O que é Polygon (MATIC)?

A Polygon é uma plataforma blockchain desenvolvida por 3 desenvolvedores da comunidade indiana de criptomoedas: Jayniti Kananai, Sandeep Naiwal e Anurga Arjun. A Polygon pretende ser uma espécie de internet das blockchains, aumentando a acessibilidade, eficiência e diminuindo o custo de transacionar em diversas blockchains.

Polygon MATIC
Os 3 fundadores da Polygon

A ideia central da Polygon veio após os fundadores terem entrado em contato com um whitepaper escrito pelo fundador da Ethereum, Vitalik Buterin, sobre uma possível solução para o problema de escalabilidade da rede ethereum, chamada de PLASMA.

Os 3 então começaram a trabalhar em uma versão aprimorada da PLASMA e, após receberem um investimento da Binance em 2019, lançaram a sua Mainnet no início de 2020. De lá para cá, a Polygon vem ganhando bastante atenção devido ao seu potencial de resolver aquele que é ainda hoje o principal problema da Ethereum e, indiretamente, de grande parte do mercado de criptomoedas: seus altos custos, baixa velocidade e escalabilidade

Como funciona a Polygon (MATIC)?

A Polygon permite a criação de uma espécie de mini blockchains dentro de uma blockchain maior, no caso, a da Ethereum. Essas blockchains menores, chamadas de child chains, enviam apenas a sua prova de validade na criação para a blockchain mãe, enquanto todo o restante das operações permanece concentrado apenas na blockchain menor.

Esse método possibilita um nível de escalabilidade muito maior, já que é possível separar cada tipo de operação em uma subrede específica, sem congestionar a rede principal, como habitualmente ocorre com a Ethereum. Apenas em casos de conflito de informações é necessário interação constante entre a rede mãe e a subrede.

Periodicamente, as child chains criadas pelo protocolo plasma enviam um snapshot das operações ali realizadas, formando uma espécie de backup dessa subrede, que pode ser restaurado caso algum problema ocorra na rede mais para a frente.

As blockchains criadas pelo plasma utilizam um mecanismo de consenso proof-of-stake conhecido como MVP. Atualmente, a rede MATIC é composta por 3 camadas: A primeira é a própria Ethereum, onde ficam os smart contracts da MATIC, que operacionalizam as operações de Staking, seja direto ou por delegação, e a comunicação entre Dapps (aplicativos descentralizados).

Heimdall Polygon MATIC
Heimdall, o guardião que controla a entrada para Asgard, ou para a Ethereum, você escolhe

A segunda camada é apelidada de Heimdall, o guardião de Asgard, pois atua como uma espécie de portal entre a terceira camada e a primeira, na ethereum, passando, a cada 5 minutos,  informações sobre as subredes – a terceira camada – para a rede principal, a Ethereum. Cada período de 5 minutos é chamado de Checkpoint e serve para construir o backup de que falamos logo acima. Esse trabalho é feito por nodes validadores específicos e exclusivos dessa camada. Uma outra peculiaridade dessa segunda camada é o fato de que ela utiliza o mecanismo de consenso tendermint, assim como a Cosmos.

Já a terceira camada é onde as blockchains criadas, ou child chains, efetivamente operam. Para manter alta velocidade, com criação de um bloco e um total de 7 a 10 mil transações validadas a cada segundo, essas subredes são compostas com apenas 7 a 10 nodes validadores. Apesar de serem poucos validadores, o que prejudica a descentralização, isso é parcialmente contrabalançado pelo fato de que a rede Heimdall, onde os dados são “filtrados” para. a rede principal, é composta por 100 a 120 validadores.

Essa composição também permite taxas baratas, a um média de 1 dólar por transação. Além disso, é preciso considerar que esse volume de transações se refere a uma única subrede. Se imaginarmos dezenas ou centenas de subredes contruídas atrave’s da Polygon, então temos facilmente o potencial de atingir milhões de operações validada por segunda nessa rede.

Apesar da Polygon atualmente se conectar a Ethereum como rede mãe, ela é possível de ser utilizada em qualquer outra blockchain, funcionando como um espécie de Layer 2 da rede principal, onde transações de menor montante ou que se queiram que sejam mais rápidas e mais baratas por qualquer motivo, podem ser realizadas.

 

Staking na Polygon(MATIC)

 

Como a rede Polygon utiliza o mecanismo do proof-of-stake é necessário que os validadores deixem tokens MATIC em stake na rede, ou que delegadores disponibilizem seus tokens para staking em favor de um validador. O grande diferencial aqui é que as recompensas pelo staking na Polygon são extremamente altas, podendo variar de 6.5% ao ano até 650% ao ano, dependendo da quantidade total de tokens em stake. A média atual se encontra próxima aos 30% ao ano de retorno sobre o valor dos tokens, o que por si só já esta ordens de grandeza acima de qualquer aplicação de renda fixa que você possa fazer.

O requerimento mínimo para staking na Polygon é de apenas 1 token, tanto para os validadores diretos quanto os validadores por delegação. Este último tipo de validador tem um retorno um pouco menor, pois tem q pagar a taxa do validador direto, mas com retornos anuais tão altos, continua sendo um investimento altamente atrativo. Outra coisa que também precisa ser levada em conta é que você vai precisar de uma wallet de browser como a Metamask e de uma mínimo de ether para pagar as taxas de gás da ethereum se quiser fazer staking de MATIC.

 

Polygon (MATIC): Vale a pena?

 

A Polygon é um projeto extremamente interessante e com grande potencial, entretanto, alguns pontos negativos precisam ser considerados se você pensa em investir nessa criptomoeda. Primeiramente, há uma inflação significativa da oferta de MATIC, com 1 bilhão de novos tokens sendo emitidos a cada 6 meses, o que limita o potencial de aumento de preço no curto e médio prazo. Embora haja um limite máximo da oferta estipulado em 10 bilhões de tokens, ainda vai levar algum tempo até que se chegue lá, o que faz a Polygon talvez não ser o investimento mais interessante para quem esta buscando apenas o máximo de valorização para posterior venda a curto prazo.

Por outro lado, se você quiser se tornar um investidor de longo prazo, pensando mais no potencial da Polygon, então as coisas podem ser bem melhores. Além de ter o apoio da maior corretora de criptomoedas do mundo, a Binance – uma de suas principais investidoras – a Polygon fechou parcerias importantes que podem gerar muita tração para o seu negócio.

Uma delas é com a decentraland (MANA), para aumentar a velocidade e escalabilidade das transações feitas dentro do jogo. Outras parcerias importantes são com DAI stablecoin e com a circle, dona da USDC, com o fim de implementar essas stablecoins na plataforma.

Em novembro de 2020, a Polygon se tornou a segunda plataforma – após a ethereum – a integrar o feed de preços da Chainlink diretamente a sua blockchain, permitindo que os Smart Contracts desenvolvidos na rede tenham acesso a informações sobre preços de ativos no mundo off-chain, e assim possam ser executados de modo mais eficiente.

Um último ponto de grande vantagem, e que muitas vezes é completamente desconsiderado, é o fato de que a Polygon é o principal projeto de blockchain na Índia, um país que vem crescendo a largos passos nas últimas duas décadas e que possui uma população de 1 bilhão e 300 milhões de pessoas, aproximadamente, o que confere a Polygon um gigantesco mercado potencial e pode torná-la o grande bastião da adoção em massa de criptomoedas ao possibilitar que diversos outros projetos de blockchain na Índia comecem a surgir em cascata, contribuindo indiretamente para o crescimento do setor no resto do mundo. Caso isso aconteça, não há dúvidas de que a MATIC obterá uma imensa valorização.

 

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