los, como encaminhar o projeto para as redes de investidores anjos. Ainda é possível participar de eventos e concursos para apresentação do modelo de negócio da empresa, com maior visibilidade e expectativa de atrair um investidor.

Lições de investimento de Robert Kyosaki no livro Pai Rico, Pai Pobre

Pai rico, pai pobre – Todos que se interessam pela arte das finanças já ouviram falar neste livro. Para começar uma carreira como investidor é necessário muito mais predicados do que apenas vontade e empolgação, é fundamental estar devidamente preparado. Para o Mago do Mercado, o sucesso no mercado financeiro está fortemente ligado a estar capacitado, organizado e verdadeiramente preparado. Além de todo aprendizado prático e relacionado ao mercado, é preciso se enriquecer com conhecimento por meio de obras literárias, estudos e teorias consagradas. Nenhuma informação é dispensável. Neste post, vamos falar sobre o livro de Robert Kyosaki, considerado como uma referência para investidores em todo o mundo. Para todos têm o desejo de aprender e sobre as melhores maneiras para se tornar um investidor de sucesso, uma ótima fonte de ensino e inspiração é, sem sombra de dúvida, o espelhamento em histórias de sucesso de grandes investidores. Antes de falar do autor e do livro de maneira mais aprofundada, vamos inverter a ordem e listar dez mandamentos presentes na obra e que falam sobre a vida, além das finanças:

1 – É necessária uma razão pela qual valha a pena seguir em frente. Tenha objetivo, fator motivador. Muitas pessoas com postura arrogante e críticas são pessoas com problemas de baixa auto-estima, e que têm medo de assumir riscos na vida.

2 – Você tem o poder de escolha sobre suas próximas ações. Elas vão te colocar mais próximo ou não dos objetivos.

3 – Procure escolher bem os seus amigos, mas não pelo fator financeiro apenas, e sim por tudo aquilo que ela pode agregar a você, com ensinamentos e experiências.

4 – Domine suas táticas e estratégias cada vez mais. Assim, sua aplicação será mais efetiva em todos os campos, inclusive financeiramente.

5 – Seja disciplinado consigo mesmo, ou seja, procure pagar primeiramente a si mesmo, mesmo que sem possuir algum dinheiro, pois a partir daí você usará a cobrança de seus credores como motivação para seus objetivos.

6- Procure remunerar bem e de maneira justa aqueles que trabalham para você, principalmente os que estão ligados diretamente aos seus ganhos de dinheiro.

7 – Toda vez que realizar um empréstimo, solicite o retorno. sempre observe o retorno sobre o investimento: são os ativos que você obtém de graça depois que você recebe seu dinheiro de volta. O nome disso é inteligência financeira.

8 – Ativos são responsáveis pela compra de supérfluos, ou seja, foque em ganhar dinheiro de uma maneira que o dinheiro possa trabalhar por você. Uma dica é: use seu desejo por consumo como fator motivador para sua mentalidade investidora agir e investir.

9 – Precisamos nos espelhar em exemplos, heróis e pessoas de sucesso. Se eles conseguiram nós também somos capazes.

10 – Antes de receber, se preocupe em doar sempre que puder. Toda ação tem uma reação e você colher bons frutos com um comportamento assim.

A Obra

O livro Pai rico Pai pobre é um  best-seller de Robert Kiyosaki baseado na busca pela independência financeira por meio de investimentos, imóveis, manutenção do próprio negócio e o uso de estratégias financeiras fixadas na proteção do patrimônio e ideologias fundamentadas em ensinamentos. Robert Kiyosaki nasceu no fim da década de 1940 e um famoso empresário e  escritor, posusindo uma extensa galera de publicações com o selo Robert Kiyosaki livros. Um dos argumentos centrais e mais importantes do autor é a defesa da teoria de que você não deve ser empregado de alguém, mas sim gerir seu negócio e sendo o controlador dos meio de produção e execução do negócio.

Ele traz a trajetória de Robert Kiyosaki e Mike, seu amigo. O pai de Robert era professor universitário. O menino conta que contou com a sorte de ter a orientação de dois pais diferentes, um pai rico e pai pobre. Uma curiosidade bastante interessante sobre o livro é que o pai pobre era um Ph.D que ganhou um ótimo salário a vida toda, mas nunca foi capaz de controlar suas finanças. Tanto é que, com sua morte, a família herdou uma série de dívidas! Esse exemplo é bacana para derrubar o mito de que quanto maior for seu salário, melhor serão suas condições de vida. O chamado pai rico era o de seu amigo Mike e o pobre o seu próprio, que apesar de não ter fortunas era muito inteligente.  O tema central do livro é pautado em como ganhar dinheiro e conseguir a liberdade em todos os sentidos da vida. Autores abordam variados aspectos e defendem a tese, por meio de histórias, de que para conquistar liberdade, seja no psicológico ou financeiro é necessário começar desde cedo, ainda criança.

Robert Kyosaki se deparou com a oportunidade de decidir qual dos pais iria seguir como mentor e optou pelo pai rico. Entre alguns ensinamentos do pai rico estão a importância em ter um objetivo e muita persistência. Uma das regras mais básicas para o pai rico é que devemos fazer com que o dinheiro trabalhe para nós ao invés de trabalharmos para o dinheiro. Interessante, não? Além disso, não importa o quanto se ganha, mas sim o quanto se acumula e guarda. É preciso ter planejamento construir bases sólidas. Ter dinheiro não representa que você saiba como consegui-lo. O saber é muito importante.

Para não ficar dependente de um único setor do mercado e se tornar um alvo vulnerável, o profissional deve sempre se preocupar em aprender, ampliar seus conhecimentos, não importando o ramo de negócios que ele atue.  Por isso, não é recomendado que trabalhemos  pensando apenas em questões como um salário melhor ou em um cargo mais estável, correndo risco de ficarmos engessados e à mercê da área. Uma das grandes virtudes do sucesso é a capacidade para desenvolver habilidades que serão imprescindíveis no momento de gerir o nosso próprio negócio. A arte de aprender e saber vender uma ideia, não importando qual é, será um atalho para o sucesso. Saiba que o poder de administrar bem o seu próprio negócio, seja na área financeira, pessoal, independente do setor de atuação, terá sucesso.

Para Robert Kyosaki, todos nós temos o poder de decidir o que fazer com o dinheiro que temos em mãos. Trata-se de uma escolha pessoal. Uma opinião muito contundente presente no livro é que a educação formal nas escolas tradicionais não preparam as crianças, de fato, para a vida real. Conquistar boas notas não basta para garantir o sucesso de alguém ao longo da vida adulta.

O livro dita a ideia de pessoas ricas pensam de forma diferente da demais.  Ao usar os conceitos de ativos e riqueza, eles definem como estas vertentes serão capazes de financiar seus luxos. O ativo é definido como um item que seja capaz de produzir, como um imóvel, por exemplo, e um passivo como qualquer coisa que acarrete em gastos, como um veículo ou qualquer bem de consumo.

As Cinco Lições sobre Finanças

Esta obra literária sobre finanças pessoais é um ótimo ponto de partida para aqueles que desejam se profundar sobre o assunto e adquirir informações e bagagem sobre a área. Trata-se de um conteúdo mais voltado para o lado motivacional e emocional, e não prioriza tanto lições práticas.

1 – A principal e maior lição da obra

Acumule ativos, sempre! Quanto maior for o número de ativos, maior será o fluxo de caixa e assim será possível conquistar a Independência Financeira. Na visão mais tradicional, veículos ou imóveis são exemplos ativos, mas na visão do livro, são passivos porque fazem com que percamos dinheiro ao longo do tempo. Ativos devem gerar um fluxo de caixa positivo: bens ou propriedades alugadas, ações, títulos de renda fixa, fundos de investimento, parcerias em negócios e sociedades.

2 – Fujam das dívidas

Estamos falando de uma lição de Planejamento Financeiro. Jamais gere dívidas frutos de objetos de luxo. Somente gaste o dinheiro que você já possui

3 – Aspectos Psicológicos e Emocionais

O livro aborda a importância de se compreender o efeito que medo e outros aspectos psicológicos podem causar em decisões financeiras.

4) Educação

É necessário buscar aprimoramento e evolução em áreas que irão abrir possibilidades de maiores ganhos com o tempo. Trata-se de uma lição que você aprende com as pessoas ricas e bem sucedidas. Portanto, isso vale para o que foi dito anteriormente sobre as escolas tradicionais e a falta de outros ensinamentos “fora da caixa”.

5) Controle Financeiro

O segredo não é nenhum segredo: gastar menos do que ganha e ter um fluxo de caixa positivo e crescente conforme o tempo. Pessoas ricas sempre gastam menos do que ganham. As que não o fazem são as que vão à falência.

Pai rico pai pobre livro não é um guia prático com um passo a passo sobre investimentos, mas um importante instrumento de aprendizado e reflexão para aqueles que desejam ganhar dinheiro e administrar bem seus bens.  Uma das lições mais importantes nesta área é que, ter conhecimento é fundamental para entender o mercado e traçar estratégias de atuação. Portanto, agora temos a certeza de que você já está muito mais bem preparado para se aventurar e ingressar no mundo dos investimentos e, quem sabe, até arriscando os primeiros passos como novo investidor da bolsa de valores.

As diferenças entre a Bovespa e a Bolsa de Nova Iorque

Neste post, gostaríamos de abordar duas grandes instituições financeiras do planeta. A primeira delas, a Bolsa de Valores do Brasil, Bovespa, que naturalmente será muito presente na sua rotina como investidor. A segunda é a Bolsa de Valores de Nova Iorque – New York Stock Exchange – um dos centros financeiros mais importantes do mundo. Todo investidor, seja iniciante ou mais experiente, está muito acostumado a acompanhar tudo aquilo que ocorre nestas grandes casas de investimento. Se você realmente tem interesse sobre o tema ou cultiva pretensões de realizar investimentos, muito provavelmente deve estar intencionado em agregar informações sobre as bolsas de valores, para que venha a adquirir um conhecimento diferenciado e poder dar os primeiros passos no mercado, dando início a sua trajetória como um homem ou mulher de negócios.

Os dois centros financeiros citados anteriormente são referências. Porém, a bolsa de valores de Nova Iorque – Nyse – tem uma importância mais abrangente e global. Localizada em Wall Street, coração financeiro de Manhattan, é a maior bolsa de valores dos Estados Unidos e, ao lado da NASDAQ – American Exchange, é uma das mais influentes do mundo. Criada em 1792, é administrada atualmente pelo conglomerado NYSE Euronext. A junção das instituições foi realizada em 2006, quando foi formado o primeiro mercado de capitais pan-atlântico. Com isso, os mercados ficaram mais interligados. A consequência direta desta conexão é que qualquer evento econômico que venha a atingir ou afetar a Nyse vai gerar desdobramentos em outras bolsas ao redor do mundo e a economia como um todo. Portanto, se algo ocorre na Bolsa de Valores de Nova Iorque, com toda certeza haverá influências sobre Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mesmo que sejam em menor escala. É bom frisar que com o crescimento da China o grau de influência proveniente de Nova Iorque vem se diluindo gradativamente, mas é muito improvável que nas próximas décadas, pelo menos, essa grande influencia desaparecerá.

A “nossa” Bovespa está situada na capital paulista e atualmente centraliza as atividades do mercado financeiro no Brasil. Localizada no coração da megalópole, funciona no estado com o maior PIB do país e principal centro de negócios do Brasil. A Bovespa opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, sendo um órgão autorregulador. Trata-se do nosso principal mercado de negociação de ações. Além disso, estamos falando da maior bolsa de valores da América Latina e a oitava maior do mundo. Podemos perceber a força da economia brasileira no cenário mundial, certo?

Notórios investidores e figuras notáveis do mercado financeiro são verdadeiros estudiosos do mercado e suas entidades. Não pense que investir tem ligações apenas com cifras e ações. Para estar capacitado é preciso ter conhecimento sobre os diversos mercados financeiros espalhados pelo mundo. Queremos passar a noção de que o estudo, por meio de pesquisas, é um ganho de conhecimento que se torna completamente fundamental para traçar estratégias fundamentadas e tomar decisões mais embasadas e inteligentes na hora de investimentos e buscar interessantes perspectivas de negócios e resultados. Além de dominar algumas terias e conhecer escolas de pensamento econômico, é muito importante acompanhar a evolução das bolsas de valores ao longo do anos.

Como um investidor iniciante pode começar na Bolsa de Valores

Para se tornar um investidor é preciso muito mais do que apenas vontade e animação, é necessário estar preparado. Aliás, é fundamental que se capacite para ter condições de desempenhar um bom papel na Bolsa de Valores. Fique tranquilo, pois as informações e o conhecimento está ao seu alcance. Ser bem sucedido no mercado financeiro tem uma ligação muito estreita com preparação, organização e capacitação pessoal. Nesta publicação, vamos elucidar os primeiros passos e dar dicas valiosas para aqueles que desejam iniciar uma carteira de investimentos com resultados positivos. Saiba mais como investir na bolsa de valores.

Embora não pareça, no mundo do mercado financeiro é importantíssimo entender que paciência e disciplina são umas das grandes chaves para obtenção de sucesso. Um dos erros mais comuns que podemos citar é a preocupação com a necessidade de conseguir resultados imediatos. Quem age assim tende a realizar investimentos sem as devidas precauções e costumam responder apenas às tendências de momento. O resultado é simples e ruim: cedo ou tarde, esta conduta vai acarretar em prejuízos.

Antes de começar a investir de maneira propriamente dita, é interessante conhecer o funcionamento da Bolsa de Valores, principalmente a Bovespa. Trata-se de um mercado online, onde investidores realizam negociações de ações de empresas e de variados setores e diferentes produtos financeiros. Em outras palavras: é um meio voltado para que as empresas conseguam captar recursos para investir em si próprias. Assim, na prática, essas empresas vendem uma “fatia” para pessoas físicas ou outras empresas em troca do dinheiro delas. Não é complicado, certo? O resultado dessas operações é que aqueles que compram as ações de uma determinada empresa entram na participação e ganham o direito de receber parte dos lucros, e ainda outros benefícios. Olhando o lado das empresas, é possível entender que elas acabam captando recursos e dinheiro menor custo do que se fossem recorrer aos produtos bancários.

Falando sobre a parte prática de como investir na bolsa: Após cumprir todas as etapas de preparação teórica, com definição de objetivos e realização de pesquisas, o primeiro passo a ser tomado é abrir uma conta em uma corretora de ações ou banco tradicional. A partir daí, falando de maneira prática, já vai estar apto a comprar e vender ações. Inclusive, é possível realizar investimentos online, por meio do chamado Home Broker.

Fique sempre atento, pois é necessário ter certos cuidados nessa caminhada. Não leve fé nas chamadas dicas infalíveis e grandes atalhos. Não há nenhum tutorial mágico que vá proporcionar grandes lucros em curto prazo ou “jogadas de mestre”. Tenha em mente que é melhor começar com baixos investimentos e concentrar seus esforços na busca por experiência e não em garantir lucros robustos Não cometa o erro de deixar que seu estado de espírito influencie em suas decisões e adote uma postura passional na hora de investir. Evite acumular problemas em tentativas arriscadas ao querer dar passos largos ou destinar grandes montantes ou até 100% de seus recursos em um único investimento. Uma dica valiosa é entrar para os chamados clubes de investimento, uma ótima opção para investir bolsa, evitando altos riscos.

O estilo Lírio Parisotto de investir

Para todos aqueles que desejam aprender e se aprofundar sobre quais são as melhores maneiras de investir na bolsa de valores, uma grande fonte de aprendizado e inspiração é, sem dúvida, o espelhamento em cases de sucessos e trajetórias de grandes investidores. Com objetivo de trazer, cada vez mais, informações a você como futuro investidor, vamos apresentar a biografia e maneira de investir de Lírio Parisotto, o mais famoso e bem sucedido investidor brasileiro. Parisotto é, sem sombra de dúvida, um exemplo daqueles que valem a pena ser ouvidos, mesmo que no fim das contas você não opte por seguir seus passos, é edificante conhecer sua trajetória. O aprendizado por meio destas grandes figuras do mercado financeiro muitas vezes nos proporcionam lições que vão além das cifras. Além do grande número de teorias, estratégias e formas de atuação, há aquelas pessoas, como Parisotto, que são verdadeiras fonte de inspiração e referências na construção de um perfil como investidor. Se você deseja saber como investir na Bolsa de Valores, definitivamente tem grandes motivações pessoais e muitos objetivos a alcançar. Além de estudar os mercados e teorias sobre eles, com toda certeza é necessário conhecer alguns famosos investidores e biografias que inspirem suas ações ao longo da jornada como investidor.

Lírio Parisotto, o “Warren Buffett brasileiro”

Ostentar esse apelido é para poucos, ou apenas para Parisotto mesmo. Buffett é um dos grandes ícones mundiais, reconhecido como uma dos investidores mais influentes da história. Para falar da trajetória de Parisotto, vamos começar de trás para frente e falar do momento atual, para depois contar a Lírio Parisotto biografia. Parisotto é um homem de contrastes, assim podemos colocar. Se por um lado atravessa o mundo em seu jato Gulfstream, avaliado em R$ 100 milhões, já andou no lombo de cavalos carregando sacos de milho na infância. É um grande apreciador de Dom Perignon, cuja garrafa chega a R$ 800, mansão dispensa uma polenta caseira.

Nascer longe de um centro urbano e em uma família humilde não foi um agente limitador para a trajetória de Parisotto. Ao contrário do que possa parecer, o ex-agricultor de Nova Bassano, Rio Grande do Sul, não é um economista. Formado em Medicina pela Universidade Caxias do Sul, o primeiro empreendimento do médico foi a Videolar, responsável por fabricar CDs e DVDs. Foi quando o gaúcho se interessou e mergulhou fundo no mercado de ações investindo na bolsa parte do lucro que obtinha com a Videolar.

Parisotto em ação

Para obter lucros e alcançar o sucesso no mercado financeiro, Parisotto se inspirou nas técnicas da análise fundamentalista – completamente identificadas com o megainvestidor americano Warren Buffet. Para entender como investe Parisotto, é preciso conhecer os conceitos da escola fundamentalista. Considerada por especialistas como a mais tradicional entre as escolas de pensamento sobre o mercado financeiro, é a mais antiga e difundida de maneira a constituir confiança aos investidores. Em termos históricos, esse tip ode análise de mercados começou a ser utilizada no fim do século XIX, com objetivo claro de impulsionar os investimentos e lucros no período. Para ilustrar a importância desta escola, podemos lembrar que um dos “pais” da Análise Fundamentalista é Benjamin Graham. A vertente fundamentalista é baseada em dois pilares: fundamentos macro e microeconômicos das empresas atuantes nos mercados. Para ser mais claro: a análise do mercado é feita sobre os dados econômicos e operacionais provenientes do ambiente de atuação da empresa e também dos próprios resultados das atividades do negócio, culminando numa avaliação bastante abrangente.

Como todo bom investidor, Parisotto sempre teve o hábito de estudar profundamente cada empresa e negócio que pretende investir. Segundo o bilionário, quando uma pessoa realmente está interessada busca informação e consegue entender melhor as regras do mercado. Ele tem uma postura conservadora na qual prefere mirar nas empresas que são consistentes e podem apresentar previsões positivas mais concretas. Pode parecer algo óbvio, mas não necessariamente é. Muitos investidores optam por comprar ações de empresas em baixa para que alcance lucros maiores em um momento de reerguimento dessas companhias. Segundo os cálculos da revista Forbes, ele acumula um patrimônio de 1,8 bilhão de dólares atualmente. Possui um fundo de investimentos que ultrapassa o valor de  R$ 1 bilhão na corretora Geração Futuro, além de ser dono das empresas Videolar-Innova.

Segundo o “guru”, o “segredo do mundo é viver de dividendos”. O que isso quer dizer? Parisotto é o tipo de investidor que considera que a principal fonte de lucros em ações deve ser os dividendos distribuídos pelas empresas, ou seja, essas parcelas acabam por representar a parte do lucro das companhias repartida entre os sócios e acionistas, que deve ser de pelo menos 25%, segundo a legislação. Com isso, o foco em dividendos se torna interessante estratégia a fim de evitar grandes receios e medos em meio às crises dos mercados ou momentos turbulentos. Segundo Parisotto, há mais consistência ao lidar com dividendos do que com as ações.

Como se tornar um investidor

Após apresentarmos mais um grande nome do mundo dos investimentos em bolsa de valores, temos certeza que, cada vez mais, sua vontade de partir para o “jogo” aumenta. É simplesmente o fator de inspiração que estas grandes figuras causam a todos que desejam embarcar no mundo dos investimentos. Por isso, vamos tratar a seguir dos primeiros passos nessa jornada, com dicas e direcionamentos básicos para seus negócios.

Para começar a investir na Bolsa de Valores é preciso ter um objetivo muito claro. Faça o seguinte exercício e pergunte a si mesmo: Qual o destino que quero dar para meus recursos? Em quanto tempo espero obter retorno pelo capital investido? Parece uma bobagem, mas não é. Ter foco e um objetivo muito bem estabelecido facilita sua tomada de decisão nos passos seguintes. É perfeitamente compreensível que você ache que há muito informação, mas no início é preciso manter a calma, pois você estará preparando o melhor caminho para seguir e será recompensando por todo o esforço aplicado.

Não pense que você está sozinho nessa estrada. Será necessário, e indicado, a ajuda de uma corretora de investimentos, pois vai ser sua base de auxílio na atuação no mercado com todo o seu suporte. As corretoras de ações, assim também chamadas, podem disponibilizar muitos tipos de serviços como: indicação de novos produtos e serviços no mercado, ensino sobre o funcionamento da Bovespa, suporte para escolha dos investimentos mais adequados ao seu perfil e aos seus objetivos financeiros, proporcionando variação dos seus investimentos,  e consultoria de especialistas do mercado, além de ainda ter a possibilidade de fornecer ferramentas que melhorem seu desempenho, como o chamado home broker (investimento online) e relatórios de cunho informativo. Fica claro que as corretoras podem oferecer muitos meios importantes para direcionar seus negócios e auxiliar suas decisões como investidor, mesmo que seja iniciante ou de pequeno porte. Obviamente, é um mercado extenso e há inúmeras empresas atuando com estes tipos de serviço e você pode estar se perguntando: como escolher a melhor opção para seus negócios? Primeiramente, é necessário realizar uma avaliação de qual será a frequência dos investimentos e quais são os custos e gastos que pretende lidar no dia a dia dos investimentos. Este tipo de avaliação vai ser fundamental para a decisão da quantidade de dinheiro que vai investir. Por isso, é completamente necessário dedicar bastante tempo na busca por uma corretora que atenda de maneira completa suas necessidades e expectativas. Você vai precisar cair dentro no trabalho de comparação de serviços e orçamentos. Portanto, já pode começar a pesquisar e fazer contato com algumas corretoras, mas lembre-se: você não vai fechar negócio de primeira. Não se esqueça de comparar os serviços oferecidos, como foi dito anteriormente.
Como toda área de atuação em negócios, há erros comuns e históricos. Vamos listar os mais recorrentes entre investidores inexperientes, e também experientes, por que não? Na hora de investir na Bolsa de Valores é preciso ter humildade para tirar lições e aprendizados dos erros, sejam seus ou de terceiros.

Antes de falar dos erros, preste atenção: comece com pouco, sem correr grandes riscos ou arriscando valores altos. Em um primeiro momento, é fundamental focar sua atenção em adquirir experiência e não lucros pesados. Por isso, sugerimos o ingresso em clubes de investimento, uma opção segura para começar a investir e acumular experiência sem precisar investir pesado. Não se iluda com promessas de dicas infalíveis e “coelhos na cartola”, por isso não creia em “jogadas de mestre” ou coisas do tipo. Sempre saiba separar o lado emocional das suas decisões e não permita que isso influencie suas ações e passos. Não tenha grandes preocupações com resultados em curto prazo. Para não ficar muito vulnerável, podendo ter grandes prejuízos, evite fortemente destinar todos os seus recursos em apenas um único negócio. Esta conduta eleva consideravelmente o risco do investimento. É muito valioso ter ciência de que paciência e disciplina são itens imprescindíveis para alcançar o sucesso. Não apresse o processo de aprendizado. Aqueles comentem o erro de se entregar à necessidade de resultados imediatos tendem a realizar investimentos sem precauções, atuando em resposta às tendências de última hora.

Como escolher um bom fundo de investimentos?

Investir é entrar de cabeça em um mundo de grandes e variadas possibilidades. A constante transformação e evolução do mercado impulsionam o aparecimento de novos métodos e maneiras de investir, mas não podemos ignorar as maneiras tradicionais como os fundos de investimento. O nome soar familiar, mas você sabe realmente o que é fundo de investimento e que possibilidades e benefícios ele pode gerar a você? Mago do Mercado vai falar sobre esta modalidade e também suas variações como fundos imobiliários, fundo de ações e de renda fixa, para que fique explícito como esses mecanismos funcionam e seja possível realizar uma comparação de fundos, a fim de direcionar suas escolhas como investidor.

O que são fundos de investimento?

Vamos começar com uma curiosidade: Você sabia que no fim de 2016, mais de R$ 3 trilhões (!) estavam aplicados em fundos no Brasil? Ou seja, é um dos tipos de investimento mais comuns por aqui. Para simplificar, vamos usar a analogia mais usada para explicar como funcionam os fundos de investimento: “condomínio”. Ele funciona com uma espécie de condomínio residencial, onde cada membro é dono de uma cota (um apartamento, nesse caso) e paga uma pessoa, administrador profissional ou síndico, para cuidar e executar as tarefas do condomínio como manutenção, limpeza, obras etc. Então, podemos encarar o fundo de investimento como um sistema que reúne recursos de diferentes pessoas com objetivo de eleger um gestor para ficar responsável pelo investimento. Estas pessoas são chamadas de cotistas, e ao adquirir cotas em um determinado fundo está disposta e ciente a seguir as regras de funcionamento, referentes a aplicação, resgate e custos. Além disso,  paga uma taxa de administração para o gestor eleito para cuidar do fundo.

E quais são os benefícios desta escolha? Você ganha a possibilidade de aplicar em variados tipos de produtos financeiros, com diferentes rentabilidades e riscos, sem que seja necessário destinar grandes valores investidos. Além disso, você transfere ao gestor o trabalho operacional e contínuo de cuidar destes investimentos, uma vez que haverá um profissional capacitado e encarregado do serviço.

A figura do gestor é fundamental para bom funcionamento desse sistema. Eles devem estar preparados para gerir também os aspectos jurídicos e legais do fundo, sugerir estratégias de ações de investimentos, tudo com o objetivo de gerar o maior lucro possível com o menor nível de risco para os envolvidos. Realizam mpnitoramento diário de todos os recursos do fundo, além de  avaliar os cenários, acompanhando notícias sobre setores econômico e político. É bom frisar que os gestores têm poder de decisão sobre os recursos agregados no fundo, mas deve respeitar os regulamentos estabelecidos. Com isso, fica claro o quanto é necessário fazer uma boa escolha na hora de escolher um fundo e seus gestores.

Agora que você já sabe o que são os fundos de investimento, vamos contar um pouco mais sobre os tipos e variações dessa modalidade estratégica. Os três principais tipos são: fundos imobiliários, fundo de renda fixa, fundo de ações.

O que são fundos imobiliário?

Como o próprio nome sugere, são fundos com o objetivo de aplicar recursos em variados empreendimentos imobiliários como: imóveis já finalizados, títulos financeiros como CRI, LH, LCI e cotas de fundos imobiliários já constituídos. Podem participar do patrimônio de um fundo imobiliário um ou mais imóveis, parte de imóveis e direitos a eles relativos. As quotas deste tipo de fundos não admitem resgate, por serem fechados. Com isso, a alternativa é  a negociação na bolsa de valores ou Balcão Organizado, por meio de ordens.

O fii (fundo de investimento mobiliário) apresenta vantagens como menor custo. Se compararmos  ao investimento e aquisição direta de imóveis, o investidor não vai precisar lidar com gastos como ITBI, taxas de certidões, reconhecimentos de firma, cópia de documentos, escritura, registro, comissão de imobiliária. Estas quantias somadas chegam a 5% do valor do imóvel, em linhas gerais.

Outra vantagem importante é o acesso a investimento em imóveis de alto padrão, ou seja, entrar em um fundo imobiliário possibilita que investidores, mesmo de pequeno porte, adquiram cotas em empreendimentos de qualidade e alto valor. A transparência é um importante aliado neste tipo de investimento porque a as quotas são negociadas na Bovespa e tem a visualização de todo o mercado financeiro. Além disso, observamos a possibilidade de diversificação. O investidor consegue montar  a carteira com quotas em diferentes fundos de variados setores imobiliários como shoppings, hotéis, indústria, logística e imóveis residenciais. Com isso, o risco de dores de cabeça como inadimplência ou vacância fica repartido entre os diversos investimentos. O investidor também receberá vantagens como pessoa física como a isenção de IR sobre os rendimentos mensais recebidos. No Brasil, os fundos Imobiliários recebem incentivos tributários devido a sua importância no cenário econômico nacional. Além de isenções de impostos como PIS e COFINS.

A fiscalização do mercado imobiliário é realizada pela Comissão de Valores Mobiliários
(CVM fundos), responsável por gerar normas, disciplinar e desenvolver o setor no Brasil.

Fundo de Ações

Também possui um nome autoexplicativo: são fundos com o objetivo de investir no mercado de ações. Para estar inserido nesta modalidade, pelo menos 67% do patrimônio do fundo deve estar investido em ações. A outra parte da porcentagem pode ser investida em outros ativos, desde que respeite os limites estabelecidos. Este tipo de investimento é mais indicado para objetivos de longo prazo e para aqueles investidores que estão dispostos a enfrentar mais riscos, com a expectativa e possibilidade de rentabilidade mais elevada.

Fundo de Renda Fixa

Estes fundos são os que possibilitam a maior liberdade para o investidor  escolher seus ativos. Estes investimentos podem ser feitos sobre títulos atrelados a crédito, à Inflação e Tesouro  Pré ou  Pós-Fixado. Como regra, os fundos em renda fixa devem estabelecer que 80% de sua carteira seja aplicada a Títulos do Tesouro.  Algumas vantagens deste tipo de fundo são a possibilidade de lidar com prazos mais curtos para resgate, cerca de poucos dias. É possível fazer parte de fundos de renda fixa com investimentos iniciais de apenas R$ 1 mil. Além disso, é muito difícil haver algum caso de rentabilidade negativa.

Você sabe o que é preciso para investir na Bolsa de Valores?

Ser um investidor tem uma ligação muito próxima com preparação, organização e estudo. Não se engane com as famosas cenas de Hollywood com Michael Douglas brincando com as ações de maneira fantasiosa. A Bolsa de Valores é um mundo a ser desvendado, mas não sinta qualquer tipo de receio: este conhecimento está ao seu alcance. Neste post, vamos te ajudar a dar os primeiros passos e mostrar como investir na Bolsa de Valores. Clique aqui e saiba tudo sobre como começar do zero.

Antes de tudo é preciso saber que a bolsa de valores é um mercado online. Nele, investidores negociam ações de empresas dos mais variados setores e diversos produtos financeiros. Esta entidade financeira, como a Bovespa, se tornou um meio para que empresas pudessem captar dinheiro para investir em si mesmas, ou seja, essas companhias vendem um “pedaço” para pessoas físicas ou outras empresas em troca do capital delas. Muito simples, não? Com isso, quem investe nas ações de uma empresa entra no “bolo” de participação, com direito a receber parte dos lucros, entre outros benefícios. Por outro lado, as empresas acabam por conseguir captar recursos e dinheiro com menos custo e taxas do que se precisassem recorrer aos tradicionais bancos.

Você sabe o que são, de fato, as famosas “ações”? De maneira bem simplificada podemos dizer que são pedaços da empresa. Suponha que uma companhia seja repartida em centenas deles e você pudesse comprar um ou mais. Ao fazer isso, você se torna automaticamente sócio desta empresa. Assim, como foi dito anteriormente, vai ter direito aos lucros distribuídos por ela. No Brasil, ainda há certa desconfiança ao investir na bolsa de valores. Este fato está associado ao pensamento de que pode ser considerado um investimento de alto risco. O que não está correto, pois a bolsa apresenta bons resultados no longo prazo. Falta a nós a percepção de que o risco está muito associado ao prazo e não apenas no “que” se investe. Você já parou e se perguntou por que investir na bolsa? Ela mostra resultados muito bons em longo prazo. Aqui no Brasil, ainda não existe a cultura de investir na bolsa muitas vezes por ser considerado um investimento de alto risco. Algo que as pessoas não levam em conta é que o risco está bastante associado com o prazo.

Vamos falar da parte prática? Após toda preparação pessoal com definição de objetivos e pesquisas, a sua primeira atitude é abrir uma conta em uma corretora de investimentos ou banco. De qualquer maneira, você vai precisar ser correntista em algum banco, mesmo que opte pela opção da corretora, devido às transações que precisará realizar. Nesse caso, vai transferir dinheiro da sua conta para a corretora de ações. A partir daí vai começar a investir: Já estará completamente apto a comprar e vender ações. Inclusive, você pode realizar investimentos pela internet, por meio do chamado Home Broker.

Não esqueça de que é preciso ter cautela nesta caminhada, evitando problemas na tentativa de dar passos largos ou destinando grande parte ou até integralmente seus recursos em um único investimento. Uma dica bacana é entrar para clubes de investimento, pois são uma interessante alternativa de como investir bolsa, evitando altos riscos. Não acredite em dicas infalíveis e atalhos. Não há qualquer conhecimento de que possa haver um grande “truque” que te direcione a enormes lucros repentinamente.

Como escolher uma boa Corretora de Valores para meus investimentos?

Investir na Bolsa de Valores demanda dedicação e estudo sobre o mercado e todas as suas possibilidades. Neste post, falaremos exclusivamente de uma etapa muito importante na trajetória de qualquer investidor, mesmo que seja de pequeno porte: as corretoras de valores. Sim, você vai precisar de uma para te auxiliar durante sua caminhada no mundo dos negócios. A corretora de valor vai ser importante aliada na tomada de decisões e organização das suas estratégias e ações. A seguir, vamos falar de maneira mais profunda sobre o que as corretoras de investimentos podem te oferecer e como escolher a melhor opção para seus investimentos, segundo Mago do Mercado.

A seleção de uma corretora de ações é um dos primeiros passos para qualquer pessoa que almeja atuar com investimentos. Portanto, é normal se deparar com dúvidas e incertezas neste momento, principalmente para os inexperientes ou marinheiros de primeira viagem. Primeiramente, você precisa saber o porquê da necessidade em ter uma corretora, conhecendo todos os serviços oferecidos para posteriormente pesquisar as opções do mercado e decidir qual empresa será sua parceira nesta empreitada. Lembre-se de que ser um investidor não se resume a tomar decisões monetárias. É necessário agregar estudo e experiência com o mercado financeiro.

Agora que você já está convencido de que realmente precisa de uma corretora, deve estar se perguntando como optar pela melhor? Primeiramente, você precisa saber que existem dezenas de corretoras e com diferentes perfis e, por isso, suas características vão ser fundamentais para escolher a que melhor atenda seus objetivos pessoais. Não há um grande truque para isso além de pesquisar. Antes de correr atrás das empresas, procure compilar e organizar todas as suas informações pessoais, pois serão muito úteis na criação do seu perfil de investidor, tarefa que cabe à corretora de valores. Além de atuar na definição do seu perfil como investidor, as corretoras vão oferecer uma série de serviços como:

  • Direcionar seus investimentos de maneira a adequar ao seu perfil investidor e objetivos financeiros.
  • Oferece suporte para você entender o funcionamento da Bolsa de Valores.
  • Apresenta e informa sobre novos produtos e serviços no mercado.
  • Diversifica e expande seus investimentos, com finalidade de aumentar seus ganhos.
  • Suporte de especialistas do mercado e consultoria de investidores do setor.
  • Oferece ferramentas interessantes, como o home broker (investimento online).
  • Acompanhamento dos seus investimentos, com envio de relatórios e informativos.

A partir daí, é necessário dar início aos contatos com as melhores corretoras. Uma dica valiosa é: não fique empolgado e feche negócio de primeira: pesquise a fundo. Você encontra a relação de todas as corretoras de valores e dados sobre cada no site da BM&FBOVESPA. Tenha em mente que toda ajuda e informação são muito importantes para monitorar seus investimentos investimento e que, mais cedo ou mais tarde, estes cuidados serão recompensados futuramente.

Serviços x Segurança

Além de serviços, as corretoras precisam ganhar sua confiança mediante sua reputação no mercado e maneira de atuar. Vamos falar sobre pontos cruciais a serem levados em conta na escolha da corretora. Ninguém gostaria de correr o risco de ter o seu dinheiro bloqueado em um cenário hipotético de quebra da corretora, certo? Não há nenhuma dúvida de que você quer proteger seu patrimônio, e independentemente do investimento que esteja realizando, sua maior preocupação sempre será com a segurança do seu patrimônio. É bastante comum vermos novos investidores escolhendo grandes instituições bancárias por acreditar que vão proporcionar maior estabilidade. Porém, não é uma decisão muito óbvia, pois grandes bancos trazem consigo altas taxas e déficit em assessoria especializada para investimentos, o que pode acarretar em prejuízos financeiros para você. Vamos te ajudar com um checklist para que possa avaliar cuidadosamente se está optando por uma instituição segura:

  • Esta corretora tem um número considerável de clientes?
  • Há algum tipo de seguro para meus investimentos?
  • Esta corretora é reconhecidamente certificada?
  • Qual o valor total que dispõe em custódia?

Fique tranquilo, pois você vai achar no mercado corretoras de valores com vasta carta de clientes, alto valor em custódia e que vão apresentar um leque de garantias que vão proporcionar a você a mesma segurança dos grandes bancos. Além disso, elas têm uma vantagem: vão oferecer produtos de acordo com seus objetivos e metas e não confluindo apenas com o alvo da instituição.

Tecnologia

Outro atributo importante para sua corretora ajudar nos negócios e alcançar o sucesso ao investir na bolsa de valores é ser uma instituição que disponha de tecnologia de ponta. Já imaginou perder o momento exato para mergulhar de cabeça ou pular fora de um investimento por dificuldades na plataforma da corretora? Definitivamente não, certo? É necessário encontrar uma empresa que proporcione agilidade e facilidade para dispor das informações que necessita, além de um sistema de operações e controle online. As melhores corretoras oferecem aplicativos para smartphones, portanto fique ligado aos recursos tecnológicos que podem aperfeiçoar seus resultados e fazer toda a diferença para seus investimentos.

Custo Benefício x Corretoras de Investimentos

Você precisa buscar um equilíbrio na hora de levar em conta os gastos com a empresa que vai contratar. Ao passo que deve ficar atento a taxas extras e valores extraordinários, é preciso fugir de preços mais baixos que o praticado no mercado. Se for necessário desembolsar capital para uma simples abertura de conta já pode ficar desconfiado, pois facilmente vai encontrar empresas sólidas e que não cobram nem mesmo taxa de manutenção da conta. Não adianta investir muito pouco ao comprar e vender uma ação, quando a corretora não proporciona segurança ao seu patrimônio ou corra o risco de decretar falência de maneira inesperada. Em outras palavras: a corretora mais cara não será necessariamente a melhor e nem a mais em conta será péssima. Seu objetivo é achar o equilíbrio entre dispor de serviços e soluções confiáveis, ao mesmo tempo em que estes custos  não comprometam suas operações financeiras.

Investir na bolsa de valores exige cuidado e muita pesquisa, mas o caminho pode ser muito compensador quando os passos são seguros e embasados nas boas práticas de mercado financeiro.

A história da Bolsa de Valores no Brasil

Todo investidor está completamente habituado a acompanhar tudo que ocorre na Bolsa de Valores. E mesmo para quem não tem qualquer ligação mais profunda, é bastante provável que já tenha ouvido, ao menos uma vez, notícias sobre a Bovespa, a bolsa de valores brasileira, ou conversas e debates sobre o assunto. Se você gosta do tema ou tem pretensões de realizar investimentos provavelmente deve estar se fazendo a pergunta clássica: Como investir na Bolsa de Valores? Neste post, gostaríamos de fazer uma viagem no tempo para mostrar o surgimento e a história da Bolsa de Valores no Brasil para que tenha um conhecimento diferenciado ao dar os primeiros passos no mercado e iniciar sua trajetória como investidor. Não se engane investir não se trata apenas de lidar com cifras e ações, o conhecimento sobre mercados e funcionamento desse mecanismo são grandes aliados para suas decisões futuras. Grandes investidores e figuras notáveis do mercado financeiro foram verdadeiros estudiosos e, muitos deles, verdadeiros acadêmicos. Mas, não se sinta pressionado porque estamos falando de ícones como Warrem Buffett e Benjamin Graham. A ideia que queremos passar é de que conhecimento é simplesmente fundamental para traçar boas estratégias e tomar decisões mais embasadas e inteligentes para gerir seus investimentos com boas perspectivas de negócios.

Bolsa de Valores Brasil – O Início

O sistema financeiro surgiu no Brasil a partir da segunda metade do século XX, quando alguns homens começaram a exercer o trabalho de banqueiros e corretores financeiros com foco em crédito. Não havia qualquer tipo de regulamentação por aqui. O surgimento da Bolsa de Valores está diretamente ligado a este momento, em meados de 1845, quando a atividade foi regulamentada. Porém, a data considerada como ponto de partida do funcionamento da Bolsa veio apenas em 1876, quando foi decretada a cotação de títulos em um pregão – daí surgiu a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A partir disso, houve um decreto federal que incumbia o Poder Executivo de realizar a regulamentação dos corretores e das operações financeiras. Isso foi um fator preponderante para impulsionar maior confiança nas atividades realizadas no mercado da bolsa de valores. No ano de 1897, foi expedido um decreto no qual estava estabelecida a regulamentação da Bolsa de Valores e corretoras financeiras. Porém, o decreto era válido apenas para o Distrito Federal, Rio de Janeiro na época, e não valia para os outros estados da nação. Vamos avançar um pouco a frente e falar sobre o surgimento e desenvolvimento da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa – que atualmente centraliza as atividades do mercado financeiro no território tupiniquim.

A História da Bovespa

Antes de falar de seu surgimento histórico, é preciso situar o leitor quanto ao que representa atualmente para nosso país este mecanismo financeiro. A Bovespa está localizada na capital paulista e fica situada no centro da megalópole. Estamos falando de uma entidade autorreguladora que opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. A Bolsa de Valores Bovespa é simplesmente nosso principal mercado de negociação de ações das empresas existentes no Brasil. Além disso, é reconhecidamente a  maior bolsa de valores da América Latina e a oitava maior do mundo. Não é pouca coisa, não é mesmo?

Linha do Tempo:

  • 1890 – Emílio Rangel Pestana funda a chamada Bolsa Livre – considerada por historiadores como o embrião da Bolsa de Valores de São Paulo.
  • 1891 – Um ano após sua abertura, a Bolsa Livre é fechada devido à crise econômica do Encilhamento.
  • 1895 – O progresso do mercado financeiro brasileiro é retomado e quatro anos após o fechamento da Bolsa Livre é inaugurada a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo.
  • 1934 – Com sede no  Palácio do Café, seu nome muda para Bolsa Oficial de Valores de São Paulo.

Nos anos 1960, existiam ao todo vinte e sete bolsas de valores espalhadas pelo território nacional. As bolsas pertenciam aos governos estaduais e seus membros eram compostos por corretores. Estes cargos eram nomeados por agentes públicos. Portanto, as bolsas de valores, inclusive a de São Paulo, eram consideradas entidades oficiais corporativas, que por sua vez, estavam vinculadas às secretarias de finanças estaduais – atualmente denominadas Secretarias de Fazenda. Uma significativa mudança se deu nos anos de 1965 e 1966: as bolsas passaram a assumir características institucionais, ou seja, se tornam associações civis sem fins lucrativos, com importante ganho de autonomia patrimonial, financeira e, principalmente, administrativa.  As mudanças citadas anteriormente são consequências diretas das reformas do sistema financeiro nacional.  Outra grande mudança que passou a ser observada foi a substituição da tradicional figura do corretor individual, profissionais autônomos que agiam sob a confiança de seus investidores. Agora surgia a figura das corretoras de valores, empresas especializadas em gerar este tipo de serviço, sob a forma de sociedades ou pela participação de cotas sob responsabilidade limitada. Em 1967, a entidade financeira paulista passa a se chamar Bolsa de Valores de São Paulo.

Finalmente chegando ao ano 2000, todas as Bolsas espalhadas pelos estados do Brasil são integradas. Assim, a Bovespa passa a concentrar todas as negociações mercadológicas do país, enquanto as demais bolsas seguem com suas atividades locais, prestando serviços em desenvolvimento das praças locais.

Posteriormente, a Bovespa passaria por mais algumas modificações: Em 2005, é decretado o fim de uma era. A do  pregão viva voz da Bovespa. Assim, a Bolsa se torna totalmente eletrônica. No ano seguinte, em 2006, começa a operar ações apenas em pregão eletrônico doméstico. Fique atento para esta data: em 26 de março de 2008 a Bovespa realiza o anúncio oficial sobre o processo de fusão com a BM&F. Esta nova instituição que surgiu a partir da fusão entre Bovespa e BM&F é considerada a terceira maior do mundo e a segunda da América em valor de mercado.

Agora, você já está muito mais preparado para ingressar no mundo dos investimentos e arriscar os primeiros passos como investidor da bolsa de valores. Como foi dito no início do texto, ter conhecimento é fundamental para entender o mercado e traçar estratégias de atuação. Além das terias e escolas de pensamento mercadológico, é crucial entender a história da nossa bolsa de valores para acompanhar sua evolução ao longo do anos.

Warren Buffett – como investe o “Oráculo de Omaha”?

Se você está interessado e quer saber como investir na Bolsa de Valores, definitivamente tem motivações pessoais e objetivos a conquistar. Além de estudar a ciência dos investimentos, certamente vai precisar conhecer alguns famosos investidores e biografias que inspirem suas decisões ao longo da trajetória como investidor. Warren Buffett é um dos nomes que merece sua atenção e, com toda certeza, sua história instigante vai trazer lições e ensinamentos importantes para qualquer investidor, mesmo que de pequeno porte e que deseja saber mais sobre investimento em bolsa de valores. Buffet é icônico, um “lobo do mercado” com tanto lastro e importância que é claramente um exemplo daqueles personagens que vale a pena e deve ser estudado, mesmo que no fim das contas você não se identifique ou concorde com os pensamentos dele, é enriquecedor conhecer sua história, pois suas lições vão muito além das cifras e números alcançados ao longo de sua vida e atuação no mercado financeiro.

Quem é Warren Buffett?

Antes de nos aprofundarmos mais neste grande personagem vamos começar por uma singela curiosidade: O megainvestidor ainda vive na mesma casa, em Omaha, adquirida em 1958 por cerca de 30 mil dólares. Incrível, não? Considerado um dos homens mais ricos do mundo pela revista Forbes, acumula uma grande fortuna avaliada em mais de 74 bilhões de dólares. Além de milionário e figura garantida nas listas de homens mais ricos do mundo, Buffet é considerado um grande filantropo. Há cerca de dez anos, afirmou que iria doar uma grande parcela de sua fortuna após sua morte, destinando enorme um montante para a fundação de Bill Gates. Este é considerado o maior ato filantrópico da história, em termos absoluto de valores. Atualmente com 86 anos, Buffett é o Presidente, principal acionista, presidente do conselho e diretor executivo da gigante Berkshire Hathaway, uma firma de origem no setor têxtil, mas que também vendia seguros e atualmente gere um conjunto de empresas subsidiárias, supervisionando Seguros e Investimentos Diversificados. Voltando no tempo, é interessante falar do talento natural de Buffett para os negócios. Desde os tempos de criança sempre demonstrou interesse e capacidade em gerar e multiplicar dinheiro. Sua trajetória foi bem sucedida e precoce. Ao terminar os estudos na escola, já somava a quantia de quase cem mil dólares. Incrível, não? Tudo isso por mérito próprio e com ideias originais para alavancar dinheiro, sem qualquer tipo de injeção externo, seja por mesada ou herança. A atração, ainda criança, pela área já era aparente. Quando visitou Nova Iorque, aos 10 anos de idade, fez questão que seus pais o levassem para visitar a Bolsa de Valores, em Wall Street. Aos 19 anos, finalizou a faculdade de economia, no Nebraska, seu estado natal. O milionário também possui formações acadêmicas pela Escola de Negócios de Columbia e Instituto de Finanças de Nova Iorque. Você sabia que antes de ter concluído todas estas etapas acadêmicas ele havia sido rejeitado pela escola de negócios de Harvard? O mundo dá voltas não é mesmo?

Fiz meu primeiro investimento aos 11 anos. Eu vinha desperdiçando minha vida até então

O estilo Buffett de investir

Para começar a entender como funciona a mente e o modo de investir de Buffett, é preciso voltar um pouco no tempo e falar de outro grande nome da área: Benjamin Graham (1894-1976). Este homem é considerado o criador da profissão “analista de investimentos”, somando mais de 60 anos de atuação no mercado financeiro. Graham teve um grande discípulo entre seus alunos. Sim, ele mesmo: Warren Buffett, que afirma sem rodeios ser a pessoa que mais o influenciou na vida, depois do próprio pai. Graham, além de toda importância histórica, é tido como o acadêmico responsável pela base de conceitos que fundamentam a Análise Fundamentalista, uma das escolas de pensamento mais tradicionais e importantes da história do mercado financeiro e área contábil. E como não poderia ser diferente Buffett é um grande adepto das práticas e ideias fundamentalistas.

Um exemplo básico da “magia de Buffet”: Quando assumiu a Berkshire Hathaway, em 1965, o valor de negociação das ações da empresa girava em torno de 10 dólares. Atualmente as mesmas ações valem cerca de cem mil dólares. É isso mesmo: uma espantosa valorização de 1.000.000% ao longo destas quatro décadas. Em outras palavras: se algum investidor tivesse aplicado 100 dólares nos anos 1960, somaria um milhão de dólares hoje, apenas com este movimento. O talento para negócios e a capacidade de multiplicar dinheiro de Buffett é ímpar. O perfil de investimento do “guru” é claramente voltado ao longo prazo. É amplamente reconhecido por aplicar o “Value Investing” – conceito que afirma que o melhor momento para comprar uma ação é sempre a um preço menor do que seu valor intrínseco (real). Buffett sempre selecionou as melhores empresas, com perspectivas de lucros poderoso, sólidos e crescentes com o passar dos anos. Sua paciência é didática e não é incomum, ao longo de sua história, ter esperado por anos para comprar ações abaixo do valor intrínseco. Buffett construiu sua fortuna desta maneira e gosta de dizer que comprava príncipes por preço de sapos, ao se referir às ações adquiridas.

Regra número 1: Nunca perca dinheiro.Regra número 2: Não esqueça a regra número 1.

Buffet é conhecido por disseminar e aplicar mantras como a valorização da frieza e racionalidade em cada decisão a ser tomada, além da necessidade em se manter firme em relação às suas estratégias e ideias, por mais que o mercado apresente opções e momentos sedutores. O megainvestidor é contra o uso de empréstimos como forma de expansão de patrimônio, preferindo sempre a atitude focada no longo prazo e baixo custo. Tais lições serão observadas a seguir, quando falaremos sobre os primeiros passos para investir na Bolsa de Valores.

Como se tornar um investidor

Apostamos que após saber um pouco mais sobre esta grande personalidade do mercado você está cada vez mais interessado e quer saber como pode das os primeiros passos para investir. No início pode parecer que há muita informação para se diluir, mas tenha calma, pois não é um bicho de sete cabeças. Porém, é preciso ficar atento e saber que existem caminhos a trilhar e vamos falar sobre a melhor maneira de encontrá-lo.

Para dar um “start” e investir na Bolsa de Valores vamos definir um objetivo claro. Seus prazos e expetativas quanto ao tempo de obtenção de resultados vão ser determinantes para iniciar sua jornada. Pergunte a si mesmo: O que pretendo fazer com o montante investido? Qual é o prazo que espero para obter retorno deste dinheiro aplicado? É completamente fundamental associar seu investimento a um objetivo claro.

como investir na bolsa de valores imagem

Não siga sozinho. Você vai precisar da ajuda de uma corretora de investimentos, pois é ela que vai poder te ajudar a dar seus primeiros passos de maneira segura. Estas empresas oferecem variados tipos de serviços como: suporte na escolha dos investimentos mais adequados ao seu perfil e aos seus objetivos financeiros, ensino sobre o funcionamento da Bolsa de Valores, indicação de novos produtos no mercado, proporcionando variação dos seus investimentos, consultoria de especialistas do mercado e ainda fornecer ferramentas de otimização, como o home broker (investimento online) e relatórios informativos. Estes são serviços de grande importância para te auxuliar na hora de investir.

Existem inúmeras empresas atuando no mercado e como escolher a melhor opção para te atender? Você precisa avaliar qual será a frequência de seus novos investimentos e quais são os custos e gastos atuais na sua rotina. Isso vai ser crucial para a decisão de quanto vai investir. É fundamental dedicar tempo na busca incessante pela corretora ideal, com muita pesquisa e comparação de serviços e orçamentos. Com isso, é necessário começar a falar com as corretoras para dar adiantamento a sua pesquisa, porque você não vai fechar negócio de primeira. Portanto, pesquise. Você encontra uma relação com todas as corretoras e dados sobre cada uma no site da BM&FBOVESPA. Fique de olho em todos os serviços que possam ser oferecidos, como relatórios, vídeos e cursos.

Você conhece os erros mais comuns cometidos por pessoas inexperientes e até rodadas na hora de investir na Bolsa de Valores? Não se prenda a seguir dicas infalíveis e não embarque em histórias de “jogadas de mestre” ou coisas do gênero. Procure se afastar do lado emocional e não permita que isso influencie suas decisões. Jamais coloque todos os seus recursos em apenas um único negócio. Ao tomar esta decisão você está aumentando consideravelmente o risco do investimento e torna-se altamente vulnerável em caso de prejuízos. Não se preocupe tanto com resultados em curto prazo: No mercado financeiro, é valioso saber que paciência e disciplina são alicerces para obter sucesso. Quem se prende à necessidade de resultados imediatos tende a investir sem precauções e costumam atuar em resposta às tendências momentâneas. Uma hora ou outra, isto vai provocar grandes prejuízos. Outro erro que cansamos de observar entre os novos investidores é querer dar grandes cartadas ou jogadas muito ousadas. Não apresse o processo de aprendizado. Procure começar com pouco. No início, é fundamental focar sua mente em buscar experiência e não ganhos poderosos. Clubes de investimento são uma opção muito bacana para começar a investir e  acumular experiência sem precisar investir muito alto.