O estilo Lírio Parisotto de investir

Para todos aqueles que desejam aprender e se aprofundar sobre quais são as melhores maneiras de investir na bolsa de valores, uma grande fonte de aprendizado e inspiração é, sem dúvida, o espelhamento em cases de sucessos e trajetórias de grandes investidores. Com objetivo de trazer, cada vez mais, informações a você como futuro investidor, vamos apresentar a biografia e maneira de investir de Lírio Parisotto, o mais famoso e bem sucedido investidor brasileiro. Parisotto é, sem sombra de dúvida, um exemplo daqueles que valem a pena ser ouvidos, mesmo que no fim das contas você não opte por seguir seus passos, é edificante conhecer sua trajetória. O aprendizado por meio destas grandes figuras do mercado financeiro muitas vezes nos proporcionam lições que vão além das cifras. Além do grande número de teorias, estratégias e formas de atuação, há aquelas pessoas, como Parisotto, que são verdadeiras fonte de inspiração e referências na construção de um perfil como investidor. Se você deseja saber como investir na Bolsa de Valores, definitivamente tem grandes motivações pessoais e muitos objetivos a alcançar. Além de estudar os mercados e teorias sobre eles, com toda certeza é necessário conhecer alguns famosos investidores e biografias que inspirem suas ações ao longo da jornada como investidor.

Lírio Parisotto, o “Warren Buffett brasileiro”

Ostentar esse apelido é para poucos, ou apenas para Parisotto mesmo. Buffett é um dos grandes ícones mundiais, reconhecido como uma dos investidores mais influentes da história. Para falar da trajetória de Parisotto, vamos começar de trás para frente e falar do momento atual, para depois contar a Lírio Parisotto biografia. Parisotto é um homem de contrastes, assim podemos colocar. Se por um lado atravessa o mundo em seu jato Gulfstream, avaliado em R$ 100 milhões, já andou no lombo de cavalos carregando sacos de milho na infância. É um grande apreciador de Dom Perignon, cuja garrafa chega a R$ 800, mansão dispensa uma polenta caseira.

Nascer longe de um centro urbano e em uma família humilde não foi um agente limitador para a trajetória de Parisotto. Ao contrário do que possa parecer, o ex-agricultor de Nova Bassano, Rio Grande do Sul, não é um economista. Formado em Medicina pela Universidade Caxias do Sul, o primeiro empreendimento do médico foi a Videolar, responsável por fabricar CDs e DVDs. Foi quando o gaúcho se interessou e mergulhou fundo no mercado de ações investindo na bolsa parte do lucro que obtinha com a Videolar.

Parisotto em ação

Para obter lucros e alcançar o sucesso no mercado financeiro, Parisotto se inspirou nas técnicas da análise fundamentalista – completamente identificadas com o megainvestidor americano Warren Buffet. Para entender como investe Parisotto, é preciso conhecer os conceitos da escola fundamentalista. Considerada por especialistas como a mais tradicional entre as escolas de pensamento sobre o mercado financeiro, é a mais antiga e difundida de maneira a constituir confiança aos investidores. Em termos históricos, esse tip ode análise de mercados começou a ser utilizada no fim do século XIX, com objetivo claro de impulsionar os investimentos e lucros no período. Para ilustrar a importância desta escola, podemos lembrar que um dos “pais” da Análise Fundamentalista é Benjamin Graham. A vertente fundamentalista é baseada em dois pilares: fundamentos macro e microeconômicos das empresas atuantes nos mercados. Para ser mais claro: a análise do mercado é feita sobre os dados econômicos e operacionais provenientes do ambiente de atuação da empresa e também dos próprios resultados das atividades do negócio, culminando numa avaliação bastante abrangente.

Como todo bom investidor, Parisotto sempre teve o hábito de estudar profundamente cada empresa e negócio que pretende investir. Segundo o bilionário, quando uma pessoa realmente está interessada busca informação e consegue entender melhor as regras do mercado. Ele tem uma postura conservadora na qual prefere mirar nas empresas que são consistentes e podem apresentar previsões positivas mais concretas. Pode parecer algo óbvio, mas não necessariamente é. Muitos investidores optam por comprar ações de empresas em baixa para que alcance lucros maiores em um momento de reerguimento dessas companhias. Segundo os cálculos da revista Forbes, ele acumula um patrimônio de 1,8 bilhão de dólares atualmente. Possui um fundo de investimentos que ultrapassa o valor de  R$ 1 bilhão na corretora Geração Futuro, além de ser dono das empresas Videolar-Innova.

Segundo o “guru”, o “segredo do mundo é viver de dividendos”. O que isso quer dizer? Parisotto é o tipo de investidor que considera que a principal fonte de lucros em ações deve ser os dividendos distribuídos pelas empresas, ou seja, essas parcelas acabam por representar a parte do lucro das companhias repartida entre os sócios e acionistas, que deve ser de pelo menos 25%, segundo a legislação. Com isso, o foco em dividendos se torna interessante estratégia a fim de evitar grandes receios e medos em meio às crises dos mercados ou momentos turbulentos. Segundo Parisotto, há mais consistência ao lidar com dividendos do que com as ações.

Como se tornar um investidor

Após apresentarmos mais um grande nome do mundo dos investimentos em bolsa de valores, temos certeza que, cada vez mais, sua vontade de partir para o “jogo” aumenta. É simplesmente o fator de inspiração que estas grandes figuras causam a todos que desejam embarcar no mundo dos investimentos. Por isso, vamos tratar a seguir dos primeiros passos nessa jornada, com dicas e direcionamentos básicos para seus negócios.

Para começar a investir na Bolsa de Valores é preciso ter um objetivo muito claro. Faça o seguinte exercício e pergunte a si mesmo: Qual o destino que quero dar para meus recursos? Em quanto tempo espero obter retorno pelo capital investido? Parece uma bobagem, mas não é. Ter foco e um objetivo muito bem estabelecido facilita sua tomada de decisão nos passos seguintes. É perfeitamente compreensível que você ache que há muito informação, mas no início é preciso manter a calma, pois você estará preparando o melhor caminho para seguir e será recompensando por todo o esforço aplicado.

Não pense que você está sozinho nessa estrada. Será necessário, e indicado, a ajuda de uma corretora de investimentos, pois vai ser sua base de auxílio na atuação no mercado com todo o seu suporte. As corretoras de ações, assim também chamadas, podem disponibilizar muitos tipos de serviços como: indicação de novos produtos e serviços no mercado, ensino sobre o funcionamento da Bovespa, suporte para escolha dos investimentos mais adequados ao seu perfil e aos seus objetivos financeiros, proporcionando variação dos seus investimentos,  e consultoria de especialistas do mercado, além de ainda ter a possibilidade de fornecer ferramentas que melhorem seu desempenho, como o chamado home broker (investimento online) e relatórios de cunho informativo. Fica claro que as corretoras podem oferecer muitos meios importantes para direcionar seus negócios e auxiliar suas decisões como investidor, mesmo que seja iniciante ou de pequeno porte. Obviamente, é um mercado extenso e há inúmeras empresas atuando com estes tipos de serviço e você pode estar se perguntando: como escolher a melhor opção para seus negócios? Primeiramente, é necessário realizar uma avaliação de qual será a frequência dos investimentos e quais são os custos e gastos que pretende lidar no dia a dia dos investimentos. Este tipo de avaliação vai ser fundamental para a decisão da quantidade de dinheiro que vai investir. Por isso, é completamente necessário dedicar bastante tempo na busca por uma corretora que atenda de maneira completa suas necessidades e expectativas. Você vai precisar cair dentro no trabalho de comparação de serviços e orçamentos. Portanto, já pode começar a pesquisar e fazer contato com algumas corretoras, mas lembre-se: você não vai fechar negócio de primeira. Não se esqueça de comparar os serviços oferecidos, como foi dito anteriormente.
Como toda área de atuação em negócios, há erros comuns e históricos. Vamos listar os mais recorrentes entre investidores inexperientes, e também experientes, por que não? Na hora de investir na Bolsa de Valores é preciso ter humildade para tirar lições e aprendizados dos erros, sejam seus ou de terceiros.

Antes de falar dos erros, preste atenção: comece com pouco, sem correr grandes riscos ou arriscando valores altos. Em um primeiro momento, é fundamental focar sua atenção em adquirir experiência e não lucros pesados. Por isso, sugerimos o ingresso em clubes de investimento, uma opção segura para começar a investir e acumular experiência sem precisar investir pesado. Não se iluda com promessas de dicas infalíveis e “coelhos na cartola”, por isso não creia em “jogadas de mestre” ou coisas do tipo. Sempre saiba separar o lado emocional das suas decisões e não permita que isso influencie suas ações e passos. Não tenha grandes preocupações com resultados em curto prazo. Para não ficar muito vulnerável, podendo ter grandes prejuízos, evite fortemente destinar todos os seus recursos em apenas um único negócio. Esta conduta eleva consideravelmente o risco do investimento. É muito valioso ter ciência de que paciência e disciplina são itens imprescindíveis para alcançar o sucesso. Não apresse o processo de aprendizado. Aqueles comentem o erro de se entregar à necessidade de resultados imediatos tendem a realizar investimentos sem precauções, atuando em resposta às tendências de última hora.

A história da Bolsa de Valores no Brasil

Todo investidor está completamente habituado a acompanhar tudo que ocorre na Bolsa de Valores. E mesmo para quem não tem qualquer ligação mais profunda, é bastante provável que já tenha ouvido, ao menos uma vez, notícias sobre a Bovespa, a bolsa de valores brasileira, ou conversas e debates sobre o assunto. Se você gosta do tema ou tem pretensões de realizar investimentos provavelmente deve estar se fazendo a pergunta clássica: Como investir na Bolsa de Valores? Neste post, gostaríamos de fazer uma viagem no tempo para mostrar o surgimento e a história da Bolsa de Valores no Brasil para que tenha um conhecimento diferenciado ao dar os primeiros passos no mercado e iniciar sua trajetória como investidor. Não se engane investir não se trata apenas de lidar com cifras e ações, o conhecimento sobre mercados e funcionamento desse mecanismo são grandes aliados para suas decisões futuras. Grandes investidores e figuras notáveis do mercado financeiro foram verdadeiros estudiosos e, muitos deles, verdadeiros acadêmicos. Mas, não se sinta pressionado porque estamos falando de ícones como Warrem Buffett e Benjamin Graham. A ideia que queremos passar é de que conhecimento é simplesmente fundamental para traçar boas estratégias e tomar decisões mais embasadas e inteligentes para gerir seus investimentos com boas perspectivas de negócios.

Bolsa de Valores Brasil – O Início

O sistema financeiro surgiu no Brasil a partir da segunda metade do século XX, quando alguns homens começaram a exercer o trabalho de banqueiros e corretores financeiros com foco em crédito. Não havia qualquer tipo de regulamentação por aqui. O surgimento da Bolsa de Valores está diretamente ligado a este momento, em meados de 1845, quando a atividade foi regulamentada. Porém, a data considerada como ponto de partida do funcionamento da Bolsa veio apenas em 1876, quando foi decretada a cotação de títulos em um pregão – daí surgiu a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A partir disso, houve um decreto federal que incumbia o Poder Executivo de realizar a regulamentação dos corretores e das operações financeiras. Isso foi um fator preponderante para impulsionar maior confiança nas atividades realizadas no mercado da bolsa de valores. No ano de 1897, foi expedido um decreto no qual estava estabelecida a regulamentação da Bolsa de Valores e corretoras financeiras. Porém, o decreto era válido apenas para o Distrito Federal, Rio de Janeiro na época, e não valia para os outros estados da nação. Vamos avançar um pouco a frente e falar sobre o surgimento e desenvolvimento da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa – que atualmente centraliza as atividades do mercado financeiro no território tupiniquim.

A História da Bovespa

Antes de falar de seu surgimento histórico, é preciso situar o leitor quanto ao que representa atualmente para nosso país este mecanismo financeiro. A Bovespa está localizada na capital paulista e fica situada no centro da megalópole. Estamos falando de uma entidade autorreguladora que opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. A Bolsa de Valores Bovespa é simplesmente nosso principal mercado de negociação de ações das empresas existentes no Brasil. Além disso, é reconhecidamente a  maior bolsa de valores da América Latina e a oitava maior do mundo. Não é pouca coisa, não é mesmo?

Linha do Tempo:

  • 1890 – Emílio Rangel Pestana funda a chamada Bolsa Livre – considerada por historiadores como o embrião da Bolsa de Valores de São Paulo.
  • 1891 – Um ano após sua abertura, a Bolsa Livre é fechada devido à crise econômica do Encilhamento.
  • 1895 – O progresso do mercado financeiro brasileiro é retomado e quatro anos após o fechamento da Bolsa Livre é inaugurada a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo.
  • 1934 – Com sede no  Palácio do Café, seu nome muda para Bolsa Oficial de Valores de São Paulo.

Nos anos 1960, existiam ao todo vinte e sete bolsas de valores espalhadas pelo território nacional. As bolsas pertenciam aos governos estaduais e seus membros eram compostos por corretores. Estes cargos eram nomeados por agentes públicos. Portanto, as bolsas de valores, inclusive a de São Paulo, eram consideradas entidades oficiais corporativas, que por sua vez, estavam vinculadas às secretarias de finanças estaduais – atualmente denominadas Secretarias de Fazenda. Uma significativa mudança se deu nos anos de 1965 e 1966: as bolsas passaram a assumir características institucionais, ou seja, se tornam associações civis sem fins lucrativos, com importante ganho de autonomia patrimonial, financeira e, principalmente, administrativa.  As mudanças citadas anteriormente são consequências diretas das reformas do sistema financeiro nacional.  Outra grande mudança que passou a ser observada foi a substituição da tradicional figura do corretor individual, profissionais autônomos que agiam sob a confiança de seus investidores. Agora surgia a figura das corretoras de valores, empresas especializadas em gerar este tipo de serviço, sob a forma de sociedades ou pela participação de cotas sob responsabilidade limitada. Em 1967, a entidade financeira paulista passa a se chamar Bolsa de Valores de São Paulo.

Finalmente chegando ao ano 2000, todas as Bolsas espalhadas pelos estados do Brasil são integradas. Assim, a Bovespa passa a concentrar todas as negociações mercadológicas do país, enquanto as demais bolsas seguem com suas atividades locais, prestando serviços em desenvolvimento das praças locais.

Posteriormente, a Bovespa passaria por mais algumas modificações: Em 2005, é decretado o fim de uma era. A do  pregão viva voz da Bovespa. Assim, a Bolsa se torna totalmente eletrônica. No ano seguinte, em 2006, começa a operar ações apenas em pregão eletrônico doméstico. Fique atento para esta data: em 26 de março de 2008 a Bovespa realiza o anúncio oficial sobre o processo de fusão com a BM&F. Esta nova instituição que surgiu a partir da fusão entre Bovespa e BM&F é considerada a terceira maior do mundo e a segunda da América em valor de mercado.

Agora, você já está muito mais preparado para ingressar no mundo dos investimentos e arriscar os primeiros passos como investidor da bolsa de valores. Como foi dito no início do texto, ter conhecimento é fundamental para entender o mercado e traçar estratégias de atuação. Além das terias e escolas de pensamento mercadológico, é crucial entender a história da nossa bolsa de valores para acompanhar sua evolução ao longo do anos.