Investir na Bolsa de Valores: passado x hoje

uma imagem sobre bolsa de valores

Investir na bolsa de valores nem sempre foi uma tarefa simples que a gente consegue realizar pela internet do conforto da nossa casa. Em um passado não muito distante da gente, a bolsa de valores era um grande salão onde os acionistas iam para comprar e vender ações e todo esse procedimento era feito manualmente. Tente imaginar: várias pessoas falando ao mesmo tempo, umas querendo comprar, outras querendo vender ações. É um cenário caótico e confuso, o que possibilitava e até facilitava a ocorrência de erros e manipulações nessas transações.

uma imagem sobre bolsa de valores

Apesar disso tudo, muitos investidores daquela época até sentem falta dessa emoção que a bolsa de valores proporcionava. Mas graças à tecnologia, investir na bolsa hoje em dia é totalmente diferente. Para algumas pessoas, pode até ter perdido a emoção, mas os ganhos em precisão e comodidade são imensuráveis.

A Bolsa de Valores continua sendo um espaço que possibilita essas operações de compra e venda de ações entre os investidores, mas o que mudou foi a forma como essas transações acontecem. No passado, existiram muitas bolsas de valores diferentes, porém atualmente a maior bolsa de valores do país é a Bovespa. Então, se você quiser comprar e vender ações, você terá que comercializar lá.

Nós já fizemos diversos posts aqui no nosso blog explicando o que você deve fazer e quais passos você deve seguir para começar a investir na Bolsa de Valores, mas vamos relembra-los: abra uma conta junto a uma corretora de valores, transfira o dinheiro da sua conta corrente para essa conta na corretora, escolha quais as ações que você quer operar na bolsa e invista. Bem mais acessível do que era antigamente, não é?

Curiosidades: história da bolsa de valores

uma imagem sobre história da bolsa

É verdade que aqui no Mago do Mercado a gente fala muito sobre a bolsa de valores, e por essa razão resolvemos criar esse post contando um pouco sobre a origem dela. A primeira bolsa de valores do mundo surgiu na Bélgica, na cidade de Bruges, que fica na região de Flandres. Isso aconteceu no ano de 1487, ou seja, a bolsa de valores é um órgão bastante antigo na nossa sociedade.

Porém, as primeiras ações só foram instituídas e comercializadas apenas 245 anos mais tarde, no ano de 1602, em Amsterdã, pela Companhia Holandesa das Índias Orientais. Ainda no mesmo século, foi inaugurada uma das bolsas de valores mais tradicionais do mundo: a bolsa de valores de Londres, no ano de 1690.

uma imagem sobre história da bolsa

Cem anos depois, em 1792, a bolsa de valores de Nova York foi aberta em Wall Street. Essa bolsa se consolidou como uma das mais influentes do mundo e por isso, quando ela quebrou em 1929, as consequências foram sentidas em todo o planeta, inclusive na nossa bolsa de valores, a Bovespa, mesmo que em menor proporção. A crise que resultou na quebra da bolsa foi uma crise de superprodução durou toda a década de 30, acabando apenas com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Tudo aconteceu porque na Primeira Guerra a Europa ficou devastada e precisou importar comida e produtos industrializados dos Estados Unidos, que passou a produzir muito, pois tinha mercado, mas com o tempo a Europa se reergueu e a produção norte-americana ficou maior do que o mercado que existia para consumi-la. Com isso, o desemprego aumentou, a produção diminui e as ações das empresas despencaram na bolsa, até o momento que ela quebrou.

Provavelmente você já escutou um pouco sobre isso nas aulas de história do colégio, mas na hora de investir, é preciso que a gente preste atenção até nessas informações para que a gente não cometa erros que no passado fizeram muita gente perder tudo.

O que é Day Trading e como lucrar com ele?

day trade

Neste post, vamos abordar tudo o que você precisa saber sobre day trading. Certamente você já ouviu falar nesta modalidade de investimento, provavelmente até com outros nomes como day trade ou daytrading. Como já frisamos muitas vezes, o aprendizado teórico é um grande aliado para os que desejam obter sucesso e destaque como investidores ou até para os que apenas almejam ter uma carteira com bons negócios e resultados positivos. Portanto, antes de você partir para ação e investir, sugerimos um mergulho mais profundo sobre o tema para saber tudo que precisa saber para, quem sabe se tornar um “day trader”.

day trade Este tipo de atividade de investimentos ganhou forte impulso com o estabelecimento de bolsas de valores como a NASDAQ e, posteriormente, com as plataformas de negociação eletrônica, popularizadas pela internet a partir da década de 1990. Não faz muito tempo, este tipo de investimento não era muito popular e poucas pessoas tinham conhecimento ou dominavam suas estratégias, apesar de muitas terem usado esta fórmula para conquistar fortunas e lucrar com seus resultados de curto prazo. Vamos entender como a seguir. Esse quadro está mudando e não apenas profissionais têm usufruído do day trading. Com grande presença de tecnologia e liberdade para conseguir informações na internet, investidores “comuns” estão utilizando esta estratégia para garantir lucros e alcançar objetivos.

Como funciona o day trade?

Como o próprio nome sugere, significa compra e venda no mesmo dia. Também pode ser a  venda e recompra do mesmo ativo financeiro como ações, derivativos, commodities ou moedas. É uma modalidade aplicada a mercados financeiros, como a bolsa de valores. Trazendo para a prática, o day trading ocorre quando alguém compra e vende uma ação no mesmo dia, na tentativa de ganhar dinheiro com a oscilação de preços em um intervalo de poucas horas ou até minutos. São investidores que tentar se beneficiar dos movimentos diários existentes no mercado de ações para obter lucros no curto prazo e com bastante agilidade. Em outras palavras: se eu compro ações da Apple por R$50 às 10h da manhã e as vendo por R$52, às 16h, realizei uma operação que se caracteriza como day trade.

Em virtude da grande agilidade, é uma das modalidades de investimento com maior potencial de retorno, e se configura com a preferida para de milhões de investidores de sucesso pelo mundo. Apesar disso, é preciso ter certos cuidados. Estamos falando de um tipo de operação altamente especulativa, ou seja, que pode alavancar ganhos acima da média do mercado massa também é caracterizada pelo alto risco e possíveis prejuízos aos que possuem nenhuma ou pouca experiência de mercado. Vamos falar de seus riscos e vantagens mais à frente.

As vantagens do day trading

day tradePodemos dizer que a grande vantagem do day trading é que o investidor não precisa pagar pelas ações que compra, mas apenas pagar ou receber a diferença entre o preço de compra e de venda. Exemplificando: Suponhamos que um investidor tenha comprado R$ 20.000 de ações da Tigre e vendeu algumas horas depois por R$ 23.000. Ele não terá de arcar pelos R$ 20.000 investidos, mas apenas receber a diferença de R$ 3.000 em conta. Assim, é totalmente possível comprar e vender até 10 vezes o seu capital em ações sem pagar a mais. Portanto, basta destinar um percentual do valor que será investido para realizar operações de day trade. Este percentual em particular chamado de margem de garantia.

A margem de garantia se consiste no valor depositado na corretora de ações para que você possa investir no day trading. Como falamos anteriormente, devido às características da modalidade, com R$ 5.000 depositados em garantia você pode operar até R$ 50.000. Geralmente, as boas corretoras do mercado aceitam como garantia CDBs, Títulos Públicos, dinheiro e ações. Isso quer dizer que o capital depositado como margem poderá render duas vezes simultaneamente, tanto no Day-Trade como também rendendo em outra aplicação. Outras vantagens em ser um day trader atendem por dois nomes: Agilidade e a Alavancagem. Vamos a elas:

Agilidade

Permite que o investidor explore oportunidades com intervalos de curta duração. Assim, não há exposição prolongada sobre os diversos riscos do mercado.  Certamente, se você acompanha ou sabe como funciona uma bolsa de valores, você já percebeu a capacidade e poder de velocidade e volatilidade destes mercados. A agilidade presente no day trade permite a exploração de algumas janelas de oportunidade que seriam simplesmente impossíveis de serem alcançadas em operações que duram mais de um dia. A volatilidade, ações que começam o dia em queda e podem terminar “bem, também faz parte do contexto ágil do day trading. Operar nesta modalidade te livra do risco de sofrer com mudanças. Em outras palavras: devido ao fato das operações iniciarem e terminarem no mesmo dia, você nunca vai “virar” o dia estacionado em uma posição, e isso vai fazer com que seja muito menor o risco de ser pego desprevenido por fatos que ocorrem enquanto o mercado está fechado e que podem gerar prejuízos acima do esperado.

Alavancagem

Para simplificar basta dizermos que permite que você invista muitas vezes o capital alocado sem ter de pagar taxas ou tributos sobre esta operação. Ela permite que você opere com valores superiores aos que você tem na conta da sua corretora. Aliás, este capital não precisa ser necessariamente em dinheiro, ele pode estar aplicado em CDBs, títulos públicos, e é claro: em ações. O que isso significa? O dinheiro aplicado pode render em dois lugares diferentes de maneira simultânea: No day trade e em outro investimento, como renda-fixa, por exemplo.

Ferramentas para day trade

Análise Técnica de Ações

day trade

É a ferramenta mais poderosa e utilizada para identificar oportunidades de ganho em operações de curta duração. Ela se baseia na lei da oferta e procura, um dos principais fatores responsáveis pela variação de preço das ações na Bolsa de Valores. Portanto, a análise busca identificar a tendência mais forte: o dos compradores ou vendedores. Para isso, utiliza-se o gráfico de preço das ações para identificar padrões que indiquem quem está mais forte nessa gangorra. Se ela indicar que a demanda está forte e a oferta fraca pode configurar uma grande oportunidade para comprar e ganhar com a alta, enquanto no cenário contrário pode ser que seja a hora ideal de se vender.

Stop Loss

day tradeA Análise Técnica indica um possível cenário para os preços: alta ou baixa. Porém, os mercados não são certeiros e nunca será possível ter total certeza das predições e, por isso, é necessário ter uma saída ou o famosos “plano b” no caso do mercado tender contra as previsões esperadas. Este “Plano B” é chamado o Stop Loss e represente a ferramenta que limita o prejuízo em um valor máximo, no caso do pior cenário se concretizar. Em outras palavras, é a estratégia de saída em operações para investidores administrarem riscos e não serem surpreendidos com altos prejuízos no mercado de ações. Para exemplificar: Se uma ação for adquirida por R$ 10,00 e o Stop Loss ficar posicionado em R$ 9,90, significa que o prejuízo máximo será de R$ 0,10. Com isto em mente, o investidor pode definir a quantidade de ações que irá comprar baseado no risco máximo que está disposto a assumir.

Existem riscos no day trading?

day tradeToda modalidade de investimento lida com riscos, cada uma com seu nível, e até mesmo as mais conservadoras como caderneta de poupança possuem seus contras. Investidores devem estar sempre cientes sobre aonde estão pisando. Dito isto, temos que lembrar que quanto maior o potencial de retorno, maior será o risco. Por isso, recomendamos a captação de muito conhecimento teórico, com os conteúdos do Mago do Mercado, para que tenha sempre um leque de possibilidades e segurança para tomar as decisões mais acertadas.

Os mitos sobre day trading

  1. É muito difícil e para poucos – É uma verdade aplicada aos que não querem se dedicar e se preparar adequadamente para investir no mercado.
  2. O lucro vai todo para a corretora e não vale a pena  – Não é verdade. Muitas pessoas não alcançam o lucro desejado por puro despreparo e decisões equivocadas. Todo investimento envolve riscos e o day trade não é diferente, mas gera lucros, sim!
  3. É extremamente arriscado – Sempre há risco! Porém, com estudo e dedicação é possível contabilizar mais acertos do que erros. Também precisamos lembrar de sempre usar o Stop Loss,. Com isso, o investimento em day trading não será necessariamente mais arriscado do que outros.
  4. É muito estressante – De fato, os investidores que lidam day trade passam horas conectados e atento aos movimentos do mercado, mas os experientes identificam as melhores oportunidades logo no início do pregão. Portanto, com uma estratégia adequada e uma metodologia é possível ser um trader sem sucumbir ao estresse.
  5. Só dá para ganhar na alta – Muitas pessoas s enganam e pensam que só é possível realizar a operação de compra seguida da venda. Mas perfeitamente possível começar a operação na face vendedora com objetivo de ganhar na baixa.
  6. Não é um bom momento para operar day trade – Com o day trade sempre é um bom investir. Pois, na Bolsa de Valores, as incertezas são os frutos das grandes oportunidades. Com a volatilidade aumentada, surgem sempre novas oportunidades.
  7. É indicado apenas para quem fica o dia inteiro na frente do computador – Hoje em dia é fácil aproximar as operações de day trade à rotina. É possível ser comunicado em tempo real pelo celular sobre as melhores oportunidades e por ele mesmo é possível realizar suas operações.

Posso me tornar um day trader?

day trade Sim, mas com algumas condições! Qualquer pessoa pode realizar operações de day trade desde que tenha acesso ao Home Broker. Mas o que é Home Broker? Uma ferramenta inteligente que permite que que investidores possam comprar e vender ações por meio de computador ou celular de maneira rápida, simples e de baixo custo. Assim, as pessoas podem realizar investimentos na bolsa de valores com agilidade, enviando online ordens de compra e venda de ações de maneira instantânea. Portanto, é a ferramenta fundamental para investidores, ou seja, a ligação entre eles e a Bolsa de Valores. Para ter acesso e começar a utilizar é necessário abrir uma conta em uma corretora de ações.

Investidores que pretendem realizar operações mais sofisticadas, além de utilizar gráficos avançados, acessam sistemas desktop de negociação, popularmente conhecidos também como robôs. Este é , sem dúvida, uma alternativa mais avançada do que o Home Broke   porque se tratam de plataformas profissionais que somam alto desempenho, baixa latência e as diferenciais funções de gerenciamento de risco. Com estes sistemas, investidores alcançam maior facilidade para controlar riscos operacionais com agilidade, automatização de algoritmos e gerenciamento de carteiras em tempo real. Como não podia ser diferente, corretoras cobram taxas e mensalidades para o acesso a estes sistemas, diferentemente do Home Broker, que pode ser acessado sem adicionais.

Quer saber o que um trader geralmente faz em seu dia a dia?

Antes da abertura do pregão, o investidor deve:day trade

  • Ler  e acompanhar as notícias mais recentes
  •  Conferir a agenda de eventos do dia como payroll, livro bege, , PIB, desemprego e dados sobre a  inflação.
  • Acessar os gráficos e plataforma com as análises
  • Definir que negócios e ações vai operar ou acompanhar durante o dia
  • Ficar constantemente atento aos gráficos  e ligado em salas virtuais com outros operadores.

Como funciona a tributação sobre day trade?

Investidores somente precisam pagar imposto sobre as operações de day trade se obtiverem lucros e se não acumularem prejuízos passados a serem compensados. Para realizar este cálculo e saber o valor devido, basta ver qual foi o lucro líquido auferido durante o mês anterior de operações. Será necessário  pagar um total de 20% do lucro líquido à título de impostos de ganho de capital. Também é necessário lembrar do desconto de corretagem. Para exemplificar: Se um investidor acumulou R$ 100.000 em operações day trade ao longo do último mês, será necessário arcar com R$ 20.000 em impostos. Esta cobrança é realizada por meio de uma DARF, documento da receita federal gerado em forma de boleto e de fácil acesso e pagamento. Porém, fique despreocupado porque hoje em dia as corretoras fazem o todo o cálculo automático e encaminham os descontos do Imposto de renda.

A história do mercado financeiro e de capitais no Brasil

mercado financeiro e de capitais no Brasil

Durante a trajetória de um investidor, há inúmeras tomadas de decisões, estratégias e maneiras de atuar no mundo dos investimentos e investir em ações. Por isso, adquirir conhecimento sobre o mercado financeiro é um dos itens fundamentais para se tornar um investidor bem-sucedido e mais completo. Há diversas maneiras de agregar informação e criar um estofo interessante de aprendizado e de ideias. Muitos jovens ou iniciantes na área costumam querer partir para a parte prática e minimizam o estudo e conhecimento das escolas e teorias econômicas, e isso configura um equívoco. Pois, além da experiência prática do dia a dia, um bom investidor deve conhecer a fundo tudo que cerca o mercado, e um destes pilares é a trajetória e sua própria história. Pensando na importância desta pauta, vamos fazer um recorte histórico e falar sobre a história do mercado financeiro e de capitais no Brasil.

mercado financeiro

Podemos dividir a história do mercado financeiro no Brasil em quatro fases: A primeira e mais longa está relacionada ao fim do período colonial, nosso Império e os primeiros anos da República. Este período pode ser estudado a partir de três demarcações: início da intermediação financeira no período colonial até o final da década de 1830, década de 1840 até o final do Império e pelos primeiros anos da República até o início da Primeira Guerra Mundial.  Já a segunda fase, está relacionada ao período das grandes Guerras e da Grande Depressão. A terceira, com início em 1945, se estende até as reformas institucionais de 1964 e 1965. A quarta tem início nestas reformas e estende-se até os dias atuais e é sobre elas que focaremos nosso recorte histórico.

Voltando no tempo: A infância do mercado financeiro e de capitais brasileiro

As mudanças ao longo do tempo no nosso sistema financeiro têm ligação direta aos governos e suas medidas. Até meados da década de 60, os brasileiros adotavam uma postura muito conservadora investindo em ativos reais como imóveis, por exemplo, e assim procuravam evitar aplicação de capital em títulos públicos ou privados. Isso ocorria em meio a um cenário muito desfavorável aos investimentos. Era uma época de inflação crescente, principalmente no período final da década de 1950, somada a uma legislação que limitava em 12% ao ano a taxa máxima de juros, conhecida como Lei da Usura. Qual resultado disso? Grave limitação no desenvolvimento de um mercado de capitais ativo.

Este quadro engessado começa a sofrer uma mudança positiva quando na medida em que o Governo deu início a um programa de grandes reformas na economia nacional, e com isso foram sancionadas algumas novas leis visando a reestruturação dos mercados financeiros doméstico.

  • Lei nº 4.380 – Agosto de 1964 – Responsável pela criação do Banco Nacional de Habitação, instituição da correção monetária nos contratos imobiliários de interesse social e institucionalização do Sistema Financeiro de Habitação.
  • Lei nº 4.595 – Dezembro de 1964: Responsável pela definição das características e áreas de atuação de instituições financeiras, além da transformação do SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito) e seu Conselho em Banco Central do Brasil e Conselho Monetário Nacional.
  • Lei nº 4.728 – Julho de 1965: Responsável pela determinação de medidas visando o desenvolvimento do mercado de capitais.

Os resultados destas leis foram impactantes e geraram diversas modificações como a reformulação da legislação referente à Bolsa de Valores, criação dos Bancos de Investimento, instituições que receberam como principal tarefa desenvolver a indústria de fundos de investimento e transformação de corretores de fundos públicos em Sociedades Corretoras, forçando a profissionalização da classe. Outra mudança significativa foi a criação de uma diretoria no Banco Central denominada Diretoria de Mercado de Capitais, que tinha como objetivo específico exercer a regulação e fiscalizar o mercado de valores mobiliários, Bolsa de Valores e companhias de capital aberto. Atualmente estas funções são exercidas pela CVM (Comissão de Valores Imobiliários).

Além das leis, alguns incentivos foram criados para impulsionar o mercado. Podemos destacar os chamados Fundos 157. Criados pelo Decreto Lei nº 157, no ano de 1967, eram uma opção para que os contribuintes pudessem usar parte do imposto devido na Declaração do Imposto de Renda para aquisição de quotas de fundos de ações de companhias abertas comandadas por instituições financeiras de acordo com a opção selecionada pelo aplicador. Com estes incentivos e o impulsionamento do mercado, principalmente devido às medidas do Governo, foi percebido um aumento considerável da demanda por ações, ao passo que a emissão de ações pelas empresas não acompanhou esta demanda. O resultado deste desequilíbrio foi o chamado “boom” da Bolsa do Rio de Janeiro entre dezembro de 1970 e julho de 1971. Neste período, houve uma grande onda especulativa e as cotações das ações subiram sistematicamente. Ao chegar no ápice, em julho de 1971, investidores mais experientes começaram a vender suas posições. Este movimento apresentou curta duração, mas gerou consequências como anos de depressão no mercado. Porém, a partir do ano de 1975, foi possível observar uma recuperação das cotações devido a novos aportes de recursos, que podemos definir como fruto das reservas técnicas das seguradoras, recursos provenientes do Fundo PIS/PASEP, adicionais do Fundo 157 e a criação das Sociedades de Investimento para captar recursos externos e aplicar no mercado de ações. E mais, ainda podemos citar o aumento dos investimentos dos Fundos de Pensão.

Nesse contexto geral de estagnação e tentativa de recuperação do mercado acionário foram sancionadas novas normas, em 1976. A Lei nº 6.404/76, Lei das Sociedades Anônimas, tinha como principal objetivo modernizar as regras que regiam as sociedades anônimas, até então reguladas por um decerto antigo e ultrapassado, o Decreto-Lei de 1940. A segunda foi a Lei nº 6.385/76, chamada de segunda Lei do Mercado de Capitais que criou a CVM e apresentou ao mercado uma instituição governamental exclusivamente destinada a regulamentar de perto e desenvolver o mercado de capitais, além de fiscalizar as Bolsa de Valores e as companhias abertas.

Apesar do grande das tentativas como um grande “empurrão” e incentivos, o mercado de capitais não apresentou uma curva de crescimento compatível com as expectativas criadas, mesmo havendo alguns lampejos como aumento na quantidade de empresas abrindo seu capital e um montante razoável de recursos captados por algumas empresas por meio de ofertas públicas de ações, realizadas na década de 1980.

A internacionalização do mercado financeiro brasileiro

O processo de internacionalização do mercado chega ao Brasil no fim da década de 1980, tendo como ponto de partida a resolução do CMN nº 1.289/87 e seus anexos. A partir dos anos 1990, já com o movimento de abertura da nossa economia, observamos o aumento do volume de investidores estrangeiros atuando no mercado de capitais brasileiro. Outro fato relevante foi a presença de empresas brasileiras no mercado externo figurando na listagem de suas ações em algumas bolsas de valores estrangeiras, principalmente a New York Stock Exchange, com o objetivo de atrair capital por meio do lançamento de valores mobiliários no exterior. O intercâmbio com mercado estrangeiro foi positivo para nossas empresas porque as companhias abertas brasileiras foram obrigadas a seguir regras relacionadas a aspectos contábeis, transparência e divulgação de informações, os famosos princípios de governança corporativa. Regras impostas pela SEC (Securities and Exchange Commission), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Com isso, nosso empresários e investidores começaram a lidar com acionistas mais exigentes e sofisticados, observando estes agentes acostumados a investir em mercados com práticas de governança corporativa mais avançadas que nossas. Então, além do número crescente de investidores estrangeiros foi constatada uma maior participação de investidores brasileiros de grande porte, porém com mais conhecimento e aprimorados.

Por aqui, foram implementadas novas iniciativas institucionais e governamentais com o intuito de provocar melhorias das práticas de governança corporativa das empresas brasileiras. Podemos destacar a Lei nº 10.303/01 e a criação do Novo Mercado e dos Níveis 1 e 2 de governança corporativa pela Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa.

Antes de falar deles, uma rápida passada pela Bovespa para recapitular sobre nossa Bolsa de Valores:

A Bovespa está situada na capital paulista e fica localizada no centro da cidade. Trata-se de uma entidade autorreguladora que opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. A Bolsa de Valores Bovespa é nosso principal mercado de negociação de ações das empresas existentes no Brasil. Além de ser líder na América Latina. Os mercados imersos na Bolsa abrangem ações, contratos futuros, câmbio, operações, fundos e ETFs (fundos de índices), crédito de carbono, leilões e renda fixa pública e privada.

Mercado financeiro e de capitais

Linha do Tempo da nossa Bolsa de Valores:

  • 1890 – Emílio Rangel Pestana funda a chamada Bolsa Livre – considerada o embrião da Bolsa de Valores de São Paulo.
  • 1891 – A Bolsa Livre é fechada devido à crise econômica do Encilhamento.
  • 1895 – O crescimento do mercado financeiro brasileiro é retomado e quatro anos após o fechamento da Bolsa Livre é inaugurada a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo.
  • 1934 – Com sede no  Palácio do Café, seu nome muda para Bolsa Oficial de Valores de São Paulo.

Novo Mercado

No fim da década de 1990, era bastante nítida a crise de grandes proporções na qual estava mergulhada o mercado de ações no Brasil. Para se ter noção, o número de empresas listadas na Bovespa tinha caído de 550, em 1996, para cerca de 440, em 2001. Outro dado alarmante: o volume negociado caiu de US$ 191 bilhões, em 1997, para US$ 101 bilhões, em 2000, e US$ 65 bilhões em 2001. Para completar o quadro, muitas empresas fecharam o capital e poucas fizeram movimento de abertura.

Foi com esta situação e cenário completamente desfavorável que a Bovespa criou o chamado Novo Mercado, que em outras palavras tentava ser um grupo especial de listagem de ações das empresas que se comprometiam a adotar práticas de governança corporativa adicionais aquelas exigidas obrigatoriamente pela CVM. Para adaptar estas medidas ao nosso mercado, foram necessários dois estágios intermediários: Níveis 1 e 2, que, juntos com o Novo Mercado, estabeleciam compromissos crescentes de adequação às melhores práticas de governança corporativa. A base do raciocínio que norteou a instalação do Novo Mercado é a constatação de que um dos fatores que mais contribuía para a fragilidade do nosso mercado de ações era a fraca proteção aos acionistas minoritários, que em uma companhia aberta se encontram, via de regra, em estado vulnerável, o que ocorre principalmente em função da assimetria informacional em relação aos acionistas majoritários, que efetivamente controlam a empresa.

Assim, o grau de valorização das ações no mercado sofre influência direta do grau de segurança concedido aos acionistas e pelas informações transparentes disseminadas elas empresas.  A ausência destas regras protecionistas aos interesses dos acionistas minoritários causa uma desvalorização no valor de mercado das companhias. Com isso, o objetivo era de que empresas com ações listadas em algum dos níveis diferenciados de governança corporativa apresentassem prêmios de risco consideravelmente menores, acarretando em valorização do patrimônio dos acionistas. Tudo isso em um ambiente de riscos reduzidos. Atualmente, 131 companhias adotam as regras adicionais de governança corporativa e integram o Novo Mercado.

Mercado financeiro

Recentemente, em Janeiro de 2018, a Bovespa alterou a regulação do Novo Mercado, adicionando novas regras de governança corporativa que devem ser seguidas pelas empresas que fazem parte dessa listagem ou que queiram ingressar nela. Foram alteradas principalmente regras relacionadas a divulgação de informações relativas a renúncia de administradores, a obrigação de explicitar de modo mais claro as políticas e o contexto que fundamentarem a tomada de decisões importantes pelos administradores da companhia, a obrigatoriedade de instalar orgãos de fiscalização da companhia, entre outras mudanças.

As companhias já listadas no Novo mercado tem até a sua Assembléia geral ordinária de 2021 para se adaptar as mudanças. Já as companhias que querem ingressar na listagem especial, devem comprovar o atendimento a essas novas regras desde 2 de janeiro de 2018.

 

A mudança da Lei das Sociedades Anônimas

O grande objetivo desta reforma foi gerar fortalecimento do mercado de capitais e aumentar o estímulo à maior participação dos investidores por meio do aperfeiçoamento e dos direitos e proteção dos acionistas minoritários. Tais mudanças eram forte reivindicação de diversos agentes do mercado. Dentre as alterações realizadas estavam diversas regras de governança corporativa oriundas de princípios transparência, tratamento equitativo, compliance e prestação de contas, que foram devidamente aperfeiçoados após a edição da Lei nº 6.404/76. Alguns itens foram retirados do texto da lei como o chamado direito de recesso, revogado pela Lei nº 9.457/97 com o objetivo de facilitar o processo de privatização e aumentar o valor recebido pela União ao impedir a extensão aos minoritários dos grandes ágios pagos em leilões deste calibre.

A partir do ano de 2003, o mercado mudou seu rumo e aqueceu novamente. Um número que ilustra muito bem esta mudança é o da quantidade de ofertas iniciais, as chamadas IPOs (Initial public offerings). Entre os anos de 1996 e 2003 foram feitas apenas quatro ofertas, totalizando menos de uma por ano. A partir de 2003, até 2011, ao foram realizadas mais de 100. A mudança de patamar fica bastante clara.

Como foi salientado no início do texto, é completamente fundamental procurar e agregar mais conhecimento é fundamental para entender o real funcionamento do mercado e traçar estratégias de atuação. Além das grandes e famosas teorias e escolas de pensamento mercadológico, é crucial entender a história do nosso mercado financeiro para compreender suas mudanças ao longo dos anos e avaliar sua evolução. Para investir bem, é necessário conhecer o campo de atuação e seus detalhes, inclusive os históricos. Assim, os novos e “velhos” investidores dispõem de mais estofo para trilhar seus caminhos no mundo dos investimentos.

As diferenças entre a Bovespa e a Bolsa de Nova Iorque

bovespa-como investir na bolsa de valores

Hoje, vamos falar sobre duas instituições financeiras que com certeza você já ouviu ou ouvirá sobre com bastante frequência. A primeira delas, a Bolsa de Valores do Brasil, Bovespa, que naturalmente será muito presente na sua rotina como investidor. A segunda é a Bolsa de Valores de Nova Iorque – New York Stock Exchange ou Nyse – um dos centros financeiros mais importantes do mundo. Todo investidor, seja iniciante ou mais experiente, está muito acostumado a acompanhar tudo aquilo que ocorre nestas grandes casas de investimento. Se você realmente tem interesse sobre o tema ou cultiva pretensões de realizar investimentos, muito provavelmente deve estar intencionado em agregar informações sobre as bolsas de valores, para que venha a adquirir um conhecimento diferenciado e poder dar os primeiros passos no mercado, dando início a sua trajetória como um homem ou mulher de negócios.

Bolsa de valores de Nova YorkOs dois centros financeiros citados anteriormente são referências. Porém, a bolsa de valores de Nova Iorque – Nyse – tem uma importância mais abrangente e global. Localizada em Wall Street, coração financeiro de Manhattan, é a maior bolsa de valores dos Estados Unidos e, ao lado da NASDAQ – American Exchange, é uma das mais influentes do mundo.

A segunda maior bolsa de valores dos Estados Unidos – ultrapassada somente pela NASDAQ em volume de negociação -, atualmente administrada pelo conglomerado NYSE Euronext, foi fundada em 1792 de um modo bastante inusitado. Anteriormente a criação de um ente centralizador para as trocas de ações, títulos e valores mobiliários, era costume que os interessados em negociar com esses ativos se encontrassem, literalmente, debaixo de uma árvore para tal. Com a idéia da criação de uma instituição única para centralizar todas essas operações, 24 corretores e negociantes de valores mobiliários se reunem no número 68 de Wall Street para assinar o que ficou conhecido como “acordo de buttonwood”, pelo qual instiuíam aquilo que mais tarde viria a ser a bolsa de valores de Nova York, que apresentaria, entre outras vantagens óbvias da centralização da negociação, a instituição de uma taxa única sobre a negociação com valores mobiliários.

Logo mais, em 1812, é cria-se o primeiro nome da bolsa, chamada a época de Conselho da bolsa de valores de Nova york, e é alugada uma pequena sala na Wall Street 40 por 200 dólares mensais para servir de sede da Nyse. Em 1863, a instituição passa a se chamar definitivamente de bolsa de valores de Nova York.

nyse bolsa de valores
George Post

A Nyse apresentou um de seus maiores períodos de crescimento entre os anos de 1896 e 1901, entre os quais o volume de papeis negociados na bolsa aumentou em 600%, gerando a necessidade de um espaço maior para a sede daquela que viria a se tornar uma das maiores bolsas e centros financeiros do mundo. Foram então convocados 8 entre os melhores arquitetos da cidade à época para apresentar o projeto para o novo prédio da bolsa de valores de Nova York, tendo saído vencedor o projeto apresentado pelo arquiteto George Post, que propôs uma construção em estilo neoclássico.

Com a fusão com a Euronext em 2006, é formado o primeiro mercado de capitais pan-atlântico. Com isso, os mercados ficaram mais interligados. A consequência direta desta conexão é que qualquer evento econômico que venha a atingir ou afetar a Nyse vai gerar desdobramentos em outras bolsas ao redor do mundo e a economia como um todo. Portanto, se algo ocorre na Bolsa de Valores de Nova Iorque, com toda certeza haverá influências sobre Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mesmo que sejam em menor escala. É bom frisar que com o crescimento da China o grau de influência proveniente de Nova Iorque vem se diluindo gradativamente, mas é muito improvável que nas próximas décadas, pelo menos, essa alto nível de influencia desaparecerá.

bolsa de valores New York

A Bolsa de Nova york também passou, em alguns momentos da sua história, por muitos momentos de grande tensão, que definiram e moldaram a Nyse como a conhecemos hoje. Em 1873, a bolsa de nova york chegou a interromper suas atividades por dez dias em função do pânico de 1873, uma grave depressão ecônomica que afetou todos os Estados Unidos e que perdurou por 4 anos, até meados de 1877. O mesmo veio a se repetir com a deflagração da primeira Guerra Mundial, em 1914. Outros eventos foram fundamentais para formar as bases das regras de negociação e funcionamento da bolsa novaiorquina que vemos até hoje, como a “Quinta feira negra” de 24 de outubro de1929, que deu início a mais famosa crise dos mercados financeiros até hoje.

Bovespa e bolsa de valores de Nova York

A “nossa” Bovespa está situada na capital paulista e atualmente centraliza as atividades do mercado financeiro no Brasil. Localizada no coração da megalópole, funciona no estado com o maior PIB do país e principal centro de negócios do Brasil. A Bovespa opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, sendo um órgão autorregulador. Trata-se do nosso principal mercado de negociação de ações. Além disso, estamos falando da maior bolsa de valores da América Latina e a oitava maior do mundo. Podemos perceber a força da economia brasileira no cenário mundial, certo?

Notórios investidores e figuras notáveis do mercado financeiro são verdadeiros estudiosos do mercado e suas entidades. Não pense que investir tem ligações apenas com cifras e ações. Para estar capacitado é preciso ter conhecimento sobre os diversos mercados financeiros espalhados pelo mundo. Queremos passar a noção de que o estudo, por meio de pesquisas, é um ganho de conhecimento que se torna completamente fundamental para traçar estratégias fundamentadas e tomar decisões mais embasadas e inteligentes na hora de investimentos e buscar interessantes perspectivas de negócios e resultados. Além de dominar algumas terias e conhecer escolas de pensamento econômico, é muito importante acompanhar a evolução das bolsas de valores ao longo do anos.

Como escolher uma boa Corretora de Valores para meus investimentos?

corretora de valores - bolsa de valores

Corretora de valores

Investir na Bolsa de Valores demanda dedicação e estudo sobre o mercado e todas as suas possibilidades. Neste post, falaremos exclusivamente de uma etapa muito importante na trajetória de qualquer investidor, mesmo que seja de pequeno porte: as corretoras de valores. Sim, você vai precisar de uma para te auxiliar durante sua caminhada no mundo dos negócios. A corretora de valor vai ser importante aliada na tomada de decisões e organização das suas estratégias e ações. A seguir, vamos falar de maneira mais profunda sobre o que as corretoras de investimentos podem te oferecer e como escolher a melhor opção para seus investimentos, segundo Mago do Mercado.

A seleção de uma corretora de ações é um dos primeiros passos para qualquer pessoa que almeja atuar com investimentos. Portanto, é normal se deparar com dúvidas e incertezas neste momento, principalmente para os inexperientes ou marinheiros de primeira viagem. Primeiramente, você precisa saber o porquê da necessidade em ter uma corretora, conhecendo todos os serviços oferecidos para posteriormente pesquisar as opções do mercado e decidir qual empresa será sua parceira nesta empreitada. Lembre-se de que ser um investidor não se resume a tomar decisões monetárias. É necessário agregar estudo e experiência com o mercado financeiro.

Agora que você já está convencido de que realmente precisa de uma corretora, deve estar se perguntando como optar pela melhor? Primeiramente, você precisa saber que existem dezenas de corretoras e com diferentes perfis e, por isso, suas características vão ser fundamentais para escolher a que melhor atenda seus objetivos pessoais. Não há um grande truque para isso além de pesquisar. Antes de correr atrás das empresas, procure compilar e organizar todas as suas informações pessoais, pois serão muito úteis na criação do seu perfil de investidor, tarefa que cabe à corretora de valores. Além de atuar na definição do seu perfil como investidor, as corretoras vão oferecer uma série de serviços como:

  • Direcionar seus investimentos de maneira a adequar ao seu perfil investidor e objetivos financeiros.
  • Oferece suporte para você entender o funcionamento da Bolsa de Valores.
  • Apresenta e informa sobre novos produtos e serviços no mercado.
  • Diversifica e expande seus investimentos, com finalidade de aumentar seus ganhos.
  • Suporte de especialistas do mercado e consultoria de investidores do setor.
  • Oferece ferramentas interessantes, como o home broker (investimento online).
  • Acompanhamento dos seus investimentos, com envio de relatórios e informativos.

A partir daí, é necessário dar início aos contatos com as melhores corretoras. Uma dica valiosa é: não fique empolgado e feche negócio de primeira: pesquise a fundo. Você encontra a relação de todas as corretoras de valores e dados sobre cada no site da BM&FBOVESPA. Tenha em mente que toda ajuda e informação são muito importantes para monitorar seus investimentos e que, mais cedo ou mais tarde, estes cuidados serão recompensados futuramente.

Serviços x Segurança

Além de serviços, as corretoras precisam ganhar sua confiança mediante sua reputação no mercado e maneira de atuar. Vamos falar sobre pontos cruciais a serem levados em conta na escolha da corretora. Ninguém gostaria de correr o risco de ter o seu dinheiro bloqueado em um cenário hipotético de quebra da corretora, certo? Não há nenhuma dúvida de que você quer proteger seu patrimônio, e independentemente do investimento que esteja realizando, sua maior preocupação sempre será com a segurança do seu patrimônio. É bastante comum vermos novos investidores escolhendo grandes instituições bancárias por acreditar que vão proporcionar maior estabilidade. Porém, não é uma decisão muito óbvia, pois grandes bancos trazem consigo altas taxas e déficit em assessoria especializada para investimentos, o que pode acarretar em prejuízos financeiros para você. Vamos te ajudar com um checklist para que possa avaliar cuidadosamente se está optando por uma instituição segura:

  • Esta corretora tem um número considerável de clientes?
  • Há algum tipo de seguro para meus investimentos?
  • Esta corretora é reconhecidamente certificada?
  • Qual o valor total que dispõe em custódia?

Fique tranquilo, pois você vai achar no mercado corretoras de valores com vasta carta de clientes, alto valor em custódia e que vão apresentar um leque de garantias que vão proporcionar a você a mesma segurança dos grandes bancos. Além disso, elas têm uma vantagem: vão oferecer produtos de acordo com seus objetivos e metas e não confluindo apenas com o alvo da instituição.

Tecnologia

Corretoras de ações

Outro atributo importante para sua corretora ajudar nos negócios e alcançar o sucesso ao investir na bolsa de valores é ser uma instituição que disponha de tecnologia de ponta. Já imaginou perder o momento exato para mergulhar de cabeça ou pular fora de um investimento por dificuldades na plataforma da corretora? Definitivamente não, certo? É necessário encontrar uma empresa que proporcione agilidade e facilidade para dispor das informações que necessita, além de um sistema de operações e controle online. As melhores corretoras oferecem aplicativos para smartphones, portanto fique ligado aos recursos tecnológicos que podem aperfeiçoar seus resultados e fazer toda a diferença para seus investimentos.

Custo Benefício x Corretoras de Investimentos

Você precisa buscar um equilíbrio na hora de levar em conta os gastos com a empresa que vai contratar. Ao passo que deve ficar atento a taxas extras e valores extraordinários, é preciso fugir de preços mais baixos que o praticado no mercado. Se for necessário desembolsar capital para uma simples abertura de conta já pode ficar desconfiado, pois facilmente vai encontrar empresas sólidas e que não cobram nem mesmo taxa de manutenção da conta. Não adianta investir muito pouco ao comprar e vender uma ação, quando a corretora não proporciona segurança ao seu patrimônio ou corra o risco de decretar falência de maneira inesperada. Em outras palavras: a corretora mais cara não será necessariamente a melhor e nem a mais em conta será péssima. Seu objetivo é achar o equilíbrio entre dispor de serviços e soluções confiáveis, ao mesmo tempo em que estes custos  não comprometam suas operações financeiras.

Investir na bolsa de valores exige cuidado e muita pesquisa, mas o caminho pode ser muito compensador quando os passos são seguros e embasados nas boas práticas de mercado financeiro.

Warren Buffett – como investe o “Oráculo de Omaha”?

Warren buffett

Se você está interessado e quer saber como investir na Bolsa de Valores, definitivamente tem motivações pessoais e objetivos a conquistar. Além de estudar a ciência dos investimentos, certamente vai precisar conhecer alguns famosos investidores e biografias que inspirem suas decisões ao longo da trajetória como investidor. Warren Buffett é um dos nomes que merece sua atenção e, com toda certeza, sua história instigante vai trazer lições e ensinamentos importantes para qualquer investidor, mesmo que de pequeno porte e que deseja saber mais sobre investimento em bolsa de valores. Buffet é icônico, um “lobo do mercado” com tanto lastro e importância que é claramente um exemplo daqueles personagens que vale a pena e deve ser estudado, mesmo que no fim das contas você não se identifique ou concorde com os pensamentos dele, é enriquecedor conhecer sua história, pois suas lições vão muito além das cifras e números alcançados ao longo de sua vida e atuação no mercado financeiro.

Quem é Warren Buffett?

Antes de nos aprofundarmos mais neste grande personagem vamos começar por uma singela curiosidade: O megainvestidor ainda vive na mesma casa, em Omaha, adquirida em 1958 por cerca de 30 mil dólares. Incrível, não? Considerado um dos homens mais ricos do mundo pela revista Forbes, acumula uma grande fortuna avaliada em mais de 74 bilhões de dólares. Além de milionário e figura garantida nas listas de homens mais ricos do mundo, Buffet é considerado um grande filantropo. Há cerca de dez anos, afirmou que iria doar uma grande parcela de sua fortuna após sua morte, destinando enorme um montante para a fundação de Bill Gates. Este é considerado o maior ato filantrópico da história, em termos absoluto de valores. Atualmente com 86 anos, Buffett é o Presidente, principal acionista, presidente do conselho e diretor executivo da gigante Berkshire Hathaway, uma firma de origem no setor têxtil, mas que também vendia seguros e atualmente gere um conjunto de empresas subsidiárias, supervisionando Seguros e Investimentos Diversificados. Voltando no tempo, é interessante falar do talento natural de Buffett para os negócios. Desde os tempos de criança sempre demonstrou interesse e capacidade em gerar e multiplicar dinheiro. Sua trajetória foi bem sucedida e precoce. Ao terminar os estudos na escola, já somava a quantia de quase cem mil dólares. Incrível, não? Tudo isso por mérito próprio e com ideias originais para alavancar dinheiro, sem qualquer tipo de injeção externo, seja por mesada ou herança. A atração, ainda criança, pela área já era aparente. Quando visitou Nova Iorque, aos 10 anos de idade, fez questão que seus pais o levassem para visitar a Bolsa de Valores, em Wall Street. Aos 19 anos, finalizou a faculdade de economia, no Nebraska, seu estado natal. O milionário também possui formações acadêmicas pela Escola de Negócios de Columbia e Instituto de Finanças de Nova Iorque. Você sabia que antes de ter concluído todas estas etapas acadêmicas ele havia sido rejeitado pela escola de negócios de Harvard? O mundo dá voltas não é mesmo?

Fiz meu primeiro investimento aos 11 anos. Eu vinha desperdiçando minha vida até então

O estilo Buffett de investir

Para começar a entender como funciona a mente e o modo de investir de Buffett, é preciso voltar um pouco no tempo e falar de outro grande nome da área: Benjamin Graham (1894-1976). Este homem é considerado o criador da profissão “analista de investimentos”, somando mais de 60 anos de atuação no mercado financeiro. Graham teve um grande discípulo entre seus alunos. Sim, ele mesmo: Warren Buffett, que afirma sem rodeios ser a pessoa que mais o influenciou na vida, depois do próprio pai. Graham, além de toda importância histórica, é tido como o acadêmico responsável pela base de conceitos que fundamentam a Análise Fundamentalista, uma das escolas de pensamento mais tradicionais e importantes da história do mercado financeiro e área contábil. E como não poderia ser diferente Buffett é um grande adepto das práticas e ideias fundamentalistas.

Um exemplo básico da “magia de Buffet”: Quando assumiu a Berkshire Hathaway, em 1965, o valor de negociação das ações da empresa girava em torno de 10 dólares. Atualmente as mesmas ações valem cerca de cem mil dólares. É isso mesmo: uma espantosa valorização de 1.000.000% ao longo destas quatro décadas. Em outras palavras: se algum investidor tivesse aplicado 100 dólares nos anos 1960, somaria um milhão de dólares hoje, apenas com este movimento. O talento para negócios e a capacidade de multiplicar dinheiro de Buffett é ímpar. O perfil de investimento do “guru” é claramente voltado ao longo prazo. É amplamente reconhecido por aplicar o “Value Investing” – conceito que afirma que o melhor momento para comprar uma ação é sempre a um preço menor do que seu valor intrínseco (real). Buffett sempre selecionou as melhores empresas, com perspectivas de lucros poderoso, sólidos e crescentes com o passar dos anos. Sua paciência é didática e não é incomum, ao longo de sua história, ter esperado por anos para comprar ações abaixo do valor intrínseco. Buffett construiu sua fortuna desta maneira e gosta de dizer que comprava príncipes por preço de sapos, ao se referir às ações adquiridas.

Regra número 1: Nunca perca dinheiro.Regra número 2: Não esqueça a regra número 1.

Buffet é conhecido por disseminar e aplicar mantras como a valorização da frieza e racionalidade em cada decisão a ser tomada, além da necessidade em se manter firme em relação às suas estratégias e ideias, por mais que o mercado apresente opções e momentos sedutores. O megainvestidor é contra o uso de empréstimos como forma de expansão de patrimônio, preferindo sempre a atitude focada no longo prazo e baixo custo. Tais lições serão observadas a seguir, quando falaremos sobre os primeiros passos para investir na Bolsa de Valores.

Como se tornar um investidor

Apostamos que após saber um pouco mais sobre esta grande personalidade do mercado você está cada vez mais interessado e quer saber como pode das os primeiros passos para investir. No início pode parecer que há muita informação para se diluir, mas tenha calma, pois não é um bicho de sete cabeças. Porém, é preciso ficar atento e saber que existem caminhos a trilhar e vamos falar sobre a melhor maneira de encontrá-lo.

Para dar um “start” e investir na Bolsa de Valores vamos definir um objetivo claro. Seus prazos e expetativas quanto ao tempo de obtenção de resultados vão ser determinantes para iniciar sua jornada. Pergunte a si mesmo: O que pretendo fazer com o montante investido? Qual é o prazo que espero para obter retorno deste dinheiro aplicado? É completamente fundamental associar seu investimento a um objetivo claro.

como investir na bolsa de valores imagem

Não siga sozinho. Você vai precisar da ajuda de uma corretora de investimentos, pois é ela que vai poder te ajudar a dar seus primeiros passos de maneira segura. Estas empresas oferecem variados tipos de serviços como: suporte na escolha dos investimentos mais adequados ao seu perfil e aos seus objetivos financeiros, ensino sobre o funcionamento da Bolsa de Valores, indicação de novos produtos no mercado, proporcionando variação dos seus investimentos, consultoria de especialistas do mercado e ainda fornecer ferramentas de otimização, como o home broker (investimento online) e relatórios informativos. Estes são serviços de grande importância para te auxuliar na hora de investir.

Existem inúmeras empresas atuando no mercado e como escolher a melhor opção para te atender? Você precisa avaliar qual será a frequência de seus novos investimentos e quais são os custos e gastos atuais na sua rotina. Isso vai ser crucial para a decisão de quanto vai investir. É fundamental dedicar tempo na busca incessante pela corretora ideal, com muita pesquisa e comparação de serviços e orçamentos. Com isso, é necessário começar a falar com as corretoras para dar adiantamento a sua pesquisa, porque você não vai fechar negócio de primeira. Portanto, pesquise. Você encontra uma relação com todas as corretoras e dados sobre cada uma no site da BM&FBOVESPA. Fique de olho em todos os serviços que possam ser oferecidos, como relatórios, vídeos e cursos.

Você conhece os erros mais comuns cometidos por pessoas inexperientes e até rodadas na hora de investir na Bolsa de Valores? Não se prenda a seguir dicas infalíveis e não embarque em histórias de “jogadas de mestre” ou coisas do gênero. Procure se afastar do lado emocional e não permita que isso influencie suas decisões. Jamais coloque todos os seus recursos em apenas um único negócio. Ao tomar esta decisão você está aumentando consideravelmente o risco do investimento e torna-se altamente vulnerável em caso de prejuízos. Não se preocupe tanto com resultados em curto prazo: No mercado financeiro, é valioso saber que paciência e disciplina são alicerces para obter sucesso. Quem se prende à necessidade de resultados imediatos tende a investir sem precauções e costumam atuar em resposta às tendências momentâneas. Uma hora ou outra, isto vai provocar grandes prejuízos. Outro erro que cansamos de observar entre os novos investidores é querer dar grandes cartadas ou jogadas muito ousadas. Não apresse o processo de aprendizado. Procure começar com pouco. No início, é fundamental focar sua mente em buscar experiência e não ganhos poderosos. Clubes de investimento são uma opção muito bacana para começar a investir e  acumular experiência sem precisar investir muito alto.

O estilo Lírio Parisotto de investir

lirio parisotto

Para todos aqueles que desejam aprender e se aprofundar sobre quais são as melhores maneiras de investir na bolsa de valores, uma grande fonte de aprendizado e inspiração é, sem dúvida, o espelhamento em cases de sucessos e trajetórias de grandes investidores. Com objetivo de trazer, cada vez mais, informações a você como futuro investidor, vamos apresentar a biografia e maneira de investir de Lírio Parisotto, o mais famoso e bem sucedido investidor brasileiro. Parisotto é, sem sombra de dúvida, um exemplo daqueles que valem a pena ser ouvidos, mesmo que no fim das contas você não opte por seguir seus passos, é edificante conhecer sua trajetória. O aprendizado por meio destas grandes figuras do mercado financeiro muitas vezes nos proporcionam lições que vão além das cifras. Além do grande número de teorias, estratégias e formas de atuação, há aquelas pessoas, como Parisotto, que são verdadeiras fonte de inspiração e referências na construção de um perfil como investidor. Se você deseja saber como investir na Bolsa de Valores, definitivamente tem grandes motivações pessoais e muitos objetivos a alcançar. Além de estudar os mercados e teorias sobre eles, com toda certeza é necessário conhecer alguns famosos investidores e biografias que inspirem suas ações ao longo da jornada como investidor.

Lírio Parisotto, o “Warren Buffett brasileiro”

Ostentar esse apelido é para poucos, ou apenas para Parisotto mesmo. Buffett é um dos grandes ícones mundiais, reconhecido como uma dos investidores mais influentes da história. Para falar da trajetória de Parisotto, vamos começar de trás para frente e falar do momento atual, para depois contar a Lírio Parisotto biografia. Parisotto é um homem de contrastes, assim podemos colocar. Se por um lado atravessa o mundo em seu jato Gulfstream, avaliado em R$ 100 milhões, já andou no lombo de cavalos carregando sacos de milho na infância. É um grande apreciador de Dom Perignon, cuja garrafa chega a R$ 800, mas não dispensa uma polenta caseira.

Lírio ParisottoNascer longe de um centro urbano e em uma família humilde não foi um agente limitador para a trajetória de Parisotto. Ao contrário do que possa parecer, o ex-agricultor de Nova Bassano, Rio Grande do Sul, não é um economista. Formado em Medicina pela Universidade Caxias do Sul, o primeiro empreendimento do médico foi a Videolar, responsável por fabricar CDs e DVDs. Foi quando o gaúcho se interessou e mergulhou fundo no mercado de ações investindo na bolsa parte do lucro que obtinha com a Videolar.

Parisotto em ação

Para obter lucros e alcançar o sucesso no mercado financeiro, Parisotto se inspirou nas técnicas da análise fundamentalista – completamente identificadas com o megainvestidor americano Warren Buffet. Para entender como investe Parisotto, é preciso conhecer os conceitos da escola fundamentalista. Considerada por especialistas como a mais tradicional entre as escolas de pensamento sobre o mercado financeiro, é a mais antiga e difundida maneira a constituir confiança aos investidores na escolha de ações para investir. Em termos históricos, esse tipo de análise de mercados começou a ser utilizada no fim do século XIX, com objetivo claro de impulsionar os investimentos e lucros no período. Para ilustrar a importância desta escola, podemos lembrar que um dos “pais” da Análise Fundamentalista é Benjamin Graham. A vertente fundamentalista é baseada em dois pilares: fundamentos macro e microeconômicos das empresas atuantes nos mercados. Para ser mais claro: a análise do mercado é feita sobre os dados econômicos e operacionais provenientes do ambiente de atuação da empresa e também dos próprios resultados das atividades do negócio, culminando numa avaliação bastante abrangente.

Como todo bom investidor, Parisotto sempre teve o hábito de estudar profundamente cada empresa e negócio que pretende investir. Segundo o bilionário, quando uma pessoa realmente está interessada busca informação e consegue entender melhor as regras do mercado. Ele tem uma postura conservadora na qual prefere mirar nas empresas que são consistentes e podem apresentar previsões positivas mais concretas. Pode parecer algo óbvio, mas não necessariamente é. Muitos investidores optam por comprar ações de empresas em baixa para que alcance lucros maiores em um momento de reerguimento dessas companhias. Segundo os cálculos da revista Forbes, ele acumula um patrimônio de 1,8 bilhão de dólares atualmente. Possui um fundo de investimentos que ultrapassa o valor de  R$ 1 bilhão na corretora Geração Futuro, além de ser dono das empresas Videolar-Innova.

Segundo o “guru”, o “segredo do mundo é viver de dividendos”. O que isso quer dizer? Parisotto é o tipo de investidor que considera que a principal fonte de lucros em ações deve ser os dividendos distribuídos pelas empresas, ou seja, essas parcelas acabam por representar a parte do lucro das companhias repartida entre os sócios e acionistas, que deve ser de pelo menos 25%, segundo a legislação. Com isso, o foco em dividendos se Lirio Parisotto empresastorna interessante estratégia a fim de evitar grandes receios e medos em meio às crises dos mercados ou momentos turbulentos. Segundo Parisotto, há mais consistência ao lidar com dividendos do que com as ações.

Além de foco em dividendos, Parisotto possui uma série de princípios que utiliza na hora de investir que podem ser seguidos por qualquer investidor. Alguns deles são nunca investir em ações que foram objeto de IPOs recentemente, que são o período de lançamento de novas ações ao mercado, pois geralmente essas ações estão mais caras do que deveriam ser, em função principalmente da expectativa que o mercado tem sobre elas.

Outro princípio de investimento de Parisotto – e um que ele aprendeu com Warren Buffet – é nunca diversificar demais os seus investimentos em ações. Esse é um princípio bastante interessante de ser observado pois em geral as pessoas acreditam que quanto maior a diversificação, melhor, pois assim o seu risco diminuiria ao não depender do desempenho de apenas algumas poucas ações. O problema é que com isso, você também não tem tempo de acompanhar todas as ações de perto e colher todas as informações de que precisa para investir de forma inteligente. Assim, Lírio recomenda não possuir mais do que 12 ou 13 ações na sua carteira em um dado momento. Como diz Warren Buffet, “coloque todos os seus ovos em uma cesta só e fique bem de olho nessa cesta”

 

Como se tornar um investidor

Após apresentarmos mais um grande nome do mundo dos investimentos em bolsa de valores, temos certeza que, cada vez mais, sua vontade de partir para o “jogo” aumenta. É simplesmente o fator de inspiração que estas grandes figuras causam a todos que desejam embarcar no mundo dos investimentos. Por isso, vamos tratar a seguir dos primeiros passos nessa jornada, com dicas e direcionamentos básicos para seus negócios.

Para começar a investir na Bolsa de Valores é preciso ter um objetivo muito claro. Faça o seguinte exercício e pergunte a si mesmo: Qual o destino que quero dar para meus recursos? Em quanto tempo espero obter retorno pelo capital investido? Parece uma bobagem, mas não é. Ter foco e um objetivo muito bem estabelecido facilita sua tomada de decisão nos passos seguintes. É perfeitamente compreensível que você ache que há muito informação, mas no início é preciso manter a calma, pois você estará preparando o melhor caminho para seguir e será recompensando por todo o esforço aplicado.

Não pense que você está sozinho nessa estrada. Será necessário, e indicado, a ajuda de uma corretora de investimentos, pois vai ser sua base de auxílio na atuação no mercado com todo o seu suporte. As corretoras de ações, assim também chamadas, podem disponibilizar muitos tipos de serviços como: indicação de novos produtos e serviços no mercado, ensino sobre o funcionamento da Bovespa, suporte para escolha dos investimentos mais adequados ao seu perfil e aos seus objetivos financeiros, proporcionando variação dos seus investimentos,  e consultoria de especialistas do mercado, além de ainda ter a possibilidade de fornecer ferramentas que melhorem seu desempenho, como o chamado home broker (investimento online) e relatórios de cunho informativo. Fica claro que as corretoras podem oferecer muitos meios importantes para direcionar seus negócios e auxiliar suas decisões como investidor, mesmo que seja iniciante ou de pequeno porte. Obviamente, é um mercado extenso e há inúmeras empresas atuando com estes tipos de serviço e você pode estar se perguntando: como escolher a melhor opção para seus negócios? Primeiramente, é necessário realizar uma avaliação de qual será a frequência dos investimentos e quais são os custos e gastos que pretende lidar no dia a dia dos investimentos. Este tipo de avaliação vai ser fundamental para a decisão da quantidade de dinheiro que vai investir. Por isso, é completamente necessário dedicar bastante tempo na busca por uma corretora que atenda de maneira completa suas necessidades e expectativas. Você vai precisar cair dentro no trabalho de comparação de serviços e orçamentos. Portanto, já pode começar a pesquisar e fazer contato com algumas corretoras, mas lembre-se: você não vai fechar negócio de primeira. Não se esqueça de comparar os serviços oferecidos, como foi dito anteriormente.
Como toda área de atuação em negócios, há erros comuns e históricos. Vamos listar os mais recorrentes entre investidores inexperientes, e também experientes, por que não? Na hora de investir na Bolsa de Valores é preciso ter humildade para tirar lições e aprendizados dos erros, sejam seus ou de terceiros.

Antes de falar dos erros, preste atenção: comece com pouco, sem correr grandes riscos ou arriscando valores altos. Em um primeiro momento, é fundamental focar sua atenção em adquirir experiência e não lucros pesados. Por isso, sugerimos o ingresso em clubes de investimento, uma opção segura para começar a investir e acumular experiência sem precisar investir pesado. Não se iluda com promessas de dicas infalíveis e “coelhos na cartola”, por isso não creia em “jogadas de mestre” ou coisas do tipo. Sempre saiba separar o lado emocional das suas decisões e não permita que isso influencie suas ações e passos. Não tenha grandes preocupações com resultados em curto prazo. Para não ficar muito vulnerável, podendo ter grandes prejuízos, evite fortemente destinar todos os seus recursos em apenas um único negócio. Esta conduta eleva consideravelmente o risco do investimento. É muito valioso ter ciência de que paciência e disciplina são itens imprescindíveis para alcançar o sucesso. Não apresse o processo de aprendizado. Aqueles comentem o erro de se entregar à necessidade de resultados imediatos tendem a realizar investimentos sem precauções, atuando em resposta às tendências de última hora.

O modo George Soros de investir

george-soros

No mundo dos investimentos existem inúmeras teorias, estratégias e formas de atuar, mas também há pessoas que são verdadeiras inspirações e referências na hora de adotar um tipo de perfil investidor. Muitas vezes é possível observar exemplos de como ou não agir no mundo dos investimentos. Se você já tem alguma experiência na área ou gosta de acompanhar as notícias relacionadas ao setor, com certeza já ouviu falar no nome George Soros. Se estiver iniciando sua caminhada no mundo dos investimentos e da bolsa de valores, vale a pena conhecer um pouco mais sobre a atuação desta importante figura.

Antes de falar propriamente do modo de atuar e dos negócios de Soros, é interessante conhecer o homem por trás do investidor. A trajetória de vida diz muito sobre o tipo de investidor que uma pessoa pode vir a ser. George Soros (Soros George, Hungria) é mais um entre tantos superinvestidores que estão sempre na luz dos holofotes do mercado.  Mas, diferentemente de muitos outros, a fama não o alcançou “apenas” por ser a 29ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna avaliada em cerca de 25 bilhões de dólares, segundo ranking da famosa revista Forbes. O perfil excêntrico e a história instigante tornam Soros um grande personagem.

Quem é George Soros?

Soros nasceu na Hungria, em 1930, e migrou com a família para Inglaterra. A decisão foi tomada por sua família, formada por judeus, que tentava escapar da repressão nazista. Foi na “terra da rainha”, em Londres, no ano de 1947, que Soros completou sua graduação na London School of Economics. Nos anos 1950, mudou-se para os Estados Unidos e entrou de cabeça no mundo do mercado financeiro, onde se consagraria como um dos maiores investidores do planeta. Uma curiosidade: Em 1992, Soros apostou milhões de dólares contra a teoria do banco central da Inglaterra, de que a libra esterlina seguiria tendo alta cotação, em uma ação que lhe proporcionou um imenso lucro de 1 bilhão de libras conquistados em apenas um dia. Com isso, recebeu a fama de ter sido “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”. Essa pequena curiosidade ilustra muito bem o modo de atuação de Soros – que mistura ousadia e, geralmente, escolhas certeiras.

Mandamentos do megainvestidor

A experiência de George Soros é vasta e digna de livros e estudos aprofundados. Vamos listar alguns dos principais ensinamentos e mandamentos do investidor para ilustrar sua maneira de pensar e agir no mercado.

Segundo Soros, é preciso saber quando se está agindo e investindo de maneira errada. Ter a consciência de que tomou decisões ruins e reconhecer isso vai ajudar o investidor a se recuperar e procurar saídas para contornar seus problemas, evitando a ampliação das perdas e prejuízos.

O húngaro é reconhecidamente um investidor ousado, mas não defende apostas únicas e concentradas em apenas um negócio. Por isso, sugere diversificar os investimentos para minimizar perdas quando algumas das ações se mostrarem equivocadas.

Soros defende a postura calculista e fria em relação aos negócios. As emoções e até o fato de haver diversão nos investimentos são sintomas de que algo está errado e você tem grandes chances de perder dinheiro. A rotina de decifrar o mercado, estudar, realizar pesquisas e escolher as melhores estratégias é árdua e não divertida, na opinião do “guru”.

Teoria da Reflexividade: Segundo Soros, existem momentos nos quais o mercado foge do estado de equilíbrio. Por exemplo: quando há um movimento de grande alta de ações, a própria conduta dos investidores e decisões humanas acaba por contribuir para que este desequilíbrio se mantenha. Para Soros, essas ações ocorrem como reflexo ao momento. Segundo o magnata, é interessante identificar essa capacidade da reflexividade em manter as tendências, mesmo que elas possam bater de frente com teorias mercadológicas.

Que tipos de investimentos Soros comanda atualmente?

Como foi falado anteriormente, Soros é um ícone no setor de investimentos e uma das figuras mais notáveis de Wall Street, como uma carteira de investimentos que chega aos 5 bilhões de dólares. Uma grande parcela dos investimentos de Soros está direcionada ao setor de tecnologia, contabilizando 40% de seus investimentos. Dentro desse montante, há empresas com variados perfis de atuação. Você sabia que Soros tinha ligações com o Brasil, ao investir na Embraer e Petrobras? Porém, no momento o investidor trabalha apenas com ações da Adecoagro, uma companhia produtora de açúcar e etanol no Mato Grosso, com sede fora do país, em Luxemburgo.

Algumas empresas em que Soros investe:

  • Amazon
  • Delta Airlines
  • Kraft Heinz
  • Ebay
  • Linkedin
  • Mattel
  • Monsanto
  • PayPal
  • Procter & Gamble
  • The Hershey Company
  • Tesla
  • Time Warner
  • Twitter 
  • Walt Disney

Como se tornar um investidor?

Agora que você já conhece como este grande ícone do mercado atua, já pensou em entrar no mundo dos investimentos? Vamos falar a seguir sobre os primeiros passos para ingressar na área e ver de perto como investir na Bolsa de Valores.

De início, você deve se afastar das chamadas dicas infalíveis e atalhos. Não existe uma “receita de bolo” que vá te levar a grandes lucros, e tampouco há truques mágicos no mundo dos negócios. Para se tornar um investidor, mesmo que de pequeno porte, é preciso muita dedicação e cuidados. Antes de tudo, defina claramente seus objetivos e o tempo que espera para alcança-los, o prazo e seu alvo final são determinantes para suas ações a seguir. Uma vez que o investimento foi determinado, é fundamental partir para o segundo passo: contratar os serviços de uma corretora. A tarefa não é tão simples quanto parece. É necessário organização e dedicação, pois quanto melhor você souber aonde quer chegar e dispor de todas as informações pessoais necessárias, melhor será a assertividade com que sua corretora irá definir seu perfil de investidor e auxiliar na gerência de suas ações.

Pesquise bastante e veja o que as diferentes corretoras de investimento podem te oferecer. Geralmente, uma boa corretora vai proporcionar serviços como: suporte para conhecer o funcionamento da Bolsa de Valores, definição de perfil como investidor, consultoria de especialistas do mercado, indicar e sugerir investimentos de acordo com seus interesses, apresentar novos produtos e tendências do mercado e acompanhar o desenvolvimento dos seus negócios, com relatórios e informativos.

Tenha cautela no início da sua trajetória, evitando dar passos largos e investindo todos os recursos em um único negócio. Ser um investidor é estar atento para todas as lições que o mercado pode dar e é imprescindível começar a jornada com a preocupação de agregar conhecimento e experiência. Os clubes de investimento são uma interessante maneira de dar os primeiros passos na Bolsa de Valores, sem riscos de grandes perdas.