Como escolher uma Cold Wallet?

Cold Wallet

Uma das principais questões para quem pensa em começar a investir em criptomoedas, seja o bitcoin, ether, ou qualquer outra, é a escolha do modo de armazenar o seu endereço na respectiva blockchain de cada cripto.

Dentre as diferentes opções de wallets de criptomoedas, a opção mais segura – e também a mais cara – é ter uma cold wallet, ou hardware wallet, um dispositivo eletrônico usado para armazenar suas chaves públicas e privadas de modo seguro.

Entretanto, umas das questões mais importantes nesse ponto é saber como escolher uma hardware wallet, pois, afinal, o investimento não será baixo. No mínimo, você irá despender uns 1.200 reais para comprar uma boa wallet, então é bom que você saiba exatamente como escolher o melhor dispositivo para manter suas criptomoedas totalmente seguras.

O que faz uma cold Wallet?

Uma cold wallet é basicamente um dispositivo eletrônico parecido com um pendrive que aumenta a segurança do armazenamento das suas criptomoedas. É natural que muitas pessoas façam imediatamente uma analogia com uma carteira física e imaginem que esse dispositivo esta fisicamente guardando suas criptomoedas, mas na verdade não é isso que ocorre.  As suas moedas digitais não estão no dispositivo em si, mas na respectiva blockchain, e o dispositivo serve para atender a 4 funções básicas:

  • Armazenar sua chave pública e chave privada em cada blockchain
  • Interagir com a blockchain
  • Monitorar seu saldo em cada uma das criptomoedas armazenadas
  • Enviar e receber criptomoedas

Além da vantagem de poder centralizar todas as informações e operações em um único local, a grande vantagem da cold wallet é a sua segurança. Após as configurações iniciais, a Cold Wallet só irá funcionar no seu computador pessoal. Ao mesmo tempo, suas criptomoedas só podem ser acessadas através da sua cold wallet.

Na prática, você estará imune a qualquer ataque hacker já que apenas com acesso a sua cold wallet que, obviamente, sendo um objeto físico esta offline, e acesso ao seu computador pessoal, as criptomoedas podem ser acessadas. É claro, você também precisará cuidar muito bem desse dispositivo, afinal esse será seu único meio de acessar suas criptos, mas a utilização correta de uma cold wallet já elimina a imensa maioria dos problemas de segurança que você poderia enfrentar com criptomoedas, então vale muito a pena.

Cold Wallet na prática

Fazendo uma analogia, podemos dizer que o seu endereço na blockchain (a sua chave pública) seria como o número da sua conta bancária, a sua chave privada seria a senha da conta e a cold wallet seria como o aplicativo do seu banco usado para pagamentos e outras transações.

 

Cold Wallet: Qual a melhor?

 

Usar uma cold wallet é, sem dúvida, o meio mais seguro de armazenar suas criptomoedas, mas apenas se você souber escolher. Há muitas empresas que fabricam hardware wallets ao redor do mundo, muitas delas, inclusive, conseguem oferecer um produto com qualidade bastante razoável e por um preço menor do que o usual em se tratando de cold wallets. O problema é que é razoavelmente comum que essas empresas quebrem em algum momento, geralmente 2 ou 3 anos após a fundação.

O negócio de fabricação e venda de cold wallets é ainda relativamente incipiente – afinal criptomoedas só ganharam mais relevância nos últimos 5 ou 6 anos – e não há um modelo de negócios claro para o sucesso nesse mercado, o que leva muitas empresas iniciantes ao fracasso.

Hardware wallet Ledger

Assim, para garantir que você não terá dores de cabeça armazenando suas criptomoedas em uma wallet de uma empresa que pode parar de existir de uma hora para outra, a melhor solução é escolher as empresas mais antigas do mercado de cold wallet: A Ledger e a Trezor.

As duas wallets oferecem o máximo de segurança em se tratando de cold wallets ao mesmo tempo em que são empresas com muitos anos de atuação, oferecendo uma solidez que as fabricantes menores não conseguem, especialmente no caso da Trezor, que é a fabricante mais antiga de criptomoedas.

Hardware Wallet Trezor T

Em relação modelo espeçífico de wallet recomendável, a trezor model one é o mais antigo e também um pouco mais barato, ficando em algo em torno de 600 a 700 reais. Entretanto, se você possui uma quantidade maior de criptomoedas para armazenar ou simplesmente quer garantir o máximo de segurança, o ideal é comprar uma Trezor model T, o modelo mais recente que vem com todos os protocolos mais avançados de segurança para moedas digitais.

Você pode comprar nas Lojas oficiais da Trezor, mas eu acredito que comprar através da KriptoBR acaba sendo a melhor opção, já que é a única revendedora oficial da trezor no brasil e oferece suporte em português caso haja qualquer problema com a compra.

O que é uma stablecoin?

Stablecoin

O intuito original da criação do bitcoin, e também de muitas outras moedas digitais que a ele se seguiram, sempre foi se tornar uma reserva de valor e, futuramente, substituir as própria moedas fiat – emitidas pelo governo – para a realização de todas as transações econômicas.

Entretanto, no curto e médio prazo esse objetivo ainda enfrenta um obstáculo, que é a alta volatilidade tanto do bitcoin quanto da maioria das criptomoedas com capitalização de mercado relevante atualmente. Com o nível de volatilidade altíssimo observado atualmente, torna-se inviável a utilização de uma cripto como moeda real para transações comuns, já que todos os preços de produtos e serviços teriam que ser atualizados constantemente para representar o novo poder de compra da criptomoeda a cada momento.

É claro que, a longo prazo, e especialmente no caso do Bitcoin – que possui fortíssimos fundamentos econômicos como bom dinheiro – essa volatilidade tende a desparecer. Entretanto, para quem deseja usar criptomoedas no seu dia a dia, essa não é uma opção no momento.

Exatamente para resolver esse problema de curto e médio prazo é que as stablecoins foram criadas.

 

Stablecoin: o que são?

 

Uma stablecoin é uma criptomoeda que acompanha a cotação de um outro ativo, criptomoeda ou moeda fiat pré-determinada, em geral o dólar. A mais famosa stablecoin atualmente é o Tether, que vale 1 dólar americano, e tende a acompanhar a variação cambial de modo a sempre valer, mais ou menos, 1 dólar.

Stablecoin

O tether foi desenvolvido originalmente para servir como moeda de troca, Apesar disso, como muito poucas empresas aceitam tether, ele se tornou mais uma ferramenta útil na mão de traders de criptomoedas do que um meio de troca. Assim, uma das formas de utilização mais comum do Tether é como gerenciamento de risco, para quem tem uma alta quantidade de bitcoins e quer se proteger melhor contra a volatilidade, comprando tethers.

Outro meio comum para utilização do tether é na hora de fazer transferências entre corretoras de criptos diferentes, pois, como as transações entre criptomoedas tendem a ser muito mais rápidas do que com moedas fiat, as oportunidade de arbitragem entre duas corretoras crescem exponencialmente.

Agora você provavelmente deve estar se perguntando: Ok, isso parece interessante, mas como será possível uma criptomoeda como o Tether acompanhar a cotação do dólar?

 

Como funcionam as stablecoins?

 

Seguindo o exemplo do Tether, podemos definir alguns requisitos básicos para que uma stablecoin possa, efetivamente, manter sua cotação estável em relação a uma moeda fiat.

Lastro – Primeiramente, é necessário que a stablecoin ofereça uma garantia de que pode representar aquela quantidade de moeda, geralmente possuindo estoques da própria moeda fiat em que se baseia em montante adequado ou um ativo qualquer com valor semelhante, como é o caso do Tether, que possui um grande estoque de dólar.

Restrição algorítimica – O Tether foi desenvolvido no ecossistema do Ethereum e possui um smart contract configurado para controlar a oferta de tethers no mercado visando manter a paridade 1:1 com o dólar. Assim, se muitas pessoas começam a comprar tether e, com isso, ele se valoriza, o próprio sistema, automaticamente, emite mais tethers para gerar inflação proposital e reduzir a cotação novamente para um dólar. Caso o contrário aconteça, e a cotação diminua, o sistema então automaticamente suprime a oferta de tethers para que a cotação retorne ao patamar anterior de 1 dólar.

O Algorítimo, nesse caso, atua como uma espécie de Banco Central tentando manter a estabilidade do valor da moeda através do controle de sua oferta. Apesar disso não ser uma garantia de que a moeda vá manter seu valor (como vemos nas atuações desastrosas de bancos centrais ao redor do mundo), pelo menos aqui temos ações pré-programadas em um código, que apresentam a grande vantagem de não depender da boa vontade humana e nem ser suscetível a lobby e tráfico de influência.

Mesmo atendido esses requisitos, ainda assim há sempre uma margem de incerteza sobre a questão de se uma stablecoin realmente vale aquilo que ele pretende valer. No caso do tether, já houveram inúmeros questionamentos a respeito da empresa efetivamente possuir uma quantidade dólar suficiente a lastrear a moeda, havendo ainda um cenário cinzento quanto a isso.

 

O grande problema das Stablecoins

Os críticos das stablecoins costumam argumentar que a manutenção na estabilidade do valor das moedas digitais e sua consequente paridade em relação ao ativo subjacente é impossível no longo prazo. De fato, tentativas passadas de parear duas moedas no passado fracassaram devido aos altos custos de manutenção, como no caso do pareamento entre o franco suiço e o euro em 2015, o do yuan chinês e o dólar em 2005 e, o mais famoso de todos, o pareamento do dólar com o ouro, o chamado padrão ouro, que caiu definitivamente em 1971.

Outra crítica é o fato de que stablecoins não são descentralizadas como criptomoedas comuns, pois sempre há uma empresa por trás da moeda tentando manter o seu valor, seja de forma direta ou por meio de smart contracts, o que, em grande medida, acaba com um dos maiores atrativos das criptomoedas: a liberdade de não depender das decisões de ente central para manter o poder de compra do seu dinheiro.

De fato, essas críticas acertam em cheio o próprio fundamento das stablecoins. Provavelmente, o que ocorrerá a longo prazo é que as stablecoins se tornem totalmente obsoletas a medida em que o Bitcoin – ou talvez outra criptomoeda – passe a ser adotado em larga escala para transações comerciais comuns e vá se tornando menos e menos volátil.

O que é Monero?

Uma das criptomoedas mais badaladas ultimamente e que é vista por alguns especialistas como a segunda vinda do bitcoin é o monero. Mas você conhece o Monero e sabe como ele funciona? E o que diferencia ele do Bitcoin? Me acompanhe nesse artigo que garanto que você irá saber tudo o que precisa sobre o Monero dentro de alguns minutos.

Monero

O que é e como funciona o Monero?

 

O Monero é uma criptomoeda que tem como principal característica o fato de se basear na privacidade dos seus usuários. Nesse momento, você pode estar se perguntando: “Ué, mas o bitcoin não oferece privacidade aos seus usuários também?”; Bem, na verdade, não. O que  o bitcoin oferece é o anonimato, ou seja, ninguém vai saber qual sua identidade, mas todas as transações que você fizer serão públicas e estarão registradas no Livro razão da blockchain e associadas ao endereço bitcoin utilizado.

O sistema da monero, por outro lado, é totalmente privado. Tanto a identidade dos usuários quanto as próprias transações realizadas não podem ser descobertas. Cada transação é impossível de ser rastreada e também é impossível conseguir conectar duas ou mais transações relacionadas, conferindo proteção absoluta a identidade do usuário.

      Qual a vantagem de uma criptomoeda privada

Talvez a ideia de uma criptomoeda totalmente privada como a Monero possa parecer um exagero para você. De fato, para a maioria das pessoas e na maioria das situações, o anonimato oferecido pelo Bitcoin já te faça se sentir seguro o suficiente. Entretanto, é preciso considerar algumas situações nas quais um sistema baseado em privacidade como o Monero apresenta vantagens únicas que não são igualadas pelo anonimato.

Em primeiro lugar, se você possui uma quantidade muito grande de bitcoins em um único endereço, é possível que esse endereço passe a ser mais visado para potenciais ataques, independentemente de saberem sua identidade ou não, obviamente. Embora, nesse caso, você provavelmente esteja usando uma cold wallet de alta qualidade que maximizará a segurança das suas bitcoins, ainda assim pode ser extremamente desconfortável para algumas pessoas saber que estão sob constante ameaça de ataques e que seu endereço bitcoin pode estar sendo monitorado para se achar uma possível vulnerabilidade.

Outro ponto é a questão da fungibilidade. Fungibilidade é a característica de um bem poder ser facilmente substituído por uma outra unidade qualquer daquele mesmo bem, sem que qualquer diferença decorra daí para as partes envolvidas. Assim, por exemplo, um nota de 10 reais é fungível pois pode ser trocada por outra nota de 10 reais qualquer sem qualquer prejuízo para o possuidor, desde que a nota recebida seja verdadeira, obviamente. Num sistema de anonimato – e não privacidade – como o bitcoin, nem sempre haverá fungibilidade. Isso ocorre pois é possível rastrear toda a trajetória de um determinado bitcoin desde a sua origem, quando foi emitido como recompensa em um bloco minerado. Agora, imagine uma situação na qual esse bitcoin tenha sido usado, no passado, em uma transação criminosa. Certamente, para o detentor desse bitcoin específico, ele não será como qualquer outro bitcoin, já que ele pode acabar sendo potencialmente alvo de uma investigação. Claro, isso tudo é pouco provável, mas pode acontecer, e nesses casos a privacidade do Monero pode ser muito interessante para os mais paranóicos.

 

Como a privacidade é gerada no Monero

 

Para que o Monero seja completamente privado, é necessário que o sistema consiga ofuscar simultaneamente quem envia, o valor enviado e o receptor. Mas como o Monero faz isso?

O monero utiliza um sistema de assinaturas em anéis para tornar impossível saber quem enviou a moeda. Basicamente, o sistema mistura aleatoriamente a assinatura de quem envia com assinaturas de transações passadas, formando uma espécie de “anel” com todas essas assinaturas que torna impossível, na prática, determinar quem enviou a moeda.

Monero
Com assinaturas misturadas em anel, é impossível determinar quem esta por trás da transação

 

A quantia enviada é ofuscada por um protocolo conhecido como Ring Confidential Transaction, ou Ring CT. Sem entrar muito nos detalhes técnicos de como isso é feito, podemos dizer que, ao enviar uma determinada quantia, o valor real não é mostrado, mas apenas uma informação necessária para que o sistema verifique que a quantia sendo enviada é legítima, sem deixar transparente essa quantia exata para terceiros, que só será sabida por por quem enviou e recebeu.

Já para ofuscar o receptor da transação, o Monero utilizar o conceito de stealth adress. Ao enviar uma determinada quantia para um endereço monero – formado por 95 caracteres entre letras e números – esse valor, na verdade, vai para um endereço criado no momento da transação a partir do endereço público do receptor. A cada novo envio, um novo endereço, ou Stealth Address, é criado para receber a quantia, no lugar do endereço público do receptor. No momento em que desejar gastar esses valores, o receptor então vai escolher qual dos muitos stealth adresses irá utilizar, e então o endereço – ou endereços – é desfeito após o envio.  Assim, ninguém, além do receptor, que possui a chave privada que criou o endereço público, sabe onde esta o dinheiro, sendo impossível, portanto, saber qual o total de fundos de qualquer endereço no Monero.

Por fim, resta ofuscar o último ponto que poderia revelar quem esta por trás de uma transação, o endereço IP. Para isso, o monero utiliza o KOVRI, um sistema que roteia automaticamente o endereço de IP dos usuários do Monero para node virtuais aleatórios, tornando impossível saber o endereço real dos usuários.

Conclusão

Sendo a principal criptomoeda baseada em privacidade, o monero tem crescido bastante ao longo dos últimos anos e, com isso, naturalmente tem preocupado bastante todos aqueles que tem o pode de roubar legalmente os indivíduos através de tributos, pois essencialmente, o monero torna impossível que se tenha as informações necessárias ao próprio exercício da tributação. Não é por outro motivo que o Ministério das finanças alemãs já chegou a afirmar que o “Monero é mais perigoso do que Bitcoin“, o que, para qualquer um que entende o que significa o controle estatal do dinheiro é uma excelente notícia.

 

 

 

O que é o DeFi?

DeFi

Você já ouviu falar em Defi? Bom, se você já pesquisa há algum tempo por criptomoedas, com certeza esse é um termo que você já deve ter ouvido ou lido por aí. Mas o que será DEFI? Bom, em grande medida, podemos dizer que o Defi é uma das coisas mais promissoras dentro do universo cripto e com possibilidades reais de gerar mudanças profundas não só na forma como as pessoas usam dinheiro mas também no sistema financeiro global.

 

O que é DeFi? Qual sua importância?

 

O termo DeFi corresponde a uma abreviação do termo em inglês Decentralized Finance (ou finanças descentralizadas), que é basicamente um movimento encabeçado por usuários de criptomoedas em direção a um novo sistema financeiro global, baseado, no lugar dos atuais bancos privados gigantescos e bancos centrais, em uma rede descentralizada que possa prover todos os serviços financeiros necessários aos seus usuários.

O Significado disso é que, no lugar de um sistema que já se provou extremamente suscetível à fraude, corrupção e desestabilização da economia – como já ocorreu muitas vezes no passado – podemos ter a chance de ter um sistema financeiro verdadeiramente livre, sem ficar submetido a autoridades centrais com poder absoluto de tomar decisões que, na maior parte das vezes, não leva minimamente em consideração as necessidades dos usuários do sistema financeiro. Assim, no lugar do conluio corporativistas entre bancos imensos e governos ao redor do mundo mandando em tudo e submetendo os indivíduos, poderíamos ter uma rede de serviços financeiros verdadeiramente descentralizada, mantida pelos próprios usuários através da blockchain.

 

Como funcionaria o DeFi?

 

Claro, a descentralização completa do sistema financeiro parece ser algo maravilhoso, porém, uma pergunta de ordem prática sempre fica: Como isso realmente funcionaria?

A opção mais fácil para se ter, de fato, um sistema financeiro descentralizado é através do sistema Ethereum, que, como já falamos de forma mais aprofundada em outro artigo, provê uma plataforma descentralizada de desenvolvimento de software na blockchain, e possui uma criptomoeda própria – a Ether – que funciona como pagamento para os projetos desenvolvidos na plataforma, assim como estímulo para que os computadores ligados na rede ethereum ao redor do mundo sigam validando as transações e, com isso, minerando ether.

Defi ethereum

A Ethereum pode ser entendida como sendo composta de 3 camadas: A camada de Hardware, composta pelos computadores dos mineradores que forma a sua blockchain, a camada de software, onde os softwares são desenvolvidos e que, em conjunto com a camada de Hardware forma a Ethereum virtual Machine.

A terceira e última camada da Ethereum é a camada de Apps, onde os aplicativos descentralizados – ou Dapps – são desenvolvidos. É nessa camada que o movimento DeFi começa a ganhar força, já que muitos dapps provendo serviços financeiros já foram e continuam sendo desenvolvidos na Ethereum.

 

Os 5 pilares do DeFi

 

Além da plataforma para desenvolvimento das aplicações financeiras, existem mais alguns requisitos para que um sistema financeiro descentralizado minimamente viável possa se concretizar. Todos esses requisitos, ou pilares do sistema, já se começam a se desenvolver.

 

1 – Stablecoins

Stablecoins é o nome dados a criptomoedas que buscam manter seu próprio valor estável, sendo lastreados por alguma moeda Fiat, geralmente o próprio dólar. Exemplos são o Tether e a Dai, duas criptos vinculadas ao dólar.

A importância das Stablecoins esta no fato de que uma das principais preocupações em relação a criptomoedas é a sua imensa volatilidade. É claro que essa volatilidade é algo perfeitamente compreensível quando pensamos em uma criptomoeda como o bitcoin, por exemplo, que ainda esta em processo de adoção e tem potencial real de se tornar o dinheiro do futuro, mas ainda carrega incerteza no olhar da maior parte do público em geral fora do universo cripto.

Entretanto, o fato do mercado ainda olhar com desconfiança para a volatilidade do bitcoin e outras criptos gera a necessidade de uma criptomoeda que não oscile tanto para que um projeto inicial de sistema financeiro descentralizado possa começar a surgir de modo minimamente operacional, e daí a importância das Stablecoins.

 

2 – Bolsas descentralizadas

 

Provavelmente você já esta acostumado com o conceito de uma bolsa de valores, mas, para que o DeFi possa se concretizar, o que precisamos é de bolsas de criptomoedas descentralizadas, onde cada usuário possa negociar uma criptomoeda por outra diretamente, sem a necessidade de um intermediário entre essas operações. Felizmente, essas bolsas já existem, como a Kyber Network e a Uniswap, que cobram apenas uma pequena taxa de swap por operação.

Com as bolsas descentralizadas, reduz-se enormemente o risco de custódia associado a possibilidade de ataque externo e perda de criptomoedas como ocorre com corretoras de criptomoedas com certa frequência, já que em  nenhum momento as criptomoedas ficam ‘estacionadas’ no sistema da bolsa.

 

3 – Mercado de dinheiro

 

Mercado de dinheiro é simplesmente o mercado para empréstimos e é o principal responsável por prover liquidez para a economia. Embora nos últimos anos tenham surgido diversos aplicativos de empréstimos peer-to-peer, é um fato inegável que esse setor ainda é absolutamente dominado por grandes bancos no mundo inteiro.

Devido a grande liquidez provida por esse mercado, é impossível pensar na viabilidade  de um sistema financeiro descentralizado sem um mercado de dinheiro forte e operante. A grande diferença aqui é que os empréstimos ocorrerão sem o intermédio de grandes bancos ou instituições financeiras, mas diretamente entre as partes.

Nesse sistema, ao invés de utilizar scores de crédito para determinar o risco de emprestar dinheiro, o que ocorrerá será o que chamamos de Collaterilarized Debt Position, ou CDP, que basicamente significa que o tomador do empréstimo terá que deixar depositado uma determinada quantia de alguma criptomoeda que garanta o pagamento do principal e, se em algum momento, o valor daquela cripto cai a um patamar menor que o valor do empréstimo, o contrato é liquidado instantaneamente.

 

4 – Sintéticos

 

Sintético é o nome dado a um ativo ou instrumento financeiro que é feito para se comportar como um outro ativo. O melhor exemplo é o dos derivativos, ativos que derivam o seu valor de um outro ativo financeiro subjacente. Exemplos de derivativos incluem opções de compra e de venda, Swaps e contratos futuros.

No sistema DeFi, um sintético seria um token cujo valor deriva de uma criptomoeda qualquer e sua principal utilidade seria prover maior transparência e segurança na hora de simular financiamentos, operações de criação de liquidez e acesso ao mercado.

 

5 – Seguro

 

Assim como no sistema financeiro tradicional, o seguro será um instrumento fundamental para o sistema financeiro descentralizado, funcionando como uma rede de proteção contra ataques hackers, glitches ou bugs nos sistemas utilizados pelo usuário de criptomoedas. A existência de seguradoras que possam prover a cobertura desses tipos de risco no âmbito de criptomoedas será fundamental para atrair a massa de usuários do sistema financeiro tradicional – usuários esses que, na imensa maioria das vezes, possuem um perfil menos técnico – para o sistema descentralizado, fazendo-os se sentir mais seguros.

Felizmente, já existem algumas seguradores cobrindo esse tipo de risco, o que só aumenta as chances de um sistema financeiro descentralizado realmente se tornar mainstream

 

Conclusão

Com esses 5 pilares se desenvolvendo já nos dias de hoje, as perspectivas para um futuro onde o sistema financeiro mundial não estará mais nas mãos de banqueiros e governantes são realmente animadoras. Para os que pretendem se preparar para o futuro ao invés de chorar por oportunidades perdidas, aqui fica a dica: Aprenda tudo o que você puder sobre criptomoedas.

O que é ethereum?

Ethereum

Se você se interessa pelo assunto criptomoedas, com certeza já ouviu falar em Ethereum e, talvez como muitas pessoas, possa acreditar que se trata de uma criptomoeda assim como o Bitcoin.

Na verdade, entretanto, Ethereum é o nome de uma platforma de desenvolvimento de software descentralizado por meio da blockchain, dentro da qual se utiliza o ether, essa sim uma criptomoeda. Mas você sabe exatamente como funciona a rede do ethereum e por quê o ether é a segunda criptomoeda mais valiosa atualmente? Se não, venha comigo nesse artigo que eu vou te mostrar tudo o que você precisa saber sobre ethereum em pouco tempo.

 

A Plataforma Ethereum

 

Ethereum é uma plataforma descentralizada de desenvolvimento de software através da Blockchain criada pelo Vitalik Buterin e lançada em 2015. o Ethereum começou com a idéia de usar a mesma base central do bitcoin – a ausência de um ente central com pode absoluto sobre a plataforma – e leva-lá para outros campos que não apenas o do dinheiro digital.

Por ser baseado na blockchain, a Ethereum possui as mesmas características de transparência absoluta, imutabilidade e segurança elevada do bitcoin. (Para entender melhor o por quê de a blockchain ser tão segura, veja esse artigo.)

A grande diferença é que, enquanto na blockchain do bitcoin você pode apenas transferir ou receber bitcoins de outros endereços ou armazenar de forma segura seus bitcoins, a blockchain do Ethereum tem a função principal de prover uma plataforma sobre o qual podem ser desenvolvidos softwares, games e apps para fins comerciais ou apenas de entretenimento. Como a plataforma é descentralizada, não há nenhum censor que possa decidir o que pode ser criado nela, o que a torna um forte atrativo para desenvolvedores do mundo inteiro.

Nesse contexto, o Ether – a criptomoeda do projeto Ethereum – funciona como um estímulo para que novos participantes se juntem a plataforma e forneçam poder computacional para sua blockchain, recebendo uma determinada quantia da moeda sempre que auxiliam um projeto de desenvolvimento de software dentro da plataforma. Vamos ver agora como isso funciona exatamente.

 

Ether: Como funciona?

 

Para que o blockchain do Ethereum pudesse funcionar de forma eficiente, era necessário que um número suficiente de pessoas se dispusessem a fornecer parte do poder computacional do seu computador para se tornar um node na rede. Caso esse número fosse muito baixo, o próprio conceito de descentralização não teria como ser aplicado na prática e o blockchain do Ethereum seria muito fraco.

Ethereum

Pensando nisso, o seu criador, Vitalik Buterin, seguiu a mesma linha do bitcoin e criou uma criptomoeda para estimular a adesão de cada vez mais participantes na rede que pudessem se tornar nodes e, assim, aumentar a robustez do sistema enquanto recebem recompensas em ether, basicamente assumindo o papel de mineradores de ether.

Assim, para que um novo projeto de desenvolvimento de software seja iniciado na Ethereum, um determinado preço em ether deve ser pago sob a forma de taxa para que os mineradores possam validar a transação e o software efetivamente passe a ser desenvolvido dentro da Ethereum. A esse preço dá-se o nome de gás, uma analogia ao fato de que é o ether que provê o “combustível” para que todo o sistema Ethereum funcione.

O Gás necessário para que um projeto vá a frente é geralmente expresso em gigawei, que nada mais são do que a nona parte de um ether, ou seja, um gigawei, ou Gwei, corresponde a 0.000000001 Ether.

A Blockchain do Ethereum suporta desenvolvimento de programas em diversas linguagem de programação diferentes, sendo as mais comuns a Solidity e a Vyper. Tudo o que é desenvolvido no software da Ethereum se dá sob a forma de um Smart contract.

 

Smart contracts: O que são e como funcionam?

 

Os smarts contracts desenvolvidos na Ethreum são basicamente códigos condicionais, ou seja, linhas de código que somente são ativadas e produzem o resultado esperado se uma determinada condição pré estabelecida for verificada. Por exemplo, pode-se criar um smart contract que estabeleça que um desenvolvedor de software dentro da plataforma receberá pagamentos em ether pré-programados a cada x número de dias. A execução de um smart contract é automática, portanto, uma vez estabelecida essa condição, o desenvolvedor receberia seus pagamentos em dia, sem risco de inadimplência por parte do contratante.

Os smart contracts podem ser usados também para a execução de contratos muito mais complexos, envolvendo múltiplas condições e variáveis, tornando esse tipo de transação muito mais segura para ambas as partes, ao mesmo tempo em que elimina a necessidade de um ente central intermediário que possa garantir o cumprimento das obrigações, seja um banco, o sistema judiciário ou o governo federal.

Além do Hardware (composto pelos computadores que formam a blockchain) e do Software que permite o desenvolvimento de smart contracts, a Ethereum ainda possui uma terceira camada, a de aplicativos, que permite o desenvolvimento de Apps de forma descentralizada, a partir da blockchain do Ethereum, os Dapps.

 

ERC-20 e as tokens na Ethereum

 

ERC é uma sigla que significa Ethereum requestada for comments ( algo como “requisição de comentários pela Ethereum”) e que, basicamente, tem a função de propor mudanças na plataforma da Ethereum, que serão analisadas pelo conjunto de nomes que forma a blockchain.

Como o Ethereum é uma plataforma descentralizada, assim como o bitcoin, não há um única pessoa ou entidade que seja responsável por todos os seus processos, portanto, o único meio para que se proponha uma mudança na operação da plataforma é através de um ERC.

Nesse contexto, uma ERC que merece ser mencionada é a ERC-20, que basicamente estabeleceu padrões e regras que devem ser seguidas por todos os tokens que sejam desenvolvidos a partir da plataforma. Um token, dentro da Ethereum, é basicamente uma criptomoeda que atende a um fim específico dentro da sua blockchain.

O ERC-20 estabelece as regras pelas quais esses tokens podem ser transferidos, métodos de aprovação das transações que envolvam tokens, oferta total de tokens dentro da plataforma, entre outras coisas.

Atualmente, há muitos tokens na blockchain do ethereum que se tornaram extremamente populares, como o Tether, Chainlink, Vchain e BAT.

 

Ethereum 2.0 e perspectivas para o futuro

 

Com todas essas funcionalidades, é fácil enxergar o por quê de o ether ser a segunda criptomoeda com maior potencial de valorização, atrás apenas do Bitcoin. A plataforma provê um meio extremamente útil para tornar descentralizado quase tudo que se possa imaginar que possa ser feito de modo online.

Além disso, com o Ethereum 2.0, o upgrade da plataforma cuja primeira fase será lançada ainda em 2020, a expectativa é que a rede do Ethereum se torne muito mais rápida, com menos consumo de energia e muito mais escalável, possibilitando um número de transações ordens de grandeza maiores do que as atuais.

Isso tudo torna o Ether uma excelente criptomoeda para ficar de olho e aproveitar as oportunidades de queda na cotação, atualmente em torno de 2.000 reais.

O que é uma Wallet de bitcoin?

Como será que você guarda uma moeda totalmente digital e descentralizada? Se não há uma conta, tendo um Banco ou outra instituição financeira qualquer como contraparte, como será possível manter as suas criptomoedas guardadas de modo seguro?

Bem, isso é feito através de uma Wallet de criptomoedas, que nada mais é do que uma carteira digital aonde seus bitcoins e outras criptomoedas são guardadas de modo criptografado e seguro. Muitos são os tipos de Wallets e os seus prós e contras, por isso nesse artigo veremos não só o modo como as wallets funcionam como também as principais diferenças entre cada tipo de carteira digital.

Tipos de Wallet de Criptomoedas

 

Hot Wallet

Uma Hot Wallet é uma carteira de criptomoedas voltada para guardar pequenas quantidades de bitcoin e outras moedas digitais e cuja principal finalidade é facilitar a utilização dessas moedas no seu dia a dia. Esse tipo de carteira digital pode ser entendida literalmente como a sua carteira física que você guarda no bolso todos os dias, só que digital.

Wallet Bitcoin

Com esse tipo de wallet você consegue rapidamente acessar suas moedas digitais e realizar um pagamento sem grandes confirmações de segurança e processos que possam tornar o pagamento mais lento. Ela funciona através de aplicativos no seu celular – existem vários de diversas empresas diferentes – podendo ser acessada rapidamente e utilizada para pagamentos através da leitura de um QR code do estabelecimento no qual você consumiu.

É claro que esse não é o tipo mais seguro de carteira, pois o seu enfoque é na praticidade e não na segurança absoluta. Por isso mesmo, assim como você não anda com milhares de reais guardados na sua carteira todos os dias, não se deve guardar na hot wallet uma quantidade muito grande dos seus bitcoins ou outra criptomoeda qualquer.

 

Cold Wallet

A Cold Wallet tem um propósito um pouco diferente da Hot Wallet. A ideia aqui é ser uma espécie de cofre digital, que irá guardar suas criptomoedas com muito mais segurança, havendo muito mais barreiras para que ela consiga ser acessada.

Ela funciona basicamente através de um dispositivo eletrônico específico, parecido com um pen drive, que apenas estará conectado a Internet enquanto você estiver transacionando com as suas criptos, o que a torna muito menos provável de ser invadida.

Cold Wallet BTC
Exemplo de uma cold walllet de btc

A desvantagem dessa carteira é que o processo para acessá-la é muito menos prático do que no caso da hot wallet. Além da necessidade de ter o seu computador a mão, você gastará pelo menos algum tempo até fazer o processo de pareamento e autenticação entre o computador, celular e o dispositivo.

 

Paper Wallet

O terceiro e último tipo de carteira é a Paper Wallet, literalmente, carteira de papel. Para criar esse tipo de carteira você precisa de um software que irá gerar para você um endereço digital para recebimento e envio de criptomoedas, uma chave pública e uma chave privada – usada para acessar o endereço. A parti daí você irá imprimir um papel com um QR code contendo essas informações, para que você possa acessar a rede na hora de realizar uma transação.

Essa é a forma mais segura de guardar suas criptomoedas, entretanto, ela possui alguns requisitos que devem ser observados. O papel que você usar para as informações não pode ser perdido de jeito nenhum, pois se não você perderá acesso a própria carteira. Muitas bitcoins, inclusive, saem de circulação devido a donos que perderam o meio de acessá-las, o que na prática faz com que simplesmente não haja como reavê-las e elas permanecem eternamente perdidas na blockchain.

Outro cuidado é para que esse papel não fique a mostra, onde possa ter seu QR code facilmente escaneado por outra pessoa e também que não seja destruído, portanto, se você tem animal de estimação em casa é preciso tomar cuidado redobrado.