O que são taxas de gás na Ethereum? Como pagar menos?

Se você começou a investir em criptomoedas recentemente ou está pensando em entrar neste universo, saiba que apesar de estarmos falando de finanças descentralizadas, aqui também existem taxas.

Se você quer entender o que são as taxas de gás da Ethereum, como elas funcionam e como pagar menos nelas, o artigo de hoje é para você!

o que são taxas de gás na Ethereum?

O que são taxas de gás na Ethereum? Como pagar menos?

As operações dentro da rede Ethereum possuem um custo, que é estipulado em Gás.1 gás corresponde a 1 unidade na nona casa de 1 ETH, ou 0,000000001 ETH, ou ainda 1GWEI.

Vamos fazer aqui uma analogia: Se você planeja uma viagem de carro do Rio de Janeiro para São Paulo, você já tem uma noção média do gasto.

Isso porque a distância entre as duas cidades é de aproximadamente 435 km (dependendo dos pontos de partida e chegada), e como você sabe o consumo médio do carro (vamos colocar 15km com o litro na estrada), são necessários 29 litros para a conclusão dessa viagem.

Claro, lembrando que a gasolina custa em média R$5,00, essa viagem custaria algo em torno de R$145,00.

Com a Ethereum o pensamento é o mesmo, pois você tem as operações (que seriam a viagem) que são compostas por funções menores que possuem um valor específico de Gás (que seria o consumo de gasolina), e a soma dessas funções é que nos dá o valor total de Gás gasto nessa operação.

Importante citar que o valor do Gás na plataforma da Ethereum vai variar de acordo com a demanda e a oferta das operações. Dessa forma, o valor do gás é variável, e você pode escolher o valor que irá pagar pelo Gás desde que o minerador concorde com ele. Uma vez o valor acordado, o minerador irá pegar sua transação e executá-la.

De qualquer modo, quanto mais gás você paga, maior será a disputa dos validadores para validar a sua transação e, consequentemente, mais rápida ela acaba sendo concretizada.

 

Como pagar menos pelas taxas de Gás?

Os setores dos criptoativos são constituídos por tecnologias de primeira e segunda camada. As tecnologias de primeira camada são as bases, enquanto as de segunda são mais baratas e rápidas, podendo até fazer coisas que as de primeira camada não podem.

Contudo, as blockchains de segunda camada são dependentes das de primeira camada, fornecendo dados para elas para que a transação possa atingir a finalidade – o momento em que elas não podem mais ser modificadas – e tendem a ser um pouco menos seguras, já que são menos descentralizadas. Porém são mais rápidas nos seus processos.

Em suma, o que deve ser feito é processar suas transações em uma blockchain de segunda camada, como a Arbitrum, Optimism ou Polygon, e depois enviar as informações novamente para a Ethereum.

Isso pode ser feito através desses passos:

  1. Escolher sua rede de segunda camada: Escolha sua rede para fazer o bridging, que é o processo de movimentar os fundos de uma camada para outra;
  2. Preparar sua carteira: Bridges na segunda camada precisam de acesso através de carteiras Web 3. A Metamask é uma das mais populares, mas outras carteiras também funcionam;
  3. Fazer o bridging: Agora você deve ir até a porta de acesso da solução de segunda camada, onde será possível converter tokens padrão ERC-20 de primeira camada para segunda camada. Para movimentar os ativos você deve pagar as taxas de Gás, que neste caso serão mais baixas por estarmos na segunda camada.
  4. Agora é opcional, mas caso queira você pode retornar seus fundos para à rede Ethereum, voltando à camada base, mas saiba que é totalmente continuar realizando negociações na segunda camada e aproveitando as menores taxas. Entretanto, você sempre deve considerar que a rede principal sempre é mais descentralizada e, também, mais segura.

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