Os riscos de investir em ações

Os riscos de investir em ações
5 (100%) 2 votes

Muitas pessoas têm medo de perder todo o seu dinheiro investindo em ações na bolsa de valores, mas não entendem como ela funciona. Costuma-se dizer que ” a bolsa de valores é arriscada”, “investir em ações oferece muito risco” e uma série de outros bordões utilizados pelas pessoas para se referir ao mercado de ações. Entretanto, você deve se perguntar, quais são esses riscos de verdade? Será que são imprevisíveis e incontroláveis? Para poder investir com eficiência em ações o primeiro passo é entender com precisão quais são os riscos envolvidos na compra de ações e como melhor lidar com eles.

Por isso, vamos falar aqui no post de hoje sobre os reais riscos que esse investimento oferece para que você saiba mais sobre eles e não seja pego de surpresa no mercado.

Primeiramente, todo investimento que oferece um bom retorno apresenta riscos e é importante ter isso em mente, pois para investir em ações você precisa aceitar isso e entender quais são esses riscos. Existem dois fatores que influenciam diretamente os riscos em uma ação: a variabilidade do retorno do investimento e a previsibilidade dele.

riscos de investir em ações

Quanto maior a variabilidade, ou seja o quão volátil é o investimento, maior o risco do investimento, assim como quanto maior a imprevisibilidade desse investimento, maior será o risco dele. Esses são os fatores gerais que determinam o risco de uma ação, mas existem uma série de fatores mais específicos que você precisa considerar para entender os riscos do mercado a fundo. Nesse sentido, os riscos corridos ao investir podem ser separados em pelo menos 4 tipos diferentes: Riscos de mercado, riscos da empresa, riscos de liquidez e riscos causados pelo governo. Vamos agora falar de modo mais completo a respeito de cada um.

Riscos de mercado

           O que chamamos de riscos de mercado se referem a algum acontecimento inesperado, podendo ele ser relacionado a um setor específico ou a economia como um todo, que cause uma queda no preço de alguma ação ou grupos de ações. Por exemplo, a notícia de que uma empresa acabou de receber um investimento milionário no setor de tecnologia pode impactar as ações de empresas que atuem no mesmo setor ou ofereçam produtos alternativos (que resolvem o mesmo problema mas de um modo diferente) Outra possibilidade é o surgimento de um novo concorrente em um mercado que até então era dominado por uma ou algumas poucas empresas que até aquele momento possuíam um diferencial competitivo que esta se esvaindo, como é o caso do Uber no início comparativamente com o momento atual. 

           A principal proteção do investidor contra esse tipo de risco é ter uma gestão de risco eficiente, que considere não só a volatilidade da ação específica mas também impactos externos.

Risco da empresa/negócio

            Essa é a forma mais clássica de risco e em geral é o que as pessoas se referem quando dizem que “ações são arriscadas”. Risco da empresa é o risco de ocorrer algo no contexto de uma única empresa que pode prejudicar quem investe nela, como pro exemplo a falência da empresa, em casos mais graves. Outros exemplos desse tipo de risco é a saída de algum executivo importante ou um funcionário chave que vinha sendo essencial para os resultados da empresa. 

            Outro tipo de risco bastante associado a esse é o chamado risco do negócio que é o risco essencial de toda empresa: ser superada definitivamente pelos seus concorrentes.

Risco de liquidez

      Risco de liquidez é o risco que você corre de não conseguir se desfazer de alguma ação no tempo necessário, obrigando-o a aceitar preços cada vez mais baixos na venda dessa ação e acumular perdas cada vez maiores.

       Esse risco geralmente vai estar presente quando você negocia com ações de empresas menores, que naturalmente possuem um volume de negociação menor. Entretanto, em uma crise suficientemente forte é possível que haja esse risco mesmo com as ações de grande volume de negociação, haja vista que a maioria dos investidores estará tentando sair do mercado, faltando compradores suficientes na outra ponta.

Riscos regulatórios

        É o risco de que o governo crie novas leis e institua algum tipo de regulação mais rígida que impeça ou gere custos extras para as empresas de um determinado setor específico.

        Pela sua própria natureza, esse tipo de risco é mais comum em setores fortemente regulados, onde não há um livre mercado que permita a entrada e manutenção de novos concorrentes a todo momento.

 

Além desses riscos principais, podemos falar ainda em outros riscos menores, dentre os quais os mais relevantes para a maioria dos investidores é o que se chama de risco da corretora que ocorre quando um investidor identifica uma oportunidade no mercado e aciona a ordem de compra através do Home Broker, porém o sistema trava e a ordem não é concluída, resultando em uma potencial perda de oportunidade caso a previsão do investidor se concretize. 

 

Como se proteger do risco das ações

Dito isso tudo, a questão que fica é: Como se proteger contra todos esses riscos? Estar 100% garantido no mercado de ações é algo que nunca ocorrerá, afinal existe um motivo pelo qual esse tipo de investimento é chamado de renda variável. Entretanto, sabendo como minimizar a sua exposição ao risco sem comprometer excessivamente a possibilidade de lucros é uma das partes mais importantes de uma estratégia de investimentos.

Para começar a se proteger, o primeiro passo é o estudo contínuo sobre o mercado de ações como um todo e sobre as ações que você quer investir. É um trabalho árduo, mas como já falamos em outros posts aqui do blog, ninguém consegue alcançar o sucesso sem se dedicar.

A par de um conhecimento mínimo sobre o mercado e alguns fatores macroeconômicos que podem afetá-lo, ter uma forte estratégia de gestão de risco é essencial para que você se mantenha investindo a longo prazo.

Uma ótima forma de você aprender esses artifícios do mercado financeiro é por meio de livros e biografias de investidores de sucesso que ensinam como chegar ao seu objetivo. Um desses livros é o Pai Rico, Pai Pobre, que para os iniciantes no mercado é um ótimo livro e de fácil leitura para que você comece a entender as ideias centrais por trás do bom investimento de uma maneira geral.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *