Ações da WEG Industries: Vale a pena?

Ações da WEG Industries: Vale a pena?
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Se você quer saber quem é a WEG, podemos dizer que a WEG é a empresa dos sonhos. Com um negócio simples e claro, mas pautado pelo compromisso com a inovação e políticas sustentáveis, a companhia é uma referência e um aceno positivo ao investimento no setor industrial brasileiro.

Se WEGE3 é um bom investimento, isso será visto mais à frente, mas não há como negar que a WEG é uma ótima empresa, não só pelos números financeiros apresentados, mas, principalmente, por sua visão estratégica e visão de mundo atualizada, o que se estende à sua filosofia de gestão e governança.

Ações da Weg Industries

A WEG surgiu em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, em 16 de setembro de 1961, fruto da inspiração de três profissionais: um mecânico, um eletricista e um administrador. Surgia dali uma das grandes indústrias do Brasil e um dos maiores fabricantes de equipamentos elétricos do planeta.

Não se pode dizer, no entanto, que seja este o core business da empresa. Seria melhor defini-lo como tecnologia para indústria, embora atenda a outros segmentos. Já na década de 80 do século passado, a WEG já produzia componentes eletroeletrônicos, transformadores de força e distribuição, tintas e vernizes eletroisolantes. Além disso, a companhia já desenvolvia soluções para automação industrial.

Em seu portfólio, a indústria catarinense produz soluções para diversas áreas, como o agronegócio, a indústria naval, construção civil, indústria de óleo e gás, papel e celulose, açúcar e etanol, siderurgia, mineração e para a área de saneamento, com foco em geração de energia, mobilidade elétrica, eficiência energética e indústria 4.0.

Sua ação no terreno da sustentabilidade inclui a geração de energia a partir de resíduos sólidos e a geração de energia solar. Para concluir o resumo, a empresa está focada em entregar aos seus clientes soluções capazes de reduzir custos e melhorar os controles de performance e emissão de poluentes no meio ambiente.

Nem é preciso dizer que a empresa ostenta fundamentos estratégicos invejáveis, que vêm assegurando, há décadas, o seu crescimento contínuo, como a própria faz questão de salientar.

Histórico recente

Além do portfólio variado de produtos, nichos de atuação e clientes, a empresa possui uma clara estratégia de expansão global. Atualmente, investe US$ 20 bilhões na construção, em Hosur, na Índia, de uma fábrica para produção de motores elétricos de baixa tensão.

O plano é que a nova unidade produza 250 mil motores por ano, assim como deve entrar em operação em 2021, levando em conta que a unidade de produção está sendo produzida em um parque industrial onde a empresa já tem uma fábrica. A iniciativa gerará, segundo a WEG, 320 novos empregos, além de ampliar a capacidade de distribuição em um mercado com alto potencial.

Saindo da seara estratégica para a financeira, a empresa apresenta dados realmente impressionantes. Fechou o segundo trimestre de 2019 com receita líquida de R$ 3,3 bilhões, gerando um lucro líquido de R$ 418,2 milhões.

Apesar da estratégia de expansão, a WEG apresenta dívida líquida negativa de R$ 470 milhões e um patrimônio líquido de R$ 8,3 bilhões, enquanto seus ativos somam R$ 15,5 bilhões. A dívida bruta é de R$ 3 bilhões.

Entre julho de 2018 e junho de 2019, obteve um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão, mesmo investindo em expansão. A liquidez corrente, que é a divisão do ativo circulante pelo passivo circulante, é de 2,13, mostrando que a empresa tem ótima capacidade de pagamento e um fluxo de caixa bastante saudável.

Para termos uma ideia do potencial de crescimento da WEG, a empresa saltou de uma receita liquida de pouco mais de R$ 900 milhões, no primeiro trimestre de 2010, para R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre de 2019. Na receita anual, o salto foi, entre 2010 e 2018, de R$ 4,2 bilhões para R$ 12,5 bilhões, sendo que o lucro subiu na mesma proporção, de R$ 550 milhões para R$ 1,35 bilhão.

WEGE3

O preço da WEGE3 acompanha a trajetória da companhia de forma consistente, embora, talvez, um pouco acelerada, tendo saltado de R$ 14,77, em maio de 2017, para os R$ 26,10 registrados no dia 24 de outubro de 2019.

Com isso, a ação está sendo negociada por um valor que é, atualmente, 6,58 vezes o seu valor patrimonial.

Não se pode dizer que a empresa apresentará uma queda no longo prazo, já que seus fundamentos são muito fortes. Qualquer oscilação não deve provocar abalos, mas não há dúvidas de que a ação é cara, tende a desacelerar e, para complica mais um pouco, o pagamento de dividendos não justifica um investimento em valor. O Yield da companhia está na casa de 1,4% ao ano. Ou seja, bem abaixo do que você pode obter com renda fixa.

Exceto aconteça uma daquelas hecatombes do mercado e o preço caia para algo na casa dos R$ 10,00 a R$ 15,00, ao que tudo indica, é melhor procurar uma ação de um empresa com fundamentos tão bons quanto mas que esteja atualmente desvalorizada. (Veja como em: https://magodomercado.com/aprenda-como-investir-na-bolsa-de-valores-comecando-do-zero/)

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