Investir no CDB para diversificar: Uma boa ideia?

Investir no CDB para diversificar: Uma boa ideia?
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Investir em CDB é uma boa opção para diversificação?

Vale a pena incluir o CDB em sua carteira de investimentos? Bom, tudo depende do seu perfil e do quanto você vai investir.

CDB

Antes, porém, vamos entender melhor o que é CDB? CDB é Certificado de Depósito Bancário, um título emitido por uma instituição financeira com prazo estipulado para resgate com juros. Em outras palavras, o CDB é uma forma de uma instituição financeira tomar empréstimo junto ao investidor, em troca de uma remuneração sobre o valor tomado.

O prazo é estipulado pelo banco e pode ser pré-fixado ou indexado. O destino do capital investido é ser transformado pelo banco em crédito a terceiros, a quem o banco cobra um juro maior, que representará o seu lucro.

O CDB é garantido em até R$ 250 mil pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Quanto à tributação, é cobrado IOF em operações de menos de 30 dias. Além disso, é cobrado Imposto de Renda sobre o rendimento, sendo que a cobrança é progressiva, da seguinte forma:

– resgate em até 180 dias – 22,5%

– resgate entre 181 e 360 dias – 20%

– resgate entre 361 e 720 dias – 17,5%

– resgate em 721 dias ou mais – 15%

Parece evidente que o melhor investimento em CDB é aquele de longo prazo, o que implica maior rentabilidade e menor incidência de impostos, aumentando o seu lucro na operação.

Caso você precise ter o resgate do investimento à disposição, pode optar pelo CDB escalonado, também chamado de progressivo, em que a liquidez é diária, mas, obviamente, você terá um ganho reduzido devido ao IR progressivo.

Por que diversificar a carteira de investimentos?

Quando falamos em diversificar a carteira de investimentos, imaginamos que você tenha um perfil moderado, que aceite o risco como parte da oportunidade, mas, ao mesmo tempo, entenda ser necessário investir na segurança do seu dinheiro.

É comum que investidores combinem investimentos em renda variável com investimentos em renda fixa, que são aqueles que oferecem o menor risco.

É bem verdade que com a queda progressiva da taxa Selic, atualmente na casa dos 6%, além da inflação controlada, os investimentos em renda fixa perderam muito de sua atratividade. A expectativa de rendimentos para 2019 não supera, nos melhores quadros, os 9%, mesmo assim, sem contar o Imposto de Renda sobre os rendimentos.

Diante disso, muitos investidores decidiram migrar para a Bolsa de Valores. Se diversificar a carteira de investimentos é uma das boas práticas desde sempre, no cenário atual se torna ainda mais recomendada. Você pode correr para as ótimas oportunidades da Bolsa, buscando altos ganhos, e reter parte de suas reservas para investir em renda fixa, de modo a compensar eventuais perdas.

Quanto rende o CDB?

Para analisar se o CDB é uma boa opção para diversificar sua carteira, é preciso que tenhamos uma ideia de qual o rendimento a ser obtido.

A base para o cálculo dos rendimentos do CDB é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é a taxa referencial de juros para operações de crédito entre instituições financeiras. Em outras palavras, é o preço de uma operação de crédito entre um banco e outro.

Sendo assim, a maior rentabilidade sobre o CDB é aquela que supera a taxa CDI. Por essa razão, é preciso que você pesquise para saber quais são os bancos que oferecem a melhor taxa. Há uma grande diferença entre as ofertas dos diversos bancos que operam no mercado, podendo a taxa ir de menos de 100% do CDI a 118%. As taxas tendem a ser mais elevadas, quanto mais extenso for o prazo para resgate.

 

Vale a pena diversificar a carteira com CDB?

A questão é que o CDI vem esbarrando no patamar dos 5,9% a.a. As taxas pagas pelos bancos no CDB, como já vimos, flutua em torno dos 6% a.a. Vale lembrar, ainda, que o CDB tem a incidência do Imposto de Renda. Sendo assim, o rendimento médio para um resgate em menos de 180 dias seria na casa de 4,65%.

Em outras palavras, não é o melhor investimento para o curto prazo. Talvez, para quem quer proteger uma fatia do capital no longo prazo, seja um investimento recomendável. Lembrando que estamos falando de juros compostos. Mesmo para o longo prazo, no entanto, para quem quer um investimento de baixo risco, as LCI e LCA, que também se referenciam no CDI, mas são investimentos isentos de IR, oferecem um maior rendimento.

Então, se o objetivo é diversificar a carteira com um investimento de longo prazo e baixo risco, prefira as LCI e LCA. Caso seja para resgate no curto prazo, ainda assim esses papéis são isentos do IR, o que os torna mais vantajosos que o CDB. Além disso, esse investimento será revertido em crédito aos setores agrícola (LCA) e imobiliário (LCI), que são essenciais para a economia do país.

Há uma condição em que o CDB pode ser mais vantajoso, que é a compra do certificado com preço de resgate pré-fixado. Nesse caso, depende da remuneração que o banco vai oferecer.

A dica é comparar com as projeções de rendimento de LCI e LCA para o mesmo prazo. É bem provável, no entanto, que o banco só ofereça uma remuneração mais agressiva no caso de você investir uma quantia expressiva.

 

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