Ações Itausa: Uma boa opção para o investidor conservador

Antes de falarmos em ações Itaúsa, caso você ainda não conheça, estamos falando do segundo maior grupo empresarial do Brasil, que controla, além do Itaú Unibanco, a Alpargatas, empresa do ramo de calçados, que é dona das marcas Havaianas, Topper e Rainha; a Duratex, empresa de papel e celulose; e a Itautec, do ramo de tecnologia da informação.

Itausa

A Itaúsa tem participação, ainda, na NTS, Nova Transporte do Sudeste S/A, do ramo de transporte de gás natural. Recentemente, desfez-se de sua participação na Elekeiroz, uma indústria química.

A Elekeiroz era a empresa de menor representatividade na carteira da Itaúsa. A venda não significa, portanto, uma retração. Na verdade, gera a possibilidade de aquisição de ativos capazes de obter maior representatividade na carteira do grupo.

 

Investimentos conservadores

 

Agora que já sabemos o básico sobre a Itaúsa, vamos falar um pouco sobre o que seriam investimentos conservadores.

Você se enquadra neste grupo caso tenha certa aversão a riscos. Não obstante, devemos deduzir que essa aversão seja apenas parcial, ou você não estaria lendo este artigo.

Um investidor conservador é aquele que busca investimentos não sujeitos a grandes riscos. Como no mercado de ações não há investimentos sem riscos, a tendência é de que esse investidor procure aquelas ações sujeitas a menor exposição, ou seja, ações sem grande volatilidade e capazes de oferecer consistentemente um retorno módico sobre o capital empregado.

A recomendação para esse perfil de investidor é buscar as blue chips.

Blue chips são ações de empresas sólidas, com crescimento constante, alta geração de caixa, qualidade da governança corporativa reconhecida pelo mercado e outras características que tornam o investimento nessas ações sólido, pouco sujeito a grandes oscilações e turbulências.

Evidentemente, você logo se lembrará de empresas como Vale, Petrobras, Banco do Brasil, Ambev, Cemig, Gerdau, Bradesco e Itaú.

Depois das oscilações de Vale e Petrobras nos últimos anos, podemos dizer que elas envergam, mas não quebram. A questão é saber se, e para quem, elas são um bom investimento. Talvez seja a hora de abrir um pouco os horizontes.

 

A importância da composição da carteira

Você já deve ter ouvido muito falar da importância da composição da carteira de investimentos. Recomendam que você combine investimentos em renda fixa com outros em renda variável.

Mesmo os investimentos em renda variável devem ser diversificados, de modo que o investimento “A” possa cobrir eventuais perdas do investimento “B”. Tudo isso, evidentemente, faz muito sentido, sobretudo quando você tem a compreensão de que não é só uma questão de diversificar os investimentos, mas também da natureza dos ativos.

Vamos explicar o que isso significa. Você tem papéis da Petrobrás. Trata-se de uma empresa sujeita a múltiplas influências, como a variação do preço do barril do petróleo e as políticas de governo. Nesse caso, talvez seja uma boa alternativa você ter em sua carteira ações do Bradesco, uma instituição financeira, que está sujeita a outras influências.

Para compor ainda melhor a sua carteira, talvez fosse o caso de investir em ações de uma empresa do setor alimentício. Você pode, ainda, investir no setor de tecnologia, como a própria Itaúsa fez com a Itautec.

Sendo assim, você divide o risco entre ações diferentes, assim como multiplica as oportunidades.

 

Por que as ações Itaúsa são uma boa alternativa para investidores conservadores?

 

Verdade seja dita, diversificar a carteira não faz de você, necessariamente, um investidor com perfil conservador. O investidor conservador é aquele que põe em primeiro lugar a segurança do investimento. Mesmo ao entrar no mercado de ações, ele mantém essa postura. Além de focar nas blue chips, diversifica a carteira para proteger suas posições.

Ações Itausa

 

Nesse aspecto, o modelo de negócios da Itaúsa apresenta todos os ingredientes de segurança em uma única ação, sem abrir mão de boa rentabilidade. Em sua carteira,tem investimentos diversos e variados, abrigando grifes que vão do mercado financeiro ao de artigos esportivos, tecnologia, moda e estilo, passando por papel e celulose, além de transporte de gás natural.

 

Percebeu a diversidade das atividades econômicas envolvidas na carteira de investimentos de uma mesma empresa? É isso que torna a posição da Itaúsa mais sólida. Originária do setor bancário, ramo que raramente sofre abalos, mesmo nos momentos de maior crise, a Itaúsa tem seu capital aportado em outras empresas sólidas, atuando em áreas suportadas por forte consumo.

 

Só para ter uma ideia do que estamos falando, sabemos que a taxa Selic vem caindo sistematicamente nos últimos tempos, o que, em tese comprime a rentabilidade dos bancos. Ao mesmo tempo, a entrada das fintechs no mercado brasileiro tende a reduzir a fatia da pizza dos grandes bancos, bem como a lucratividade. Isso, por outro lado, tenderia a irrigar de dinheiro a economia real. Quem está no setor ou na cadeia do setor de consumo, se beneficiaria com isso. É o que acontece com Itautec, Alpargatas e Duratex.

 

É bem verdade que o Banco Itaú tem uma participação bem maior na composição da carteira da Itaúsa que as demais empresas. Por outro lado, ninguém espera que o banco se desintegre de uma hora para outra. Trata-se de uma empresa sólida, que, provavelmente, precisará repor sua participação no bolo do PIB de outras formas, mas que já encontrou um caminho sólido a seguir.

 

Números que comprovam a tese

Ao observar o modelo de negócio da Itaúsa, portanto, fica fácil entender por que os especialistas apostam no grupo empresarial como um investimento seguro. Ninguém espera por uma disparada no preço das ações. Da mesma forma, a tendência é que o grupo empresarial seja pouco vulnerável às chuvas e trovoadas.

Estão cá os números para não nos deixar mentir. Você não verá na trajetória das ações Itaúsa movimentos bruscos, mas o viés é sempre de ganho, tanto no curto, quanto no longo prazo.

A posição em 8 de julho de 2019 aponta para rentabilidade de 1,85% no acumulado da semana. O acumulado em 30 dias é de 6,77%, 13,55% em três meses e 34,96% em um ano. A rentabilidade acumulada em três anos é de 73,07%.

Os números apontam um crescimento sólido e constante, embora sujeito à repercussão dos movimentos especulativos, dos quais dificilmente algum papel escapa. Porém, para quem tem perfil de investir no longo prazo, parece comprovado que se trata de uma boa opção de ação.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *