Por que investir em ouro e prata segundo Robert kyosaki

Por que investir em ouro e prata segundo Robert kyosaki
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Vamos falar um pouco sobre o que pensa Robert Kyosaki sobre investir em ouro e prata, um tema que certamente deixará sua cabeça fervilhando.

Para quem nunca ouviu falar em Kyosaki, ele é o autor do famoso livro “Pai Rico, Pai Pobre”, a mais aclamada obra do autor, que trata de finanças pessoais.

Donde podemos deduzir o poder que têm as palavras do autor estadunidense, que tem longa experiência como investidor e empreendedor.

A filosofia de Kyosaki estrutura-se sobre um fundamento bastante simples. O que diferencia um rico de um pobre é que o primeiro faz com que o dinheiro trabalhe para si. Dentro dessa lógica, comprar uma casa não é um investimento, mas uma nova despesa, exceto o propósito seja gerar renda passiva e recuperação desse investimento dentro de um prazo.

É ouro ou prata?

Não vamos nos estender tanto na visão de kyosaki sobre finanças pessoais. Fiquemos nas devidas apresentações, sem deixar de lembrar que um dos empreendimentos preferidos do investidor é comprar imóveis, alugá-los e deixar que o inquilino pague as prestações. Concluído o pagamento do financiamento, Kyosaki tem, ao mesmo tempo, o seu investimento pago, um patrimônio e uma renda passiva a receber com alugueis.

Qual o grande segredo do mercado imobiliário? É que esse mercado pode funcionar quase que como uma apólice de seguro diante de momentos de crise, gerando receitas como uma verdadeira vaca leiteira.

É a visão de Kyosaki tem sobre ouro e prata, de acordo com declarações dadas em março de 2016. Ele afirma que encara o ouro menos como um investimento do que como uma medida de gestão de risco.

Acreditava Kyosaki, na ocasião, que o dólar derreteria em pouco tempo, o que, é bem verdade, não aconteceu, pelo menos ainda. Investindo em ouro, teria um ativo cobiçado, que, curiosamente, tem seu valor apreciado ou depreciado no sentido oposto da moeda estadunidense.

Quando o dólar cai, o ouro tende a se valorizar, assim como em ambientes inflacionários e de baixa confiança na economia. É claro que a valorização seria bem vinda, mas o principal, na visão de Kyosaki, seria defender suas posições financeiras.

Ouro x Ações

O autor de “Pai Rico, Pai Pobre” via, na ocasião, o mercado de ações em desconexão com o real valor das empresas, o que tornaria o investimento nesse mercado, pensando no longo prazo, uma incoerência.

Investir em ouro e prata

Na mesma época, a taxa básica de juros nos Estados Unidos, país de origem do investidor, era negativa, o que levou Kyosaki a afirmar que, se alguém estava economizando dinheiro naquele quadro, estaria cometendo uma loucura.

É preciso, no entanto, analisar em que contexto a análise é feita, lembrando que o mercado a que se refere é o dos Estados Unidos, onde o investimento em ações é um forte traço cultural e grande parte da população investe no mercado de capitais, diferentemente do Brasil, onde o baixo contingente de investidores, com forte presença de interesses estrangeiros, gera volatilidade bem maior que no mercado daquele país.

Haveria, no entanto, uma contradição quando Kyosaki afirma que prefere o ouro, um ativo que não gera remuneração passiva, à ação de uma companhia boa pagadora de dividendos, principalmente em se tratando de alguém que investe em gerar esse tipo de renda com imóveis?

Vale ressaltar que o autor refere-se ao mercado e não a empresas individuais. Imagine que o valor médio das ações do Ibovespa seja mais de três vezes o valor médio do Patrimônio Líquido das companhias que compõem a carteira.

Tal quadro aponta para um mercado apreciado. Será que os fundamentos desse mercado justificam tamanho otimismo? Teríamos que estar falando de um ambiente de crescimento da economia mundial, quando nem mesmo a brasileira consegue subir um degrau de escada.

Diante de tal cenário, não é nenhum absurdo imaginar que em algum momento uma crise derrube todos os preços. É claro que se você investiu na empresa, em seus fundamentos, não venderá as ações em baixa, levado pelo pânico, que é o que a maioria das pessoas faz. A história mostra que as ações das empresas cujos fundamentos são sólidos acabam recuperando o seu valor, já que continuam gerando receitas, lucro e crescimento dos ativos.

A questão é que, ao comprar uma ação muito acima do valor justo, você ficará em desvantagem no caso de depreciação de seu valor de mercado, mesmo recebendo dividendos.

Esse é o quadro apontado por Kyosaki, aquele em que os fundamentos econômicos são ruins, em que há muito receio e aversão a riscos. Nessa hora, o ouro, um ativo forte, assim como a prata, é uma proteção, devido à sua baixa adesão às crises, para o dinheiro do investidor.

Muito embora, devemos ressaltar, a finalidade maior seja defender o patrimônio, a grande verdade é que em momentos de crise a busca pelo ouro aumenta, elevando o preço do metal, estando nesse movimento uma oportunidade de obtenção de altos ganhos com a venda das reservas pessoais.

Vamos a um exemplo? Quem comprou ouro no início do século XXI, pagou entre US$ 300,00 e US$ 500,00. Na onda da crise financeira de 2008, o preço do ouro chegou a alcançar US$ 1,9 mil. Quem aproveitou esse movimento e vendeu suas reservas realizou um lucro, numa visão bem pessimista, na faixa dos 300%.

A mesma coisa aconteceu com a prata no mesmo período, o que leva à conclusão de que os metais estão sujeitos a terem seu valor movido, para cima ou para baixo, pelas ondas especulativas, mas há uma certa lógica nesses movimentos, levando em conta que o ouro é um ativo durável, portável e universalmente aceito como valor.

Nesse sentido e, considerando a possibilidade real de uma nova crise global de grande porte no futuro próximo, investir em ouro e prata pode ser uma excelente defesa para o investidor médio.

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