O que é o S&P500?

O que é o S&P500?
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Você já deve ter ouvido falar em empresas como Johnson & Johnson, Walmart, Microsoft, Apple, Exxon Mobil Corp, Procter & Gamble e Visa. Todas elas fazem parte do índice S&P500, o índice da Bolsa de Valores dos Estados Unidos que reúne as 500 maiores empresas em capitalização no mercado de ações no país.

São responsáveis por aproximadamente 80% do dinheiro investido em ações nas Bolsas estadunidenses. O desempenho conjunto dessas empresas é um indicador importante, embora não único, do desempenho da economia local. Foi, aliás, com esse propósito que o S&P500 foi criado, assim como o índice Bovespa, no Brasil.

Existe desde 1957 e foi criado pela Standard & Poor’s, compondo com o Nasdaq e o Dow Jones o mix de principais indicadores de desempenho do mercado de ações dos Estados Unidos, sendo considerado por muitos o mais completo entre eles.

Para que serve o S&P500?

Nada melhor que traçar uma conexão com o mercado nativo para compreendermos o funcionamento e a importância do S&P500.

S&P500

O correspondente do S&P500 no Brasil é o índice Ibovespa. Da mesma forma que o índice estadunidense, o brasileiro reúne as empresas com maior capitalização na Bolsa, que correspondem a mais de 80% do volume negociado.

O propósito do índice é oferecer ao mercado um indicador do desempenho das ações na Bolsa de Valores, servindo como orientação para os investidores. Como o Ibovespa e o S&P500 representam cerca de 80% do volume total de investimentos no mercado de ações, podemos concluir que eles oferecem uma visão bastante satisfatória do desempenho do mercado como um todo.

Como é composto o índice?

Como já foi dito, o S&P500 é formado pelas 500 empresas com maior capitalização na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, que é a principal economia do planeta.

Para que o índice reflita de forma fidedigna o desempenho do mercado de ações, é necessário que haja uma correlação ponderada entre as companhias que compõem o mesmo. Sendo assim, cada empresa tem uma participação proporcional no índice, de acordo com o volume de capitalização de cada uma.

Isso quer dizer que você precisa somar o valor de mercado de todas as empresas que fazem parte do índice para calcular a participação percentual de cada uma na carteira. Razão pela qual o índice precisa ser periodicamente ajustado, já que a posição ocupada por cada companhia não é estática.

Por exemplo, uma ação pode sofrer grande valorização dentro de um determinado período, o que faz com que a sua importância seja ampliada, fenômeno que deve ser transferido para o índice, de forma que ele se mantenha fidedigno. Assim é feito, também, com o Ibovespa.

Outro aspecto importante é que só são relacionadas para fazer parte do S&P500 as empresas chamadas “free float”, que são aquelas disponíveis para serem negociadas ao público.

Outros critérios para que as empresas possam fazer parte da carteira são:

– ter operação nos Estados Unidos;

– estar listada na Bolsa de Nova York, NASDAQ, Investors Exchange ou BATS;

– ter ao menos 50% das ações disponíveis para negociação pública;

– ter um preço mínimo por ação de US$ 1;

– possuir valor mínimo de mercado de US$ 6,1 bilhão;

– ter pelo menos 50% de seus ativos e receitas no país;

– ter obtido resultados positivos em pelo menos quatro trimestres subsequentes.

Qual a diferença para os outros índices?

Os índices são diferentes e possuem finalidades distintas, embora todos tenham como propósito retratar o desempenho das ações na Bolsa de Valores.

A diferença é que a composição dessas carteiras imaginárias obedece a critérios distintos e cada um reflete uma realidade. Um exemplo disso é o Nasdaq Composite, que reúne em sua carteira empresas preferencialmente do setor de tecnologia, cujas ações são negociadas na Nasdaq Stock Market.

No Brasil, por exemplo, temos o índice Small Cap, que reúne as empresas de menor capitalização listadas na B3. Da mesma forma, temos o IDIV, que reúne em sua carteira as empresas que obtiveram os maiores dividend yields nos últimos 8 trimestres.

Há, também, os índices setoriais, que medem o desempenho de determinado setor no mercado de ações. É o caso do IEE (Índice de Energia Elétrica), que mede o desempenho das principais empresas do setor de energia elétrica.

Todos esses índices atendem ao mercado como guias, orientando os investidores para a realização do melhor investimento, de acordo com o perfil de cada um e as oportunidades representadas pelas ações que compõem suas respectivas carteiras.

É possível investir no índice S&P500?

Uma das formas de investir no mercado de ações são os fundos ETF (Exchange Traded Funds). Esses fundos constituem carteiras de ações replicando a composição dos índices de referência.

Sendo assim, é possível investir no índice S&P500. Na verdade, você investe na carteira, que é composta pelo administrador espelhando a formação do índice.

No caso do S&P500, assim como do Ibovespa, o mercado percebe esse tipo de investimento como seguro, uma vez que obedece a alguns bons critérios, sendo o principal deles a diversificação da carteira. O que poderia ser mais seguro do que você ter uma carteira de ações com as empresas de maior capitalização do mercado?

Trata-se de um bom investimento em value invest. Para quem pretende ganhar no longo prazo, a valorização sobre o capital foi de 178,30% nos últimos dez anos.

É possível investir no S&P500 estando no Brasil. No entanto, é preciso que o investidor tenha em mente que está fazendo um investimento em real em ações precificadas em dólar. Sendo assim, as perdas ou ganhos estão fortemente relacionados às variações do preço do dólar.

Isso quer dizer que investir nesse índice no Brasil não é o mesmo que investir nos Estados Unidos, pois aqui o investimento é afetado diretamente pela variação da moeda estadunidense. Em outras palavras, a ação se valoriza quando o dólar é apreciado frente ao real. Em caso de queda acentuada do dólar, todavia, há o risco do investidor perder muito dinheiro.

Por essa razão, caso você pense em investir numa carteira atrelada ao S&P500 no Brasil, o ideal é que aloque uma pequena parte dos seus recursos nesse investimento, diversificando sua carteira com outras aplicações.

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