O que é a Cosmos (ATOM)?

As primeiras criptomoedas que vem a mente quando falamos nesse mercado, com certeza, são a Bitcoin ou, no máximo, a Ethereum. Entretanto, há um criptomoeda ainda relativamente pouco conhecida que tem o potencial de finalmente trazer a adoção em massa de criptomoedas e sua integração ao dia a dia mesmo do homem comum. Essa moeda é a Cosmos, ou ATOM para os mais íntimos. Vamos ver agora como essa criptomoeda funciona.

 

Cosmos (ATOM): O que é, como funciona essa blockchain e sua criptomoeda?

 

A Cosmos é uma plataforma blockchain criada pela empresa californiana de software Tendermint Inc.. A tendermint foi fundada em janeiro de 2014 pelo cientista da computação da Universidade de Cornell Jae Kwon. Em 2017, Jae Kwon, junto com outros desenvolvedores, lançou o Whitepaper da Cosmos, o documento oficial que explica toda a estrutura e detalhes de funcionamento da plataforma de modo mais técnico e rigoroso.

Cosmos ATOM
Jae Kwon, fundador da Tendermint e do projeto Cosmos

Em 2017, a Tendermint, através de uma fundação especialmente criada para isso, fez um ICO para a Cosmos, que arrecadou mais de 17 milhões de dólares. O projeto então se iniciou e sua Mainnet foi lançada em março de 2019.

Basicamente, a Cosmos pode ser imaginada como uma coleção de outras blockchains, que permite a interoperabilidade entre essas blockchains a partir de um ponto único de conexão, uma espécie de Hub ao qual as outras blockchains se conectam, permitindo uma maior eficiência nessa operação do que o método mais comum atualmente, de construir pontes entre duas blockchains específicas (Da qual a binance Smart Chain é um exemplo.), o que além de ser trabalhoso é altamente ineficiente, já que dezenas, ou talvez centenas, de pontes precisariam ser desenvolvidas para que um grande número de blockchains pudesse adquirir interoperabilidade.

Cosmos Blockchain
Você pode imaginar a Cosmos como um ponto único de contato entre outras blockchains

Nesse ecossistema, a moeda nativa da Cosmos, a ATOM, é utilizada para todo o processo de governança da plataforma, através do seu staking pelos detentores da ATOM na Cosmos. Além disso, a ATOM também é utilizada para pagar as taxas nas conversões e operações cruzadas entre diferentes blockchains.

A Cosmos tem um mecanismo de consenso próprio, o Tendermint, que torna a rede rápida e segura, permitindo um total de 10.000 transações por segundo e possibilitando que a blockchain continue operando seguramente ainda que um terço dos nodes estejam comprometidos, sejam por estarem offline ou por estarem tentando fraudar a rede. Além disso, o tendermint permite – através de ferramentas nativas como o Cosmos SDK – a criação e integração de novas blockchains a Cosmos de modo extremamente simples, reduzindo em possivelmente anos o tempo de desenvolvimento necessário.

O Grande ponto contra, entretanto, é que o limite máximo de validadores na rede, atualmente, é de 125, o que é relativamente pouco em termos de descentralização.

Para permitir a interoperabilidade completa das blockchains, a cosmos criou o protocolo IBC (Inter blockchain communication), por meio do qual é possível a interação e troca de criptomoedas de diferentes blockchains sem que seja preciso uma corretora de criptomoedas como intermediário, já que a própria blockchain da cosmos faz isso, de modo totalmente descentralizado e sem precisar de dinheiro fiat em nenhum momento.

Atualmente mais de 30 blockchains já se conectam a Cosmos, e a rede permite tanto blockchains baseada em proof-of-work quanto proof-of-stake. Para se conectar a Cosmos, uma blockchain precisa de uma peg zone, uma espécie de zona de encaixe, entre essa blockchain e a Cosmos. Assim um usuário dessa blockchain – digamos, um usuário de BTC – deve enviar bitcoins para um endereço na blockchain do bitcoin que esteja nessa zona e, uma vez que isso ocorra, o sistema automaticamente reconhece e cria tokens de BTC na rede Cosmos sob o poder do usuário, que agora pode trocar livremente esse BTC com outras criptomoedas e fazer outros tipos de operação inter-blockchains.

 

Vale a pena comprar a criptomoeda da Cosmos (ATOM)? Qual seu preço?

 

Naturalmente, ao conhecer um projeto com tanto potencial como a Cosmos, surge o interesse em fazer parte dele como investidor, vislumbrando o potencial retorno. A Cosmos tem apresentado um bom retorno em 2021, saindo de R$29 em janeiro até um pico de R$148 em abril, entretanto, isso não é tão impressionante quanto a performance de outras criptomoedas alternativas, como a Vechain, Enjin Coin, XRP e outras.

Cosmos criptomoeda valor

Assim, se você pretende investir em ATOM é necessário que pense nos fundamentos do projeto e esteja preparado para o longo prazo. Embora existam oportunidades de trade no curto prazo, especialmente com a chegada da Altcoin Season, projetos revolucionários como a Cosmos sempre acabam dando os melhores retornos a longo prazo. Além disso, como dito, se o seu interesse é apenas obter ganhos de curto prazo existem outras criptomoedas mais aquecidas no momento

Mais um motivo para pensar no longo prazo em relação a Cosmos é que os tokens ATOM em staking na plataforma possuem um período de 21 dias para serem liberados. Isso significa que, se você quiser deixar seu ATOM em staking na rede para receber uma boa renda passiva, dificilmente conseguirá aproveitar as variações de preço a curto prazo, já que em 21 dias o preço provavelmente terá mudado completamente.

Existem também alguns pontos a se considerar ainda que você tenha um foco de mais longo prazo em relação a Cosmos. Um deles é que, com a Tendermint, SDK e outras ferramentas criadas pelo time da Cosmos é possível criar inclusive novas blockchains que atuem, elas mesmas, como intermediárias ou HUB’s, na rede Cosmos, o que acabaria por tirar um pouco do valor da Rede original e consequentemente do token ATOM. Outro ponto é que há uma inflação programada na rede que varia de 7 a 20% ao ano, o que pode não ser um problema caso a Cosmos cresça rápido, mas, caso seu crescimento seja mais lento, esse percentual de aumento na oferta de ATOM pode realmente comer grande parte dos ganhos que seriam obtidos.

Felizmente, o novo CEO da ATOM e o atual time de desenvolvimento tem pensado em soluções para evitar que a Cosmos acabe sendo apagada por uma blockchain que ela própria tenha ajudado a criar. A ideia é criar outras formas de utilização de ATOM que criem maior demanda por essa criptomoeda, o que vem sendo feito principalmente por meio do desenvolvimento da Gravity DEX – uma corretora descentralizada da Cosmos semelhante a Uniswap na Ethereum – e outras funcionalidades inovadoras como a gravity bridge e derivativos de Staking.

Se a Cosmos vai vingar ou não, apenas o tempo dirá, mas certamente é um dos projetos mais inovadores e que vale a pena ficar de olho, já que ele ataca justamente um dos grandes gargalos do mercado de criptomoedas atual, a complexidade e burocracia tanto para converter uma criptomoeda em outra – o que depende ainda de corretoras centralizadas – como para armazenar em diversas wallets diferentes, já que não há uma única wallet atualmente que suporte satisfatoriamente as TOP 50 criptomoedas.

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