O Ouro ainda é uma boa reserva de valor?

Com a próxima crise global se aproximando, uma das preocupações mais iminentes de qualquer investidor – ou mesmo qualquer pessoa que deseje proteger o seu patrimônio – é sobre a melhor forma de evitar a os efeitos perniciosos de uma queda drástica no crescimento econômico mundial.

Naturalmente, um dos primeiros ativos que vem à mente quando se pensa nessa questão é o ouro, que tradicionalmente sempre foi visto como uma garantia de perpetuação do montante de capital aplicado, pela sua característica de possuir um valor intrínseco, ou seja, um valor que é extraído de si próprio. Mas será que, nos dias atuais, o ouro ainda é uma boa reserva de valor?

 

A história do ouro

            Historicamente, a função do ouro primordial ao longo da maior parte dos últimos séculos foi o de moeda. Devido a uniformidade do minério e sua dificuldade de falsificação, o ouro passa a se tornar a moeda padrão para trocas ao longo do mundo. Desde a antiguidade, mais ou menos por volta do ano de 610 antes de cristo, começam a surgir as primeiras moedas cunhadas inteiramente em ouro.

Padrão ouro     Devido a dificuldade no transporte de grandes quantidades de ouro e o risco envolvido, a partir da idade média cria-se o costume de depositar o ouro nos cofres de bancos e receber, em troca, uma espécie de recibo, que dava ao portador o direito de sacar aquela mesma quantidade de ouro depositada em outra unidade daquela mesma Instituição financeira.

Com o passar dos séculos, essa prática se torna tão comum que as pessoas passam a utilizar os próprios recibos como moeda de troca, já que não fazia mais sentido substituir o papel por ouro a cada transação se a pessoa na outra ponta da troca ia fazer o mesmo futuramente, depositando o ouro para receber o seu recibo e depois entregando o recibo para receber o ouro quando quisesse realizar alguma troca.

Assim, surge a primeira versão do papel moeda, como que por puro acidente. Quando os governos passam a emitir os seus próprios papéis moeda, estes deveriam continuar possuindo uma quantidade em ouro equivalente que iria lastrear o valor daquela emissão de moeda, o famoso Padrão ouro que, infelizmente, já não existe mais, o que permite que governos ao redor do mundo possam literalmente utilizar a inflação como fonte de receita ao emitir moeda indiscriminadamente para fazer frente aos seus custos.

O Padrão ouro começa a ser enfraquecido a partir da I Guerra mundial, devido a intensiva necessidade de capital para sustentar os esforços de guerra, que fez com que os países envolvidos passassem a emitir moeda sem lastro, abrindo um perigoso precedente que acabou culminando no abandono oficial do Padrão ouro na década de 1970.

Em 1946, com o acordo de Bretton Woods, o dólar passa a ter uma certa paridade com ouro. Sob os termos do acordo, os países integrantes passavam a fixar suas taxas de câmbio em função do dólar. Os EUA, por sua vez, estabeleceram que uma onça de ouro (31,4 gramas) valeria U$ 35 dólares. Assim, indiretamente todas as moedas referenciadas em dólar estavam também indiretamente lastreadas em ouro.

Em 1971, o Padrão ouro chega oficialmente ao fim, com o fim da convertibilidade do dólar em ouro e o abandono do acordo de Bretton Woods por parte dos Estados Unidos, em função, principalmente, dos crescentes custos com a Guerra do Vietnã. Com isso, o dólar passa a se tornar uma moeda totalmente fiduciária, ou seja, seu valor derivava agora da confiança dos outros países na solidez da economia americana.

 

Comprar ouro vale a pena?

Sempre que a situação da economia começa a dar sinais de que irá mudar em breve, podendo dar origem a uma possível crise econômica, a tendência natural é que os investidores ao redor do mundo começam a correr atrás de moedas com maior confiabilidade. Como os EUA continuam sendo o maior player no cenário econômico global, os primeiros momentos de um cenário turbulento mostram uma corrida para o dólar. Entretanto, após esse momento inicial, se o cenário permanece turbulento e imprevisível, uma corrida para o ouro se torna cada vez mais iminente.

Mas será que vale a pena compra ouro? Bom, para responder a essa pergunta precisamos considerar primeiro que uma moeda tradicionalmente precisa possuir duas propriedades:

– Padrão de troca

– Reserva de valor

O Ouro, apesar do que muitos pensam, é atualmente um péssimo meio de troca, já que a sua forma de armazenamento, geralmente em barras de ouro, torna-o virtualmente indivisível, dificultando as transações comuns.

Por outro lado, o ouro continua sendo uma excelente reserva de valor, já que continua possuindo as características de raridade, durabilidade, fungibilidade, facilidade de identificação e consequente dificuldade de falsificação que foram as razões pelas quais o ouro se tornou a primeira moeda padrão de troca da história em primeiro lugar.

Entretanto, o investidor que pretende aplicar seu dinheiro em ouro precisa ter consciência de que ele não é uma boa opção de investimento, mas somente uma reserva de valor, pois não existe uma tendência de subida constante no preço do ouro a longo prazo para que este possa ser uma boa escolha de investimento.

De fato, o ouro é um ativo relativamente volátil, o que o torna uma opção excelente para especuladores, mas não para investidores. Essa volatilidade, entretanto, é bem menor do que as possíveis perdas em uma depressão econômica de grande monta, garantindo assim a sua propriedade de reserva de valor em momentos de crise.

O que é um ETF? Vale a pena investir?

ETF

Você sabe o que é um ETF?

ETF é uma espécie de fundo de investimento que segue algum índice listado na Bolsa de Valores.

Como você sabe, os índices listados na Bolsa de Valores são o produto do agrupamento hipotético de ações com um perfil determinado, como veremos melhor mais adiante.

O mais famoso deles é o índice Bovespa, que reúne as empresas de maior liquidez, com maiores volumes negociados na B3, que representam mais de 80% do volume de negociações, reunindo ações de empresas como Vale, Petrobras, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e papéis de outras grandes companhias.

A composição desse índice é uma média ponderada do peso de cada uma das companhias no conjunto. O índice, em si, indica o desempenho desse conjunto de ações dentro de um determinado período. No caso do índice Bovespa, ele é um termômetro de toda a Bolsa de Valores, pelo fato de mostrar o desempenho médio das maiores empresas, responsáveis por mais de 80% dos negócios na B3.

Você deve ouvir diariamente no noticiário econômico que o índice Bovespa teve alta ou queda. Isso significa que, na média, o mercado de ações foi bem ou mal para os investidores. Vale observar, no entanto, que essa é, normalmente, uma visão de curto prazo, que não deve servir como principal ferramenta de análise, substituindo a avaliação individual da empresa em que você vai investir.

Como funciona um ETF?

Agora que já sabemos o que é um ETF e um índice da Bolsa de Valores, fica bem mais fácil explicar o que é esse tipo de investimento, que, na verdade, é algo bem simples, embora ainda não tão popular no Brasil.

o que é um ETF

É só juntar as duas coisas. O ETF é uma carteira de investimento que reflete a composição do índice escolhido.

Vamos exemplificar?

Índice X = ação Y com participação de 2%

ETF – ação Y com participação de 2%

Simples, não é?

Compondo a carteira do fundo da mesma forma como o índice é composto, com as mesmas ações e respectivas participações na carteira hipotética, temos uma carteira real idêntica.

O fundo ETF compra as ações de acordo com a participação de cada uma no índice, monta a carteira, divide em cotas e vende aos investidores. É por isso que muita gente diz que está investindo no índice Bovespa.

Bem, não é exatamente no índice, mas numa composição de ações que reflete o índice. Em razão disso, a carteira do fundo tende a espelhar o resultado do índice Bovespa. Não é simples?

Por que investir num fundo ETF?

Você pode encontrar muitas boas razões para investir no fundo ETF e outras tantas para não investir.

Então, nós vamos fazer um balanço geral sobre as vantagens, riscos e desvantagens. No final, você decide, está combinado?

Você sabe que o fundo de investimentos é uma forma de você, com baixo investimento, ter acesso a uma carteira diversificada e administrada por um especialista, capaz de fazer uma boa gestão de oportunidades e riscos.

Cada fundo de investimento tem seu perfil, sendo que o mais recomendável é o investimento em fundos de perfil moderado, que combinam investimentos em renda variável com investimento em renda fixa, buscando equilibrar eventuais perdas nas aplicações de maior risco.

Tudo isso, como você percebeu, requer gestores de fundo dedicados, o que torna mais alta a taxa de corretagem, que varia, nos fundos tradicionais, na faixa de 2% a 3%.

Enquanto isso, os fundos ETF cobram taxa de corretagem de no máximo 0,6%. Isso pode fazer uma enorme diferença na rentabilidade e só é possível porque, ao fazer sua carteira espelhando a dos índices da B3, não há necessidade de ter um gestor ajustando a carteira o tempo todo para buscar maior rentabilidade para os investidores.

Se isso é uma vantagem, temos, por outro lado, a desvantagem de se deixar passar oportunidades e de não se enfrentar as ameaças iminentes. Tudo isso, claro, pensando num viés de curto prazo.

O que há de melhor nas ETF é o que está na essência do bom investimento. É que cada índice reflete o desempenho de um determinado setor ou perfil de ações.

O IFNC, por exemplo, reflete os resultados das principais empresas do setor financeiro, assim como aquelas que possuem as melhores políticas de governança corporativa dentro do setor.

Como usar isso ao seu favor? É uma questão de você fazer uma análise macro e microeconômica para tentar entender o que vai acontecer com o setor financeiro no curto, médio e longo prazo. Se as perspectivas forem boas, ao aplicar seu dinheiro numa carteira que reflete o IFNC, você, além de investir num setor da economia com boas perspectivas de crescimento, com valorização do capital e geração de proventos, estará investindo em empresas sólidas, com boa gestão e baixo risco de deterioração dos resultados futuros.

Melhor do que isso, só se as ações estiverem em baixa, o que permitirá a você comprar mais ações com o mesmo dinheiro, aumentando o potencial de recebimento de dividendos e com perspectiva de grande valorização do capital.

Fundos ETF pagam dividendos?

Deve ter ficado uma dúvida com relação aos dividendos. É compreensível, porque deve parecer uma tarefa um tanto quanto trabalhosa calcular e repassar dividendos a cada um dos cotistas do fundo cada vez que uma empresa pagar proventos aos seus acionistas.

A solução é muito simples. Os fundos, nesse caso, recebem e reaplicam os dividendos, o que aumenta, proporcionalmente, o valor de cada cota. Então, ao contrário do que acontece quando você investe direto em uma ação na B3, o fundo não credita para você os dividendos e JCP. Ele reinveste os proventos e aumenta o valor da sua cota proporcionalmente às novas aquisições.

Fundos ETF em renda fixa existem

O ETF em renda fixa existe. Como já diz o nome, a diferença para os fundos de renda variável é o baixo risco. Além disso, gera menos dor de cabeça com o imposto de renda, já que a alíquota é aplicada na fonte, diferente dos fundos ETF em renda variável.

Em comum, os ETF em renda fixa também refletem índices de desempenho de determinado grupo de papéis. Um exemplo é o IMAB11, um dos mais tradicionais da B3, que reflete o comportamento dos títulos do Tesouro IPCA +.

Em comum, também, as baixas taxas de administração.

Agora que você já por dentro de como funciona, boa sorte nos investimentos!

Onde investir com a SELIC em baixa

uma imagem sobre selic

A queda da inflação fez com que a taxa SELIC, que é a taxa básica de juros, também caísse e isso desesperou muita gente que investe em renda fixa, que é um dos melhores investimentos para quem está começando agora e é um micro investidor. Porém, apesar da queda, o cenário não é tão catastrófico quanto a maioria das pessoas imagina.

uma imagem sobre selic

Os investimentos em renda fixa funcionam de maneira diferente dos investimentos em ações na bolsa de valores e grande parte das pessoas acha que tudo é a mesma coisa e por isso entra em colapso quando algo assim acontece, o que as impede de enxergar a oportunidade que esse momento proporciona.

A diminuição da SELIC não significa perda de dinheiro para quem investe em renda fixa, pois como a inflação também diminuiu bastante, os juros reais em cima do investimento acabaram sendo maiores, já que a diferença entre os dois está maior. Então, agora que você já sabe que renda fixa continua sendo uma boa opção, onde investir?

Lembre-se que tudo depende do seu prazo de investimento, então se você precisa de uma rentabilidade de curto a médio prazo, o Tesouro SELIC continua sendo um bom investimento para você, pois ele vai continuar rendendo acima da inflação. Porém, se você tiver um capital considerável para investir em um prazo bem maior, pode escolher um Tesouro com 10, 20 anos de prazo, pois o seu ganho será bem maior em cima dos juros compostos que vão fazer o seu dinheiro render.

A dica que o Mago do Mercado dá para que você não caia nas ciladas de acreditar em tudo o que as pessoas falam sem saber sobre a queda da SELIC é que você estude e não se deixe levar pela maioria, e se você quiser entender tudo o que é necessário para ser um investidor, Saiba mais aqui!

Bem vindo ao mundo do Bitcoin

bitcoin

O que todo investidor de sucesso tem em comum? Informação! Os bem sucedidos estão sempre em busca de aprimoramento teórico e dados para compreender e traçar novas e melhores estratégias, seja estudando teorias consagradas como também se atualizando. Dentro deste contexto, não podemos deixar de falar de bitcoins. Certamente você já ouviu esse nome por aí, mas sabe realmente o que significa e como funcionam os mercados, conceitos e investimentos sobre esta moeda? Por isso, vamos apresentar o mundo do bitcoin e mergulhar sobre o futuro, ou quem sabe até presente, acerca deste novo mercado e suas possíveis novas modalidades de investimentos. A esta altura você já deve estar com muitas perguntas em mente. O que é bitcoin? Como investir em bitcoins? Qual o valor do bitcoin? Como funciona o mercado bitcoin…. Fique tranquilo. Aperte o cinto e venha conosco!

Afinal, o que é Bitcoin?

As criptomoedas são um dos ativos financeiros que mais têm se valorizado ultimamente. Isso fica claro quando nos deparamos com aquelas notícias que informam sobre alguém ter comprado algumas unidade de bitcoins há alguns anos e hoje acumulam alguns milhares e até milhões de dólares. Acima de tudo, bitcoin é uma moeda, assim como o real, dólar ou peso. Porém, ela não existe de maneira física e não há cédulas ou moedas, sendo totalmente virtual. Isso mesmo! Este é o primeiro e mais importante conceito. Criada em 2008 por um grupo de programadores, é uma moeda totalmente descentralizada, não tendo conexão com um “banco central”, por exemplo. É realmente algo inédito na história financeira mundial. O Tesouro dos Estados Unidos a classifica como a primeira moeda digital descentralizada do mundo. A economia movida por bitcoin ainda é reduzida se for comparada ao sistema financeiro tradicional. Apesar disso, muitos tipos de serviços e bens reais como músicas, artigos eletrônicos, imóveis e até veículos já são negociadas com aceitação de bitcoins. Instituições, como o Greenpeace, e outros órgãos também já aceitam doações e contribuições por meio de bitcoins.

bitcoin

Em 2009, qualquer pessoa com o software poderia minerar bitcoins, mas com o aumento pelo interesse, a tarefa de fabricar bitcoins ficou restrita aqueles que dispunham de supercomputadores. Além da “mineração”, é possível reunir bitcoins em casas de câmbio específicas ou aceitando bitcoins como forma de pagamento ao vender algo. O montante virtual é salvo em uma espécie de carteira. Essas informações nos levam às seguintes perguntas: Como minerar bitcoins? Como adquirir uma carteira bitcoin? E, finalmente: Como comprar bitcoins?

Bitcoins podem ser comprados ou vendidos de maneira online e offline. Existem usuários de serviços de câmbio online que são responsáveis por lances de compra e venda da moeda. Porém, é preciso ficar atento e saber que o uso de câmbio online pode ser arriscado porque estes serviços estão podem ser hackeados, levando consigo os bitcoins de clientes que estiverem sob sua responsabilidade. Também estão disponíveis terminais de autoatendimento para realização do saque de bitcoins (ATM), que permitem a troca de dólares ou reais, por exemplo, em espécie por bitcoins e vice-versa.

Curiosidade: Em julho de 2015, o Brasil bateu o recorde local de transações em bitcoins, somando 10 mil bitcoins, equivalentes a 9,3 milhões de reais à época.

Como funcionam as transações com bitcoin?

bitcoin Simplificando, o processo de transação envolve três bases: recebimento do endereço destinatário, criação da transação e finalmente a transmissão da transação. Dentro da rede de bitcoins, as transferências ocorrem por meio de transações entre o endereço remetente e o destinatário. Também é possível que um mesmo usuário crie mais de um endereço e faça auto transferências e também é possível que uma única transação envolva diferentes destinatários. Usuários que realizam pagamentos precisam saber o endereço destinatário para iniciar o processo. O receptor pode enviar o endereço em forma de texto, ou pela geração de um código de barras do tipo QR, que será escaneado pelo dispositivo do comprador. O programa de carteira (falaremos mais à frente sobre as carteiras) do comprador ou pagador ficará encarregado de criar a transação. Para isso, é necessário apenas informar a quantidade de bitcoins que deseja transferir e qual o endereço bitcoin de destino final. Para que a transação seja transmitida à rede bitcoin é necessário estar conectado à internet. Uma vez tendo sido enviada online, a transação não pode ser cancelada ou revertida. O receptor dos bitcoins não precisa estar online no momento da transação ou também enviar qualquer tipo de confirmação ou aval para realização da transferência.

Existe uma taxa opcional que pode ser paga a cada transação. O pagamento dela gera prioridade para que os mineradores incluam mais rapidamente a transação no block chain – uma espécie de banco de dados distribuídos, que tem a função de ser o ponto de registro da contabilidade pública onde são registradas as transações bitcoin. Falaremos mais sobre ele. Mineradores podem determinar as transações que irão processar e, como não podia ser diferente, priorizam as que pagam as maiores taxas.

Como gerar bitcoins? Mineirar!

bitcoin O ato de gerar bitcoins é popularmente chamado de “minerar”, inspirado na mineração de ouro. O processo funciona mais ou menos assim: A rede bitcoin é responsável por criar e distribuir novos lotes de moeda a em uma taxa de cerca de seis vezes por hora de maneira aleatória entre participantes que estão rodando o programa de o software de mineração. As chances e probabilidade de um minerador aleatório ganhar um lote está diretamente ligado ao poder de processamento do computador que ele está inserido para contribuir para a rede bitcoin. Quanto maior for, maiores são as chances. Geralmente, cada lote tem cerca de 50 btc. Nos dias atuais, a mineração de bitcoins é um setor altamente competitivo, inclusive com hardware especializado sendo vendido no mercado. É completamente inviável utilizar computadores “comuns” para realizar a mineração devido à falta de capacidade técnica e também pelo consumo de energia elétrica, que custaria mais do que o valor de recompensa em bitcoins. Muitos mineradores passaram a utilizar os chamados circuitos integrados de aplicação específica (ASIC) para a mineração de bitcoins. Algumas empresas comercializam estes sistemas com preços que variam entre 250 e 2500 dólares.

Carteiras de Bitcoin

bitcoin Vamos entender como funciona o conceito de carteira para uma moeda 100% digital. A carteira de bitcoin tem a função de armazenar as informações necessárias para realizar transações com a moda. Ao contrário do que o nome sugere, as carteiras não funcionam como um depósito de bitcoins, mas sim como um local de armazenamento de credenciais digitais que permitem a utilização dos fundos de bitcoins.  A tecnologia bitcoin é baseada em criptografia e a utiliza em forma de chave pública. Na qual são geradas duas chaves criptográficas: uma pública e outra privada. Em outras palavras: a carteira funciona como uma espécie de chaveiro, onde as chaves são seus endereços privados para realização das transações.  A chave privada está ligada ao acesso aos fundos da carteira e, por sua vez, a chave pública pode ser informada a terceiros para receber fundos. Ao realizar transações, usuários devem apenas informar o endereço destinatário, pois o endereço remetente e sua respectiva chave privada já estão salvos no dispositivo do usuário.

 Existem diferentes modalidades e tipos de carteira de bitcoin e são divididas por grupos:

  • Carteira física: Como diz o nome, utiliza algum tipo de armazenamento físico das chaves privadas.
  • Carteira de hardware: Utiliza dispositivo eletrônico para o armazenamento das chaves criptográficas, mas ainda conta com ferramentas físicas.
  • Software de carteira: Em forma de aplicativo para computador, smartphone ou tablet.
  • Serviço de carteira: Serviço online para armazenamento das chaves para clientes.
  • Carteira offline: Qualquer tipo de carteira que nunca se conecta à internet.

Como posso investir em Bitcoins?

bitcoinAgora que você está mais familiarizado com o tema, vamos apresentar um passo a passo para investir na moeda virtual.

  • Você precisa criar uma carteira em uma corretora que lide com bitcoins, são chamadas de Exchange.
  • A partir daí a corretora vai criar e lhe enviar um endereço e um QR code. É como se você recebesse as informações sobre agência e conta de seu banco. Será por meio destas informações que você estará apto a realizar transações.
  • Fique atento para os tutoriais de segurança que vão ser indicados pela corretora. É fundamental seguir o protocolo para ter mais segurança.
  • Para obter bitcoins você precisa adicionar uma quantia de dinheiro à sua corretora. Você pode transferir um valor em reais para a corretora.
  • Uma vez com créditos em conta, você pode trocar por bitcoins. Como o valor cambial do bitcoin atual gira em torno de 3 mil dólares, não pense que você deva ter este valor para adquirir 1 BTC. Pois a moeda virtual possui até nove casas decimais. Portanto você pode realizar transações com valores menores como R$100, por exemplo.
  • Acompanhe e fique atento à cotação. Ela é muito volátil e lida com grandes variações em períodos curtos. Portanto, fique ligado para saber a melhor hora de comprar ou vender.
  • A qualquer momento você pode converter seus valores em bitcoins para reais ou dólares e realizar o saque. Um fato legal sobre isso é realizar transferências internacionais de maneira mais rápida e com taxas menores aos bancos convencionais.

bitcoin

  • As transferências ou pagamentos são quase instantâneos. Geralmente dura em torno de dez minutos para concluir o processo.
  • Fique atento aos impostos. A Receita Federal incluiu moedas virtuais na declaração do IR. Caso o usuário movimente mais de R$ 35 mil mensalmente, será cobrado uma alíquota de 15%.

 

Você sabia?

Em abril deste ano, um sequestrador exigiu a recompensa em moedas virtuais. Isso mesmo! O fato ocorreu em Florianópolis e o criminoso negociou o resgate em valores altos das criptomoedas Zcash e Monero. Estas não são tão populares quanto o Bitcoin, mas já é um termômetro para mostrar o aumento da presença destas moedas nas sociedades.

Particularidades

Diferentes das moedas que conhecemos, o Bitcoin ganha destaque por contar com propriedades tecnológicas e neutralidade que ocorre em sua rede, pois nenhum administrador ou programador pode controlar a emissão. Ou seja, não é possível haver inflação e deflação de bitcoins devido a sua natureza descentralizada e a independência. O que a deixa livre de intervenções de instituições bancárias ou interferências geopolíticas. Diferentemente do sistema regido por Bancos Centrais, o blockchain rege um conjunto de regras que norteiam a rede Bitcoin e são determinadas por meio de um código aberto que é valido apenas se pelo menos 51% dos usuários, possuidores de carteiras bitcoin, aceitarem as regras. Outra característica é que estas regras podem ser mudadas, igualmente por meio de consenso. Como dissemos anteriormente, portanto, a emissão de novas moedas não pode ser manipulada com objetivo de alterar o poder de compra dos usuários da rede. Apesar disso, fortes movimentos de especulação sobre oferta e demanda podem gerar oscilação de valor em mercados cambiais. As transações guiadas por moedas digitais não possuem intermediário e, por isso, não há possibilidade de estornos.

A fama popular  das moedas digitais começou de uma maneira bem negativa, com associação a transações ilegais, como tráfico de drogas e de armas. A legalidade das moedas virtuais é uma pauta que está sendo discutida no mundo. No Japão, elas foram legalizadas de maneira oficial em abril deste ano. Na terra do sol nascente, as moedas virtuais vendo sendo utilizadas por comerciantes e recebem forte lobby positivo de redes varejistas. Isso ocorre porque os japoneses já têm usado moedas virtuais como forma de pagamento no cotidiano, seja em contas domésticas ou até para bancar o saquê. Segundo fontes do próprio país, mais de 4 mil lojas no Japão já aceitam o bitcoinA expectativa de crescimento é grandiosa e há previsões que arriscam que o número vai passar dos 200 mil ainda este ano. Partindo para outra grande economia mundial, a Rússia estuda a criação de um projeto lei para regulamentar as moedas virtuais até o próximo ano, com objetivo de obter mais controle sobre a corrupção e a lavagem de dinheiro, uma vez que todas as transações digitais podem ser rastreadas e acompanhadas. Em nosso país, ainda não existem normas que regulamentem ou proíbam a utilização de moedas virtuais, mas, como já informamos anteriormente, entrou na pauta da Receita Federal e já faz parte das declarações anuais de imposto de renda dos brasileiros.

O que é Day Trading e como lucrar com ele?

day trade

Neste post, vamos abordar tudo o que você precisa saber sobre day trading. Certamente você já ouviu falar nesta modalidade de investimento, provavelmente até com outros nomes como day trade ou daytrading. Como já frisamos muitas vezes, o aprendizado teórico é um grande aliado para os que desejam obter sucesso e destaque como investidores ou até para os que apenas almejam ter uma carteira com bons negócios e resultados positivos. Portanto, antes de você partir para ação e investir, sugerimos um mergulho mais profundo sobre o tema para saber tudo que precisa saber para, quem sabe se tornar um “day trader”.

day trade Este tipo de atividade de investimentos ganhou forte impulso com o estabelecimento de bolsas de valores como a NASDAQ e, posteriormente, com as plataformas de negociação eletrônica, popularizadas pela internet a partir da década de 1990. Não faz muito tempo, este tipo de investimento não era muito popular e poucas pessoas tinham conhecimento ou dominavam suas estratégias, apesar de muitas terem usado esta fórmula para conquistar fortunas e lucrar com seus resultados de curto prazo. Vamos entender como a seguir. Esse quadro está mudando e não apenas profissionais têm usufruído do day trading. Com grande presença de tecnologia e liberdade para conseguir informações na internet, investidores “comuns” estão utilizando esta estratégia para garantir lucros e alcançar objetivos.

Como funciona o day trade?

Como o próprio nome sugere, significa compra e venda no mesmo dia. Também pode ser a  venda e recompra do mesmo ativo financeiro como ações, derivativos, commodities ou moedas. É uma modalidade aplicada a mercados financeiros, como a bolsa de valores. Trazendo para a prática, o day trading ocorre quando alguém compra e vende uma ação no mesmo dia, na tentativa de ganhar dinheiro com a oscilação de preços em um intervalo de poucas horas ou até minutos. São investidores que tentar se beneficiar dos movimentos diários existentes no mercado de ações para obter lucros no curto prazo e com bastante agilidade. Em outras palavras: se eu compro ações da Apple por R$50 às 10h da manhã e as vendo por R$52, às 16h, realizei uma operação que se caracteriza como day trade.

Em virtude da grande agilidade, é uma das modalidades de investimento com maior potencial de retorno, e se configura com a preferida para de milhões de investidores de sucesso pelo mundo. Apesar disso, é preciso ter certos cuidados. Estamos falando de um tipo de operação altamente especulativa, ou seja, que pode alavancar ganhos acima da média do mercado massa também é caracterizada pelo alto risco e possíveis prejuízos aos que possuem nenhuma ou pouca experiência de mercado. Vamos falar de seus riscos e vantagens mais à frente.

As vantagens do day trading

day tradePodemos dizer que a grande vantagem do day trading é que o investidor não precisa pagar pelas ações que compra, mas apenas pagar ou receber a diferença entre o preço de compra e de venda. Exemplificando: Suponhamos que um investidor tenha comprado R$ 20.000 de ações da Tigre e vendeu algumas horas depois por R$ 23.000. Ele não terá de arcar pelos R$ 20.000 investidos, mas apenas receber a diferença de R$ 3.000 em conta. Assim, é totalmente possível comprar e vender até 10 vezes o seu capital em ações sem pagar a mais. Portanto, basta destinar um percentual do valor que será investido para realizar operações de day trade. Este percentual em particular chamado de margem de garantia.

A margem de garantia se consiste no valor depositado na corretora de ações para que você possa investir no day trading. Como falamos anteriormente, devido às características da modalidade, com R$ 5.000 depositados em garantia você pode operar até R$ 50.000. Geralmente, as boas corretoras do mercado aceitam como garantia CDBs, Títulos Públicos, dinheiro e ações. Isso quer dizer que o capital depositado como margem poderá render duas vezes simultaneamente, tanto no Day-Trade como também rendendo em outra aplicação. Outras vantagens em ser um day trader atendem por dois nomes: Agilidade e a Alavancagem. Vamos a elas:

Agilidade

Permite que o investidor explore oportunidades com intervalos de curta duração. Assim, não há exposição prolongada sobre os diversos riscos do mercado.  Certamente, se você acompanha ou sabe como funciona uma bolsa de valores, você já percebeu a capacidade e poder de velocidade e volatilidade destes mercados. A agilidade presente no day trade permite a exploração de algumas janelas de oportunidade que seriam simplesmente impossíveis de serem alcançadas em operações que duram mais de um dia. A volatilidade, ações que começam o dia em queda e podem terminar “bem, também faz parte do contexto ágil do day trading. Operar nesta modalidade te livra do risco de sofrer com mudanças. Em outras palavras: devido ao fato das operações iniciarem e terminarem no mesmo dia, você nunca vai “virar” o dia estacionado em uma posição, e isso vai fazer com que seja muito menor o risco de ser pego desprevenido por fatos que ocorrem enquanto o mercado está fechado e que podem gerar prejuízos acima do esperado.

Alavancagem

Para simplificar basta dizermos que permite que você invista muitas vezes o capital alocado sem ter de pagar taxas ou tributos sobre esta operação. Ela permite que você opere com valores superiores aos que você tem na conta da sua corretora. Aliás, este capital não precisa ser necessariamente em dinheiro, ele pode estar aplicado em CDBs, títulos públicos, e é claro: em ações. O que isso significa? O dinheiro aplicado pode render em dois lugares diferentes de maneira simultânea: No day trade e em outro investimento, como renda-fixa, por exemplo.

Ferramentas para day trade

Análise Técnica de Ações

day trade

É a ferramenta mais poderosa e utilizada para identificar oportunidades de ganho em operações de curta duração. Ela se baseia na lei da oferta e procura, um dos principais fatores responsáveis pela variação de preço das ações na Bolsa de Valores. Portanto, a análise busca identificar a tendência mais forte: o dos compradores ou vendedores. Para isso, utiliza-se o gráfico de preço das ações para identificar padrões que indiquem quem está mais forte nessa gangorra. Se ela indicar que a demanda está forte e a oferta fraca pode configurar uma grande oportunidade para comprar e ganhar com a alta, enquanto no cenário contrário pode ser que seja a hora ideal de se vender.

Stop Loss

day tradeA Análise Técnica indica um possível cenário para os preços: alta ou baixa. Porém, os mercados não são certeiros e nunca será possível ter total certeza das predições e, por isso, é necessário ter uma saída ou o famosos “plano b” no caso do mercado tender contra as previsões esperadas. Este “Plano B” é chamado o Stop Loss e represente a ferramenta que limita o prejuízo em um valor máximo, no caso do pior cenário se concretizar. Em outras palavras, é a estratégia de saída em operações para investidores administrarem riscos e não serem surpreendidos com altos prejuízos no mercado de ações. Para exemplificar: Se uma ação for adquirida por R$ 10,00 e o Stop Loss ficar posicionado em R$ 9,90, significa que o prejuízo máximo será de R$ 0,10. Com isto em mente, o investidor pode definir a quantidade de ações que irá comprar baseado no risco máximo que está disposto a assumir.

Existem riscos no day trading?

day tradeToda modalidade de investimento lida com riscos, cada uma com seu nível, e até mesmo as mais conservadoras como caderneta de poupança possuem seus contras. Investidores devem estar sempre cientes sobre aonde estão pisando. Dito isto, temos que lembrar que quanto maior o potencial de retorno, maior será o risco. Por isso, recomendamos a captação de muito conhecimento teórico, com os conteúdos do Mago do Mercado, para que tenha sempre um leque de possibilidades e segurança para tomar as decisões mais acertadas.

Os mitos sobre day trading

  1. É muito difícil e para poucos – É uma verdade aplicada aos que não querem se dedicar e se preparar adequadamente para investir no mercado.
  2. O lucro vai todo para a corretora e não vale a pena  – Não é verdade. Muitas pessoas não alcançam o lucro desejado por puro despreparo e decisões equivocadas. Todo investimento envolve riscos e o day trade não é diferente, mas gera lucros, sim!
  3. É extremamente arriscado – Sempre há risco! Porém, com estudo e dedicação é possível contabilizar mais acertos do que erros. Também precisamos lembrar de sempre usar o Stop Loss,. Com isso, o investimento em day trading não será necessariamente mais arriscado do que outros.
  4. É muito estressante – De fato, os investidores que lidam day trade passam horas conectados e atento aos movimentos do mercado, mas os experientes identificam as melhores oportunidades logo no início do pregão. Portanto, com uma estratégia adequada e uma metodologia é possível ser um trader sem sucumbir ao estresse.
  5. Só dá para ganhar na alta – Muitas pessoas s enganam e pensam que só é possível realizar a operação de compra seguida da venda. Mas perfeitamente possível começar a operação na face vendedora com objetivo de ganhar na baixa.
  6. Não é um bom momento para operar day trade – Com o day trade sempre é um bom investir. Pois, na Bolsa de Valores, as incertezas são os frutos das grandes oportunidades. Com a volatilidade aumentada, surgem sempre novas oportunidades.
  7. É indicado apenas para quem fica o dia inteiro na frente do computador – Hoje em dia é fácil aproximar as operações de day trade à rotina. É possível ser comunicado em tempo real pelo celular sobre as melhores oportunidades e por ele mesmo é possível realizar suas operações.

Posso me tornar um day trader?

day trade Sim, mas com algumas condições! Qualquer pessoa pode realizar operações de day trade desde que tenha acesso ao Home Broker. Mas o que é Home Broker? Uma ferramenta inteligente que permite que que investidores possam comprar e vender ações por meio de computador ou celular de maneira rápida, simples e de baixo custo. Assim, as pessoas podem realizar investimentos na bolsa de valores com agilidade, enviando online ordens de compra e venda de ações de maneira instantânea. Portanto, é a ferramenta fundamental para investidores, ou seja, a ligação entre eles e a Bolsa de Valores. Para ter acesso e começar a utilizar é necessário abrir uma conta em uma corretora de ações.

Investidores que pretendem realizar operações mais sofisticadas, além de utilizar gráficos avançados, acessam sistemas desktop de negociação, popularmente conhecidos também como robôs. Este é , sem dúvida, uma alternativa mais avançada do que o Home Broke   porque se tratam de plataformas profissionais que somam alto desempenho, baixa latência e as diferenciais funções de gerenciamento de risco. Com estes sistemas, investidores alcançam maior facilidade para controlar riscos operacionais com agilidade, automatização de algoritmos e gerenciamento de carteiras em tempo real. Como não podia ser diferente, corretoras cobram taxas e mensalidades para o acesso a estes sistemas, diferentemente do Home Broker, que pode ser acessado sem adicionais.

Quer saber o que um trader geralmente faz em seu dia a dia?

Antes da abertura do pregão, o investidor deve:day trade

  • Ler  e acompanhar as notícias mais recentes
  •  Conferir a agenda de eventos do dia como payroll, livro bege, , PIB, desemprego e dados sobre a  inflação.
  • Acessar os gráficos e plataforma com as análises
  • Definir que negócios e ações vai operar ou acompanhar durante o dia
  • Ficar constantemente atento aos gráficos  e ligado em salas virtuais com outros operadores.

Como funciona a tributação sobre day trade?

Investidores somente precisam pagar imposto sobre as operações de day trade se obtiverem lucros e se não acumularem prejuízos passados a serem compensados. Para realizar este cálculo e saber o valor devido, basta ver qual foi o lucro líquido auferido durante o mês anterior de operações. Será necessário  pagar um total de 20% do lucro líquido à título de impostos de ganho de capital. Também é necessário lembrar do desconto de corretagem. Para exemplificar: Se um investidor acumulou R$ 100.000 em operações day trade ao longo do último mês, será necessário arcar com R$ 20.000 em impostos. Esta cobrança é realizada por meio de uma DARF, documento da receita federal gerado em forma de boleto e de fácil acesso e pagamento. Porém, fique despreocupado porque hoje em dia as corretoras fazem o todo o cálculo automático e encaminham os descontos do Imposto de renda.

Você conhece o Investidor Anjo?

Investimento Anjo

No mundo dos investimentos há muitas possibilidades e variações para aplicar o capital e criar uma relação positiva com ações, empresas e organizações a fim de produzir lucro. Por isso, sempre frisamos a importância do estudo constante e aprimoramento pessoal no sentido de sempre estar capacitado para traçar as melhores estratégias e escolhas. Neste post, vamos falar sobre o famoso investidor anjo.

investidor anjoSe você nunca ouviu falar sobre esta modalidade de atuação no mercado financeiro, vamos abordar o tema de maneira detalhada. Como grande aperitivo, podemos ressaltar que os investidores anjos foram decisivos para o sucesso de empresas do quilate do Google, Facebook e Apple. A última é “apenas” a maior empresa do mundo em valor de mercado, segundo noticiou a Reuters, em maio deste ano. Criada pelos famosos fundadores Steve Jobs e Steve Wozniak, a Apple teve como investidor anjo Mike Markkula. Você já pode ter noção do peso desses investimentos, certo? Não apenas em resultados financeiros, mas também para criação de produtos e mecanismos que revolucionaram nossa sociedade. Assim, não são apenas os investidores e empreendedores que ganham com esta modalidade de investimento, mas a economia de maneira geral. Isso ocorre porque, ao impulsionar estas startups inovadoras de grande potencial, observamos o surgimento de mais empregos qualificados e o crescimento do país.

O que é Startup?

Primeiramente, para compreender onde os investidores anjo estão “pisando” é preciso saber de fato o que são as Startups. Se tratam de empresas que buscam inovação, independentemente de área ou ramo de atividade, procurando desenvolver um modelo de negócio que possa atingir um grande número de clientes e gerar lucros em pouco tempo, sem haver um aumento significativo dos custos. O nome startup (Start Up) começou a se popularizar nos anos 1990, na época da primeira grande bolha da internet.

investidor anjo

Empreendedores com ideias inovadoras e promissoras, muitas ligadas à tecnologia, conseguiram financiamento para estes projetos, que se mostraram extremamente lucrativos e sustentáveis. Muitas startups estão vinculadas a alguma incubadora de empresas, que são projetos com objetivo de abrigar estas empresas inovadoras e fornecer um ambiente estável para o desenvolvimento da empresa, com  assessoria empresarial, contabilística, financeira e jurídica.

O Investimento Anjo

É o tipo de investimento realizado por pessoas físicas, os chamados investidores anjos, dos quais falaremos mais adiante, e são destinados às empresas em processo de nascimento e que representem um potencial e provável índice de crescimento. São as chamadas startups, explicadas no parágrafo anterior. Este tipo de investimento tem seu funcionamento baseado em uma sociedade entre investidores e empreendedores, que são os membros da empresa/startup. Essa parceria geralmente surge com a expectativa de terminar em algum momento, e a decisão de romper está sempre atrelada ao surgimento de uma boa oportunidade do investidor resgatar seus recursos, o que pode vir a ocorrer por meio da venda de sua participação ou pela simples saída e desistência no caso do negócio não se tornar bem-sucedido. Por isso, investidores experientes procuram determinar, de maneira antecipada, as condições para uma possível dissolução da sociedade, evitando problemas posteriores e desgastes mercadológicos.

investidor anjo

Em média, o investimento anjo é feito por um grupo de 2 a 10 investidores. Este grupo de profissionais pode ser oriundo de diversas áreas, e cada investidor chega a destinar de R$ 50 mil a R$ 200 mil. Isso ocorre com intuito de diluir os riscos, uma prática comum no mundo dos investimentos, e também dividir e organizar a dedicação de cada investidor no negócio. Geralmente, são definidos 1 ou 2 como investidores líderes para cada negócio, para agilizar o processo como um todo. O investimento total por startup atinge em média entre R$ 200 mil a R$ 500 mil, podendo chegar até R$ 1 milhão em projeto mais excepcionais. O investidor líder normalmente é compensado pela dedicação adicional com um percentual extra sobre os resultados. Ainda há a possibilidade da captação de recursos de terceiros: denominado “gestão de recursos”. Estas injeções de capital são efetivadas por fundos de investimento e organizações similares, sendo uma importante modalidade e complementar ao investimento anjo, normalmente aplicado em um segundo momento das empresas.

Falando em termos de mercado: Qualquer setor pode receber os investimentos-anjo. Apesar da área tecnológica ter se desenvolvido mais, e portanto, ser a que mais agrega e conta com investimentos-anjo, há outros setores igualmente relevantes e que também recebem aportes com grande potencial para desenvolvimento. Para exemplificar: Podemos citar a FedEx, (lembra do filme “Náufrago”, com Tom Hanks?) empresa mundialmente famosa no setor de transporte expresso que recebeu investimento-anjo em sua fase inicial. No Brasil, também há espaços para este tipo de investimento, como a biotecnologia aplicada à agricultura, mas falaremos disso mais adiante.

Origem e Conceito

investidor anjo

O termo investidor anjo tem origem norte americana e surgiu baseado nos investimentos realizados no início do século XX para bancar as peças e espetáculos teatrais da Broadway. Chamado de Angel Investor ou Business Angel, assumia os riscos da empreitada e recebia participação nos retornos financeiros oriundos dos espetáculos. Em outras palavras, trata-se de um grande apoio em termos gerais.

De onde surgiu o termo “anjo”? Por estar muito atrelado a figura de “anjo da guarda”, uma vez que não se trata de um investimento apenas financeiro. Há um “cuidado a mais” na relação. Os investidores anjos costumam agregar uma série de valores ao empreendedor, indo muito além do desembolso de capital. Geralmente, essa relação proporciona com que o investidor anjo aplique ou divida conhecimentos e experiências de mercado e ainda apresente sua rede de relacionamentos e contatos do meio ou de outros setores interessantes para as empresas. Em muitos casos, o investidor anjo é um profissional bastante experiente ou até um ex-empreendedor, e que, portanto, já passou por estas etapas e sabe como aplicar dinheiro com empreendedorismo. Outra curiosidade é que este tipo de investimento também é conhecido como smart-money, pois é um investimento que agrega inteligência e experiência e entra na pauta dos melhores investimentos que um agente do mercado pode buscar.

A figura do Investidor Anjo

investidor anjo

Se você um dia deseja se tornar um investidor anjo ou atrair e realizar negócios com um, é preciso saber como ele se caracteriza. Primeiro, você deve saber que o objetivo do investidor anjo é se envolver e aplicar seus recursos em negócios com alto potencial de retorno financeiro, possuindo participação minoritária no negócio. Este tipo de investimento, como já foi dito anteriormente, não garante necessariamente ao investidor uma posição executiva na empresa. Apesar disso, ele vai atuar em uma posição como uma espécie de mentor ou conselheiro do empreendedor. Nesse sentido, toda essa experiência do investidor poderá em muitos episódios superar o valor do capital investido pelo próprio. Pois, este valor agregado pela figura experiente poderá mostrar caminhos a fim de evitar erros cometidos ou conhecidos por ele anteriormente. Com isso, é possível poupar quantidades significativas de tempo e capital. Além disso, as recomendações e dicas dos investidores anjos costumam ser de altíssimo valor e credibilidade, atraindo e facilitando a obtenção de novos parceiros e até outros investidores para o negócio crescente.

Ao contrário do que muitos possam imaginar o investidor anjo, em média, não é um grande bilionário e detentor de pesadas fortunas. Isso ocorre porque o investimento anjo seria algo “pequeno” para estes grandes ícones do mercado. Em outras palavras, não quer dizer que seja algo ruim, mas apenas não é a “praia” dos megainvestidores.  Apesar disso, este tipo de investimento não se caracteriza de maneira alguma como uma atividade filantrópica e/ou com fins puramente sociais.

Geralmente, o investidor anjo é um empresário com viés empreendedor, ou executivo que já percorreu uma carreira de sucesso e conseguiu acumular recursos suficientes para destinar uma parcela, que gira em torno de 5% a 10% do seu patrimônio, para investir nas startups. Além disso, também encontra nessas parcerias uma maneira de aplicar sua experiência apoiando a empresa durante a sociedade e aumentando as chances de sucesso do negócio.

Brasil x Exterior

Como já era esperado, o Brasil ainda tem uma visão atrasada e impõe dificuldades para o desenvolvimento e crescimento da prática. Entre estas barreiras estão a falta de proteção e estímulo para investidores anjos, devido a falta de regulamentação em função das singularidades das startups em termos de questões jurídicas. Isso acarreta em um risco potencial adicional, pois além arcar com a perda do investimento, os investidores podem  ter de arcar com outros passivos da empresa, mesmo não tendo envolvimento direto na administração, que por lei prevê que a responsabilidade deve ser limitada ao seu capital social.

Já fora do Brasil o cenário é diferente. Em alguns países existem políticas de incentivo fiscal para investidores anjos. Nesses locais, os governantes entendem que quanto mais investimentos são feitos, maior será a geração de empregos e tributos futuramente. Uma visão muito mais inteligente e de acordo com o nosso tempo, certo?

Silicon Valley – Vale do Silício

Você certamente já ouviu falar do Vale do Silício, ou Silicon Valley, situado na Califórnia, Estados Unidos. Se nunca ouviu falar, tudo bem! Vamos te situar: Trata-se de um polo tecnológico que reúne empresas com objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas. É, sem dúvida, o epicentro mundial das startups inovadoras. Empresas consagradas têm sedes no Vale do Silício, entre elas estão Pixar, NetFlix, Google e Apple. Mesmo que não tenham sido fundadas no local, vale a pena estar por perto. Existe, alguns “ingredientes” concentrados  nesta área que tornam este lugar único e tão interessante para investimentos e fomento à inovação:

investidor anjo

  • Aqui estão, ou para cá virão, as pessoas mais interessadas em empreendedorismo de todo o mundo; seja você um investidor ou um visionário.
  • Incontáveis investidores que querem fazer parte deste ciclo inovador e estão ávidos para embarcar em novos negócios e promissoras empresas.
  • Profissionais, de diversas áreas e formações, altamente qualificadas querendo embarcar em negócios inovadores como funcionários, formando uma equipe bem preparada.

Essa junção de fatores só pode ser positiva. Pense bem: Empreendedores de altíssimo nível formando equipes altamente qualificadas e com investidores “fortes” e interessados, a probabilidade do negócio dar certo é exponencialmente aumentada. Porém, nem tudo são flores no Vale. Apesar de ser um ambiente extremamente colaborativo, é também um local muito competitivo, pois as barreiras à entrada são muito pequenas. Assim, conquistar destaque e sucesso dentre tanta gente qualificada e estruturada é um enorme desafio.

São Pedro Valley

Como consequência do desenvolvimento tecnológico nas últimas décadas em nosso país, observamos a aparição e o crescimento dos investimentos anjos no Brasil. Por aqui, mais precisamente na cidade de Belo Horizonte, surge o polo para empreendedores das startups nacionais no bairro São Pedro. Apelidado de São Pedro Valley, uma brincadeira com menção ao famoso Vale do Silício, o local abriga atualmente 63 startups que formam nosso vale de inovação. Nele, o grande objetivo é trocar experiências e conhecimento, não sendo apenas uma maneira para captar recursos.

A boa notícia é que da mesma maneira que o Vale do Silício, o San Pedro Valley também vai poder contar com apoio governamental. O governo do Estado de Minas Gerais vai ajudar as startups locais por meio um programa chamado Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED). Com ele, as empresas vão poder contar com apoio financeiro e mentores para impulsionar os negócios.

Alguns números comparativos:

Em 2013, segundo pesquisas, havia cerca de 6.500 anjos investindo R$ 2,6 bilhões no Brasil. Enquanto isso nos Estados Unidos: somavam-se 298.800 anjos investindo U$ 24,8 bilhões, de acordo com a UNH Center for Venture Research. Entre outras razões, este abismo entre os números se dá pelo baixo desenvolvimento da cultura empreendedora no Brasil. Que por sua vez, fica engessada pelo alto custo imposto pela nossa elevada taxa básica de juros. Com isso, para que possamos alcançar estes patamares de investimento anjo, será necessário a criação de políticas públicas e outros estímulos para desenvolver a cultura e a educação empreendedora no Brasil.

A nova Lei de Investimento Anjo

investidor anjoA Lei Complementar 155/2016, em vigor desde o início de 2017, estabelece algumas regras de funcionamento do investimento anjo para as microempresas ou empresas de pequeno porte no Brasil. Com a finalidade de incentivar as atividades de inovação e os investimentos produtivos, a nova lei pode ser um facilitador para empresários que buscam recursos no desenvolvimento de uma startup. A nova lei pode gerar benefícios para o empreendedor e o investidor. A principal novidade é a distinção entre investimento anjo e participação societária, ou seja,  o investidor anjo não vem a ser sócio da empresa. Este detalhe representa importante garantia para investidores, que com a lei, não ficam responsáveis por obrigações da empresa. Por exemplo: o investidor não pode arcar com uma dívida trabalhista ou fiscal da startup. Assim, a Lei Complementar 155/2016 contribui para a relação entre empreendedor e investidor anjo. A startup conquista proteção contra interferências externas e, ao mesmo tempo, torna-se um local mais seguro para investimentos.

O que atrai um investidor anjo?

Geralmente, o momento em que o investidor anjo entra em um negócio é na fase em que a startup já tem algo definido, ou seja, ela deixa de ser uma “ideia” e passa a ser um protótipo já estabelecido. Assim sendo, o investidor anjo é o agente responsável por acompanhar o processo de concretização do negócio aliado à viabilização ao mercado. Conforme o negócio siga e vá se desenvolvendo, será necessário a captação de mais recursos e, portanto, a procura por mais investidores. Como já citamos, na fase de gestão de recursos podem surgir os chamados fundos “semente” (seed), que são aqueles que investem nessas empresas junto com o investidor anjo.

Na hora de buscar e conquistar um investidor há quatro quesitos fundamentais para que um negócio atraia a atenção do investidor:

investidor anjo

  • Inovação – É justamente a diferenciação que vai gerar um potencial de crescimento ao negócio. Nesse caso, inovação significa fazer algo diferente ou de uma forma diferente, mas não necessariamente a criação de algo novo.
  • Escalabilidade – Para resumir: é o potencial que o negócio tem para crescer independentemente de investimentos e uma equipe especializada.
  • Mercado amplo – Um mercado muito pequeno ou limitado consequentemente irá limitar potencial crescimento ou ganho futuro.
  • Empreendedor engajado – Atributo importantíssimo para o negócio dar certo. Lidar com um empreendedor que seja capaz de transformar sua ideia em realidade é mais valorizado pelo mercado do que um uma ideia sensacional sem um plano de implementação, ou seja, que não consiga ser colocada em prática.

O empreendedor deve estudar e procurar compreender de que maneira o investimento anjo poderá ajudar no seu crescimento. Além disso, também deve realizar uma preparação própria a fim de atender aos requisitos que serão feitos pelo investidor. Ele deve apresentar uma degustação/protótipo ou prova de conceito do serviço principal com a finalidade de mostrar ao investidor que há mercado potencial para aplicação do produto. Para seduzir o potencial investidor, o empreendedor poderá realizar uma apresentação do modelo de negócio, exemplificando como o produto ou serviço vai se comportar ou atender o mercado, e também questões como receita, faturamento e o investimento que será necessário. O investidor anjo pode até ser alguém do círculo do empreendedor. Há outras maneiras de acha-los, como encaminhar o projeto para as redes de investidores anjos. Ainda é possível participar de eventos e concursos para apresentação do modelo de negócio da empresa, com maior visibilidade e expectativa de atrair um investidor.