O que é bitcoin?

Bitcoin

Ao longo dos últimos anos, uma febre tem tomado conta de investidores, especuladores e até mesmo curiosos de todo o mundo que se animaram com o rápido crescimento e valorização do bitcoin e buscam se beneficiar disso de alguma forma.

Mas o que é bitcoin de fato? Quais são os fundamentos por trás dessa criptomoeda que tem feito ela se expandir tão rapidamente? Ou será que não passa de um scam como muitos afirman, incluindo o megainvestidor Warren Bufet?

É sobre isso que iremos falar hoje, então, se você sempre quis entender melhor a respeito do bitcoin mas nunca encontrou um único lugar que reunisse todas as informações relevantes, então prepare-se para aprender mais sobre bitcoin nos próximos minutos do que na sua vida inteira!

 

Bitcoin: O início da Era do dinheiro digital

 

Em 1 de novembro de 2008, um programador desconhecido usando o pseudônimo Satoshi Nakamoto enviou um email para uma lista de entusiastas da criptografia anunciando que havia criado o primeiro sistema de dinheiro eletrônico totalmente peer-to-peer, sem a necessidade de interferência de nenhuma parte intermediária para transacionar. Ele enviou também uma cópia do documento onde explicava todo o design e funcionamento da nova moeda digital, além de um link para onde o documento se encontrava hospedado online.

Na prática, o que se tinha era um novo sistema de pagamentos online, com sua própria moeda digital e baseado em um método sofisticado de autenticação e verificação de todas as transações que ali ocorriam pelos próprios membros do sistema, tornando desnecessária a existência de uma terceira parte para atuar como intermediária, papel geralmente desempenhado pelos bancos no sistema de pagamentos tradicional baseado no papel moeda.

Além disso, a moeda em questão era emitida seguindo um rígido sistema programado no próprio algoritimo e usada para recompensar os membros da rede por cada transação corretamente verificada. Desse modo, o sistema da nova moeda digital tinha um mecanismo embutido que evitava a sua perda de valor devido a uma possível inflação caso um número excessivo de moedas fosse emitido.

Inicialmente, o sistema se tornou apenas um nicho minúsculo, com apenas alguns poucos entusiastas da criptografia e curiosos de modo geral integrando a rede nos meses seguintes ao seu lançamento, fazendo com que o bitcoin se torna-se praticamente, até aquele momento, apenas uma moeda colecionável, sem qualquer valor real. Foi então que o jogo começa a mudar a partir de outubro de 2009 – quase um ano após o lançamento – quando uma bolsa de valores online vende 5.050 bitcoins por um valor de de 5.02 dólares.

A partir daí o bitcoin deixa de ser apenas uma moeda obscura e passa a adquirir valor econômico real, pois a situação mostrava que haviam pessoas dispostas a pagar dinheiro para adquirir a moeda. O interessante é que o valor da transação de pouco mais de 5 dólares foi calculado tendo em vista o custo da eletricidade para minerar a moeda naquele momento.

Pouco tempo depois, em 22 de maio de 2010, alguém comprou duas pizzas de $25 utilizando 10.000 bitcoins, efetivamente transformando o bitcoin de um bem econômico comum (representado pela eletricidade consumida na sua mineração) para um meio de troca por outros bens econômicos, adquirindo, assim, pela primeira vez, o status de moeda.

Desde então, o bitcoin vem crescendo exponencialmente no número de transações realizadas, de usuários e do poder de processamento dedicado à manutenção da rede ao longo do mundo, tendo, com isso, aumentado rapidamente de valor, saindo dos 0.1 centavo de dólar por bitcoin (representado pela compra de 5000 bitcoins por 5 dólares pela bolsa de valores online) até chegar, atualmente a quase 10.000 dólares em julho de 2020.

 

Como funciona o bitcoin?

 

Para entender como funciona o bitcoin, é essencial entender como funciona a rede de pagamentos que esta por trás do bitcoin e que dá sustentação a todas as operações realizadas. Essa rede se baseia na tecnologia blockchain e é o que permite um sistema de pagamentos totalmente seguro e absolutamente independente de qualquer intermediário entre as partes para ser concretizado, isso porque é a própria rede de usuários do bitcoin, coletivamente considerada, que valida as transações entre quaisquer dois membros em um dado momento.

Bitcoin

O Blockchain

A tecnologia de blockchain permite a manutenção de um registro único de transações, de modo seguro e criptografado, que é compartilhado por todos os membros do sistema, e que só pode ser alterada quando a maioria dos membros, através do seu computador (um node na blockchain), valida a transação. Desse modo, qualquer tentativa de ataque ao sistema não pode ser concretizada com a invasão a um único servidor ou conjunto de poucos servidores, mas deve ser feita pela invasão simultânea de todas as máquinas que compõem o sistema do blockchain e, caso um única máquina no sistema seja invadida, todas as outras se fecham automaticamente, invalidando a transação e impedindo que o invasor obtenha seu objetivo, tornando virtualmente impossível que o sistema de pagamentos utilizado pelo bitcoin seja invadido.

O Blockchain se tornou mais conhecido devido ao bitcoin, porém é uma tecnologia extremamente inovadora com largas possibilidades de aplicação em diversas outras indústrias. Essas outras aplicações, entretanto, não são objeto desse artigo.

 

Os fundamentos do Bitcoin

 

Para entender por quê o bitcoin se tornou a principal criptomoeda e vem crescendo cada vez mais, sendo tida por muitos como o dinheiro do futuro, precisamos primeiro entender o que faz de uma moeda uma boa moeda, ou seja, quais são os fundamentos econômicos que separam o bom dinheiro do mal dinheiro.

A salabilidade

Para isso, podemos usar o conceito de salabilidade de Carl Menger, um dos pais fundadores da Escola Austríaca de economia. Um bem tem salabilidade, segundo Menger, se é possível vendê-lo no mercado a qualquer momento que se queira sem que, dessa transação, decorra desvalorização imediata para o bem, apresentando assim, um altíssimo grau de liquidez.

Como funciona o bitcoin
Carl Menger, um dos pais fundadores da escola austríaca de economia e inspiração de Ludwig Von Mises

Para estar apto a ser utilizado como meio de troca, um bem precisaria possuir salabilidade em três esferas simultanemante: Escala, espaço e tempo.

A salabilidade em escala significa que o moeda escolhida precisaria ser altamente divisível, de modo a poder servir de unidade de medida para os diferentes bens econômicos, dos mais baratos aos mais caros.

A salabilidade no espaço se referia a capacidade de mover a moeda escolhida ao longo de grandes distâncias com relativa facilidade.

A salabilidade no tempo, por fim, era a capacidade da moeda escolhida de manter o seu poder de compra relativamente estável ao longo do tempo, funcionando verdadeiramente como uma reserva de valor.

Ao longo de muito tempo durante a história da humanidade, o ouro desempenhou o papel de meio de troca justamente por apresentar todas essas características, em especial a salabilidade no tempo, mantendo-se relativamente estável em seu poder de compra ao longo de milênios.

Essa capacidade do ouro se deu especialmente pela sua relativa escassez na crosta terrestre e pela sua propriedade química intrínseca que lhe torna praticamente indestrutível, o que basicamente faz com que o estoque de ouro atualmente existente no mundo seja a soma de todo o ouro já produzido pela humanidade desde há muitos milênios atrás, o que faz com que as quantidades de ouro produzidas anualmente sejam muito pequenas em relação ao estoque total (apenas 1,5% a 2%), evitando um aumento expressivo e repentino na oferta de ouro que poderia ocasionar a sua desvalorização.

O Bitcoin tem o potencial de ser o ouro do futuro, possuindo muitas de suas vantagens tradicionais, além de alguns benefícios extras muito interessantes. O bitcoin possui grande salabilidade no espaço, ainda maior do que o ouro, já que pode ser transferido para pessoas em qualquer lugar do mundo sem que seja necessário o seu transporte físico.

O Bitcoin também possui grande salabilidade em escala, já que uma única unidade pode ser dividida em até 1 milhão de partes iguais, conhecidas como satoshis – em homenagem ao pseudônimo do criador – e equivalentes, portanto, a 0,0000001 BTC. Desde modo, mesmo bens de baixo valor podem ser adquiridos facilmente por bitcoin.

A salabilidade no tempo, a característica mais importante de uma boa moeda e a grande razão do sucesso do ouro, também é uma característica marcante do bitcoin, já que o algoritimo do btc emite mais bitcoins a uma taxa pré-determinada e já programada desde a sua concepção, até um máximo de 21 milhões de bitcoins. Nesse sentido, podemos até dizer que, a longo prazo, o bitcoin é ainda mais salável no tempo do que o ouro, já que ainda existe muito ouro a ser minerado na crosta e, com o surgimento de tecnologias cada vez mais avançadas, é provável que em algumas décadas a taxa de crescimento do ouro aumente, ainda que de modo moderado, e o estoque total de ouro cresça a essa taxa de modo indefinido ao longo do tempo enquanto o bitcoin atingirá o total de 21 milhões em 2140 e, a partir de então, todo o bitcoin existente no planeta será essa quantia, tornando o bitcoin a moeda mais forte que já existiu.

 

Bitcoin é confiável?

Talvez a dúvida mais comum de qualquer pessoa que passa a conhecer o bitcoin é sobre a confiabilidade do sistema e da moeda. De fato, uma moeda completamente digital, sem nada físico que a represente, parece, em um primeiro momento, algo temerário e altamente vulnerável a alguma falha que possa por em risco todo o sistema.

Essa dúvida é especialmente agravada para quem ainda não conhece muito bem o blockchain, a tecnologia que da suporte a todo o sistema de pagamentos do bitcoin.

Você já usa uma moeda digital!

Apesar disso, é relativamente fácil entender por quê o bitcoin é altamente seguro. Pare e pense um pouco: Será que você já não esta usando uma moeda digital na maior parte do tempo sem nem perceber isso? Quantos pagamentos você faz com o cartão ou através de aplicativos e transferências bancárias? Sim, eu sei, você vai dizer que o dinheiro esta lá e você pode sacá-lo se quiser, o que é parcialmente verdade.

Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso mas o sistema bancário é organizado com base no sistema de reservas fracionárias, o que significa que o banco no qual você guarda o seu dinheiro só é obrigado a manter sob reserva uma pequena parte dos depósitos dos clientes – geralmente 20% a 30% – estando livres para emprestar o resto, efetivamente criando uma moeda fictícia, a moeda escritural, já que em torno de 70 a 80% do dinheiro total depositado no banco esta sendo contabilizado duas vezes: Uma como disponível para saque para os seus clientes e outra nas mãos de quem recebe o dinheiro após tomar um empréstimo junto ao banco.

Isso significa que, em última análise, se um percentual muito grande de clientes do banco quiser retirar os seus depósitos simultaneamente, não haverá dinheiro disponível para todo mundo, já que a maior parte desse dinheiro estará nas mãos de terceiros que tomaram empréstimo no banco. Assim, você basicamente esta usando uma moeda essencialmente digital – a moeda escritural do banco – e confiando que não ocorrerá nada de muito impactante na economia que possa provocar uma corrida aos bancos, uma situação que, sem dúvida, é muito mais frágil do que utilizar uma moeda digital com um sistema de suporte e segurança envolvendo criptografia avançada e que é matematicamente impossível de ser hackeada tendo em vista o volume de nodes que deveriam ser invadidos simultaneamente.

Ademais, em que você prefere confiar: Em bancos e governos, que emitem moeda descontroladamente – seja através de papel ou seja através de dígitos como no caso da moeda escritural – ou em um sistema impessoal e objetivo que provê transações diretamente entre as duas partes envolvidas, sem a necessidade de um intermédiário, e que é mantido pelos próprios usuários de forma descentralizada ao redor do mundo, que naturalmente são os maiores interessados em que o sistema siga funcionando corretamente? Acho que a resposta é bem fácil.

Dito isto, vale a pena ainda falar sobre algumas críticas que tem sido feitas ao bitcoin, até mesmo por grandes figuras do mundo dos investimentos como Warren Buffet, que considera o bitcoin nada mais do que uma ilusão e potencial fraude.

 

O bitcoin é uma fraude?

 

Algumas vozes bem famosas no mercado já se levantaram contra o bitcoin, dentre as quais talvez a de maior peso é a do megainvestidor Warren Buffet, que defenda que o bitcoin não possui qualquer valor real, não tem a capacidade de armazenar valor e que não possui mais valor do que conchas do mar.

Bitcoin é uma fraude?
Bitcoin x Warren Buffet: Quem será que esta certo?

Sem dúvida alguma, Warren Buffet é uma lenda no mundo dos investimentos e qualquer opinião que ele emita carrega consigo o peso de um investidor ultra bem sucedido há quase 60 anos na bolsa de valores. Entretanto, alguns fatores precisam ser considerados com mais cautela para que possamos avaliar em que medida essa opinião carrega algum valor racional e em que medida representa apenas um viés espécifico do Buffet.

Primeiramente, precisamos considerar que Warren Buffet possui quase 90 anos de idade. Para ter uma noção do que isso significa na prática e em relação ao mercado, podemos lembrar que, quando ele começou a investir, os livros contabéis, cotações das ações e outras informações referentes as empresas negociadas na bolsa de valores só se encontravam disponíveis na própria sede da bolsa de valores ou através de periódicos que se especializavam na publicação desse tipo de informação. Desse modo, o próprio surgimento do Home Broker já foi um grande avanço tecnológico para quem estava acostumado a ter que obter as informações necessárias para o ivnestimento de modo físico.

Assim, podemos imaginar que talvez a visão de Buffet sobre o bitcoin esteja altamente enviesada pelo fato de em todas essas décadas investindo ele nunca ter visto nada igual, causando estranheza e aversão em relação a criptomoeda.

Outro fato importante a se considerar é que o próprio Buffet disse que não investe em empresas de tecnologia porque uma de suas regras é só investir em negócios que ele entenda profundamente e, como ele próprio assumiu, não entende nada de tecnologia. Será então que a aversão ao Bitcoin não pode ser explicada por essa aversão maior a qualquer negócio baseado em tecnologia? Não custa lembrar que há 2 décadas atrás Buffet não acreditava no potencial das hoje gigantes da tecnologia Google e Amazon, erro que lhe custou caro como o próprio admitiu anos depois.

Agora indo mais a fundo em relação ao argumento de que o bitcoin não tem qualquer valor real e não passaria de conchas do mar. Esse argumento parece ignorar os fundamentos de uma boa moeda, como vimos, dentre os quais o mais importante é funcionar como uma reserva de valor. Ocorre que um dos maiores valores do bitcoin é exatamente a sua oferta limitada, que chegará a 21 milhões e então deixará de ser emitida em maiores quantidades, algo totalmente diferente de conchas do mar que são virtualmente infinitas, podendo ser produzidas em quantidades estratosféricas tão logo fosse usadas como dinheiro, o que aliás já aconteceu no passado pelos índios que habitavam a américa do norte.

 

Bitcoin Vale a pena?

Visto tudo isso, a conclusão que podemos chegar é a de que o Bitcoin tem grandes chances de se tornar o dinheiro do futuro. Se isso realmente irá acontecer apenas o tempo dirá, porém o Bitcoin apresenta todos os fundamentos para que isso se torne realidade.

Além de todos os benefícios econômicos de uma verdadeira reserva de valor, de transações extremamente seguras e anônimas, o Bitcoin também pode ser visto como um meio de protesto contra Estados que se tornem excessivamente invasivos na Liberdade Individual do cidadão comum. Nenhum outro poder é maior do que o de controlar a moeda utilizada no país, o elo que une todas as transações econômicas e, ao fazer com que o Estado perca esse poder com um processo natural de migração, ao longo do tempo, das pessoas para o sistema do Bitcoin, abre-se uma possibilidade real de contenção do poder estatal, muito mais efetiva do que a suposta separação de poderes dos sistemas políticos atuais.

 

 

 

 

 

O que é um Swap?

Swap

O swap é uma espécie de derivativo. Derivativos são contratos cujo valor esteja condicionado à variação de algum ativo, o que ocorre muito nos contratos de exportação e importação, em que o valor dos mesmos, em dólar, está atrelado à variação do preço daquela moeda no mercado.

É o que acontece, também, em investimentos pós-fixados, cujo valor do resgate dependerá da variação de um determinado índice, que pode ser, por exemplo, a Selic ou o IPCA.

Suponha que você é um produtor rural e realizou uma venda de US$ 200 mil em mercadoria para um comprador em outro país. Na data da venda, o dólar custava R$ 4,00. Sendo assim, você teria a receber R$ 800 mil, que é o preço em dólar convertido para a moeda local.

Você apurou que o custo total para produzir e escoar aquela mercadoria, incluídos os impostos, foi de R$ 600 mil. Sendo assim, o seu lucro previsto é de R$ 200 mil na operação.

Swap

O problema é que você efetuou a venda com antecedência de três meses. O pagamento, no entanto, só acontecerá ao final daquele período.

Essa situação é comum para empresas exportadoras, sejam elas do segmento de agronegócio, indústria ou extrativismo.

O problema é que sabemos o quanto o câmbio é volátil, uma situação que se tornou rotina desde que foi suprimida a paridade da moeda emitida com o ouro. Sendo assim, a própria moeda se tornou uma mercadoria, um ativo, que pode ou não se valorizar, razão pela qual você já deve ter ouvido falar de pessoas que investem em dólar, libra esterlina e outras moedas.

Esses investidores ganham em reais o resultado da variação do dólar para cima, mas também perdem dinheiro caso aquela moeda se desvalorize.

O que é Swap

É nesse contexto que surge o swap, uma das muitas formas de operações com derivativos. Swap vem do verbo to swap, que significa, em português, “trocar”.

Consiste na troca de riscos entre duas partes, que pretendem proteger seus lucros ou investimentos. O mais comum é o swap feito com o Banco Central.

Suponhamos que aquele produtor quer proteger o contrato contra uma possível desvalorização do dólar. O ideal seria que ele só efetuasse a venda na data do pagamento, assim não correria riscos. A questão é que, em se tratando de comércio internacional, os volumes são gigantescos e são feitos por encomenda.

Portanto, é natural que os contratos sejam feitos com antecedência, até porque o setor produtivo, em caso de grandes volumes, produz sobre demanda, ou com base em estimativas de vendas.

Então, essa possibilidade é nula. O jeito é buscar formas de proteger o preço do contrato. Uma dessas formas é negociar o contrato no mercado futuro. É quando o produtor vende seu direito a um investidor, antecipando, inclusive, a receita no valor da cotação presente do dólar. Assim, ele recebe exatamente o preço com o qual negociou a venda.

O investidor, por sua vez, obtém a oportunidade de lucrar com o ágio decorrente de uma eventual valorização do dólar. Da mesma forma, o próprio exportador poderia lucrar com essa variação, mas preferiu assegurar sua lucratividade e obter capital de giro.

O swap é uma operação um tanto quanto mais complexa que o mercado futuro, que tem a finalidade clara de eliminar os riscos. Do outro lado, a empresa que realiza a troca do indexador, geralmente um banco, também pretende lucrar com uma variação positiva do dólar.

Suponha que o exportador pegou o contrato de R$ 800 mil e negociou com o Banco Central a troca dos indexadores. Doravante, ele passou a ter o contrato vinculado à taxa DI, que é a taxa referencial de crédito entre instituições financeiras. Ao final de três meses, ele receberá os R$ 800 mil + DI no período.

Nesse caso, o banco está pagando esse ágio. Se for de 0,75%, o banco pagará ao exportador R$ 800 milhões + 0,75%, equivalente a R$ 806 milhões. Em compensação, se o dólar tiver uma variação para cima de 2%, o banco lucrará R$ 10 milhões na operação, já que o contrato em dólar valerá R$ 816 milhões.

Podemos dizer, portanto, que o termo swap, “troca”, descreve com perfeição esse tipo de operação, que envolve uma troca de direitos, riscos e oportunidades. No caso acima, todos saíram ganhando, de acordo com suas próprias perspectivas. O banco poderia, no entanto, sair perdendo caso o dólar se desvalorizasse ou mesmo se valorizasse abaixo do indexador negociado com o exportador, no caso, o DI.

Outras formas de swap

A forma descrita acima é a mais comum, porém não a única de fazer swap. Sempre que alguém tem um direito e deseja proteger o seu valor de riscos, tendo, do outro lado, um investidor que vê a troca como oportunidade, existe a possibilidade da realização de uma operação de swap.

Sendo assim, as operações swap podem envolver:

– câmbio;

– índices;

– indexadores;

commodities.

Repare que todos os ativos acima são caracterizados pela volatilidade. Por conta disso, as operações de swap realizadas pelo banco central não são exatamente visando obter lucro, mas manter a estabilidade cambial.

Eu posso fazer um swap?

Como podemos perceber, as operações de swap estão mais ligadas a grandes volumes, mas isso não significa que você não possa fazer esse tipo de operação.

Caso você tenha um CDB pré-fixado junto a um banco e entenda que o CDB indexado tende a entregar maiores ganhos no vencimento do título, pode procurar outro banco para fazer a troca por um papel pós-fixado. Caso você esteja certo, aumentará seus ganhos.

Por que o processo de inflação ocorre?

À luz dos mais básicos fundamentos econômicos, podemos afirmar que a inflação é a consequência do desequilíbrio entre a oferta e a demanda, com a balança pendendo para o lado da segunda.

Em outras palavras, se existe uma procura por um produto que represente 135% da demanda, é natural que imaginemos que o produtor daquele item vá aumentar o preço, de modo a usar esse desequilíbrio para aumentar suas margens.

Não quer dizer que isso, necessariamente, vá acontecer. A outra opção pode ser investir na ampliação da capacidade de produção, de modo a atender à demanda. Nesse caso, o desequilíbrio entre oferta e procura seria um bom indutor de crescimento da economia local, uma vez que geraria aumento de produtividade, geração de renda e consumo.

Já deu para perceber que não é tão fácil quanto parece explicar como acontece o processo inflacionário. Entre muitas possíveis causas de uma escalada inflacionária podem estar as variações cambiais. Quando o real esteve valorizado em relação ao dólar, na década passada, era comum vermos um grande contingente de brasileiros fazendo viagens turísticas ao exterior.

Com a desvalorização gradativa do real, haveria, pelo menos em tese, uma inversão dessa tendência. Com o dólar custando o dobro do que custou naquele período, pessoas perderiam a motivação com as viagens para fora do país, o que levaria a um aquecimento da demanda interna, que já era alta, devido à vocação turística brasileira. Isso levaria, em tese, a um aumento de preços.

Só que esse aumento de preços pode não acontecer em virtude da perda de poder de consumo da população. Em outras palavras, você pode perceber que nenhum fator funciona sozinho como indutor de um processo inflacionário. É preciso que haja uma conjuntura favorável à ativação desse processo.

InflaçãoHá aspectos da economia local que impactam de forma mais dramática os preços em cadeia nacional. É o que acontece quando temos um aumento brusco de custos com petróleo e energia. São custos que impactam toda a cadeia de valor, aumentando o custo com transporte de mercadoria, o custo de produção e até o custo operacional de empresas de diversos setores, além do impacto direto no preço de produtos fabricados com derivados do petróleo.

Tudo pode mudar, no entanto, se esse aumento ocorrer de forma concomitante a uma escalada recessiva, que leva à queda do consumo. Nesse caso, para não serem obrigadas a reduzir a margem de lucro, empresas do setor podem optar por reduzir a produção, o que tende a gerar mais desemprego e recessão.

Sendo assim, podemos afirmar que o processo inflacionário acontece quando uma série de fatores se combina e favorece a escalada dos preços. Observe que estamos falando em escalada, logo não se pode atribuir a inflação a um mero desequilíbrio entre oferta e demanda, já que um simples ajuste não precisará ser repassado para toda a economia.

A hiperinflação

Um dos grandes problemas do Brasil da época da hiperinflação era a indexação da economia por meio da correção monetária. A hiperinflação aconteceu, principalmente, ao longo da década de 80. Na ocasião, a inflação presente projetava a inflação futura, pois os contratos tendiam a reproduzir os índices passados gerando novo ciclo inflacionário.

Contribuíam para tal situação outras variáveis, como a baixa produtividade da economia brasileira, incapaz de atender à demanda interna de uma classe média que cresceu durante o período dos governos militares, sem que tivesse havido um crescimento correspondente na capacidade produtiva, principalmente do setor industrial.

Da mesma forma os gastos públicos eram mais um fator de desestabilização da economia. Numa economia saudável, os gastos públicos devem ser menores que a receita. No Brasil da hiperinflação os gastos públicos eram elevados, não só pela forte presença do setor estatal na economia, como pelo alto custo da máquina pública e a baixa capacidade dessa mesma economia de gerar arrecadação suficiente.

Com isso, a solução era gerar novos impostos, que acabavam repassados para os preços e, consequentemente, para os salários, já que o movimento sindical tinha muita força naquele período para reivindicar reposições salariais, o que também contribuía para aumentar os custos das empresas.

É bem verdade que, em grande parte, a hiperinflação tem forte relação com a conduta do empresariado nacional. Numa economia fraca e com baixa competitividade, é comum termos a formação de oligopólios e cartéis, condições em que o poder de barganha das empresas é ampliado na disputa pela fixação do preço ao consumidor.

Intervenção do governo x fundamentos econômicos

Há quem acredite que a simples intervenção do governo seja suficiente para estancar uma escalada inflacionária.

Na verdade, é o próprio governo que gera a inflação com a impressão descontrolada de dinheiro. Veja o que aconteceu no Brasil ao longo daquele período, quando as medidas foram do estabelecimento do congelamento de preços à retirada do dinheiro de circulação, com o confisco da poupança pelo governo Fernando Collor.

A consequência dessas medidas foi, no caso dos infrutíferos congelamentos, uma verdadeira queda de braço entre produtores, varejistas e governo, acarretando frequentes problemas de abastecimento. Quanto ao confisco da poupança, acompanhado da queda de barreiras para importação de produtos de alto valor agregado, a resposta foi a quebra da indústria nacional, mais recessão, desemprego e resultados duvidosos no combate à inflação.

A inflação, enfim, é um sintoma. A ausência total dela pode ser, inclusive, apontada como um mau indicador, que sinaliza o risco de um ciclo recessivo.

A melhor forma de controlar a inflação é a economia local ter uma boa relação entre câmbio, balança comercial, produtividade, crédito e consumo.  Além disso, a contenção nos gastos públicos e a simplificação do arcabouço tributário e fiscal são fatores de sucesso na sustentação de bons valores econômicos, inclusive a inflação sob controle.

Vale a pena investir em Renda Fixa?

Quando falamos em investimento e construção de patrimônio voltada para o longo prazo, podemos identificar dois grandes meios para aplicar o seu dinheiro: A Renda variável e a Renda Fixa.

A Renda variável é uma forma de investimento na qual a sua rentabilidade – como o próprio nome já diz – irá variar em função do preço do ativo no qual você esta investindo. O exemplo clássico do investimento em renda variável é o mercado de ações, no qual a sua rentabilidade depende, simplificadamente, da performance das empresas cujas ações você escolheu investir no mercado.

Renda fixa

A Renda fixa, por outro lado, é uma forma de aplicar o seu dinheiro na qual o retorno que você receberá já esta pré-determinado no momento da compra, podendo esse retorno ser estabelecido de modo pré-fixado ou pós fixado:

 

Pré-fixado: o retorno que você receberá já esta estabelecido de modo preciso no momento da aplicação, por ex., 8% ao ano.

 

Pós-fixado: O retorno recebido irá ser determinado de acordo com algum índice, como a Selic, CDI, etc. Ao comprar, você não sabe precisamente qual será o retono, mas sabe a forma de cálculo e, portanto, a variação dentro da qual estará contido esse retorno, sem grandes riscos.

 

Em geral, as aplicações em renda fixa são títulos de crédito, ou seja, você assume a posição de credor ao emprestar dinheiro a uma determinada instituição, podendo ser o próprio governo (no caso do investimento em notas do tesouro) ou mesmo empresas privadas, no caso de CDB, LCI, LCA, etc. no qual seu dinheiro é aplicado no banco, ou mesmo em empresas listadas em bolsa, como na aplicação em debêntures. As debêntures entretanto, devido as suas peculiaridades, possuem questões muito específicas que não serão discutidas aqui.

Em geral, os riscos da aplicação em renda fixa são próximos de zero, já que, como credor, você não participa dos riscos da empresa emissora, e faz jus ao recebimento do retorno acordado ainda que a empresa não performe bem durante o período e tenha prejuízos. Ainda assim, há sempre o risco de insolvência, que é mitigado em alguns casos pelo FGC (Fundo garantidor de crédito), cuja função é garantir ao correntista/credor o recebimento do valor investido de volta caso a instituição financeira em questão venha a falir, até o montante de 250 mil reais.

Outra possibilidade de investimento em renda fixa se da através dos fundos de investimento em renda fixa, que buscam combinar as vantagens dos diferentes tipos de aplicação em renda fixa para entregar uma rentabilidade média superior a um risco baixo.

 

Renda Fixa é uma boa opção de investimento?

 

Mas será que vale a pena investir em Renda fixa? Bom, tudo se resume a uma relação entre o risco que você aceita correr e o potencial retorno que quer obter. A Renda fixa apresenta a vantagem da previsibilidade de retorno sobre o seu capital, o que te ajuda a se planejar e garante crescimento contínuo ao longo dos anos.

A questão é se esse crescimento tem alguma significância para construir o seu patrimônio. Muitas, vezes as pessoas se esquecem do impacto da inflação e do Imposto de renda nos seus investimentos, e não fazem o cálculo do retorno real que irão receber ao aplicar o dinheiro.

Vamos usar como exemplo o CDB para ficar mais fácil de entender o que eu quero dizer. É relativamente fácil encontrar alguns CDB’s pagando em torno de 120% do CDI – atualmente em 6%. Isso nos dá uma rentabilidade de 7,2% ao ano mais ou menos, o que é até razoável se tratando de um retorno garantido, de risco quase zero. Entretanto, se você considerar que a projeção de inflação do ano esta em 4%, e que você também paga imposto de renda sobre esse rendimento, variando de 15 a 20%, dependendo do resgate acima ou abaixo de 1 ano, respectivamente, o retorno real que você irá auferir sobre o seu capital será bem menor, de 1,76% a 2,12% ao ano:

 

7,2% – 4% – (0,15 ou 0,20) x 7,2%

 

Com isso, na prática, o retorno passa a não ser tão interessante se considerarmos a apreciação do poder de compra do seu capital.

 

Um cenário em mudança para a renda fixa

 

Tradicionalmente, o Brasil sempre foi um país com algumas das aplicações em renda fixa mais rentáveis do mundo, o que se devia a sua alta taxa de juros. Com isso, era possível encontrar aplicações em renda fixa que rendiam acima dos 10% ao ano em alguns casos, tornando-a muito mais atrativa mesmo após considerar-se a inflação e o IR.

Em 2017, por exemplo, o CDI acumulado do ano ficou em 9,93%, o que significa dizer que a mesma aplicação no CDB utilizada como exemplo anteriormente daria um retorno de 12% ao ano comparativamente aos 7,2%. Se considerarmos a inflação daquele ano (2,95%) e as alíquotas de Imposto de renda aplicáveis, teríamos um retorno líquido de 7,24% a 7,7%, significativamente maior do que os 1,76 a 2,12%.

Indo mais além, considerando o CDI de 2016 e 2015, que ficou em 14% e 13,24%, respectivamente, teríamos retornos monstruosos para uma aplicação em renda fixa próximo dos 17% ao ano antes de considerada a inflação.

Todo esse contexto tornava a renda fixa uma excelente opção de investimento, cenário esse que vem mudando a passos largos com a redução sistemática da taxa de juros. Assim, a tendência é que a renda fixa passe a render cada vez menos, como aliás já é realidade na maior parte dos países desenvolvidos como os EUA.

Essa redução da rentabilidade esperada da renda fixa obriga o investidor a reconsiderar a alocação de ativos que faria normalmente pende mais para a renda variável se deseja obter retornos consideráveis.

Não se trata de dizer que a renda fixa não vale mais a pena, mas apenas que ela já não é mais a grande festa que foi no passado. Eu diria que um investidor que pretende construir um bom patrimônio a longo prazo não deveria colocar mais do que 30% do seu capital total em renda fixa e investir os outros 70% em renda variável, buscando obter retornos anuais maiores.

Eliminar completamente a Renda fixa do seu portfólio talvez não seja a opção ideal, ainda mais quando você começar a ter um capital considerável e desejar ter proteção integral para pelo menos uma parte dele, porém é um fato notório que com a tendência atual de diminuição na taxa de juros o investidor inteligente terá apenas uma pequena parcela em Renda fixa.

Imposto de Renda e seu impacto nos investimentos

Imposto de renda nos investimentos

Uma das principais dúvidas dos investidores é sobre o pagamento do Imposto de Renda nos investimentos financeiros.

IR nos investimentos

Antes de investir é preciso, no entanto, que você conheça como o IR incide sobre os rendimentos que você venha a obter. Sem isso, você não terá uma visão realista do ganho real que obterá sobre o capital, mesmo que disponha de indicadores confiáveis sobre o futuro.

Vamos começar?

Investimentos e rendimentos isentos do Imposto de Renda

Caso você queira se livrar da burocracia e dos cálculos, há alguns investimentos que são isentos do Imposto de Renda.

Adiantamos, todavia, que isso, embora reduza o tamanho da sua dor de cabeça e assegure maior facilidade no cálculo dos seus ganhos, não garante rendimentos superiores. Na hora de escolher o melhor investimento, é preciso pegar a calculadora, reunir indicadores e indexadores, fazer contas e, só então, montar sua carteira.

Vamos, então, aos investimentos sem IR:

  1. Poupança

Embora a poupança não possa ser considerada um investimento, colocamos aqui como uma opção para alocar parte do seu capital, especialmente para servir de reserva de emergência em alguns casos, pois tem a vantagem de você poder fazer o resgate a qualquer momento, mas a previsão de rendimento em 2019 é a menor do mercado. A expectativa é de que o rendimento anual fique pouco acima de 4%.

  1. LCI

A Letra de Crédito Imobiliário é um tipo de investimento por meio do qual você empresta dinheiro às instituições financeiras. Esses recursos são aplicados na concessão de crédito imobiliário.

Com a captação mais barata junto aos investidores, as instituições financeiras podem conceder crédito imobiliário mais barato. Essa é a razão pela qual o IR não é cobrado do investidor, como forma de incentivo ao mercado imobiliário.

  1. LCA

A Letra de Crédito Agrícola, assim como o LCI, é parte de uma política de fomento do setor agrícola, razão pela qual o investidor é isento do IR. O processo é idêntico ao do LCI.

Tanto LCI quanto LCA tiveram rendimento próximo de 4% no primeiro semestre de 2019.

  1. CRI e CRA

Também isentos de impostos, o Certificado de Recebíveis Imobiliários e o Certificado de Recebíveis Agrícolas são operações de securitização. É uma forma de a empresa antecipar o recebimento de direitos, por meio da emissão de títulos, que são remunerados com juros.

A rentabilidade é maior para o investidor, já que não há intermediário na operação, mas o risco também é maior, já que não existe a garantia do FGC. No caso do CRA, quem emite os certificados são os produtores rurais e as cooperativas de crédito agrícola, sendo uma forma mais barata de financiar a produção.

  1. Debêntures incentivadas

Debêntures também são títulos emitidos por empresas, sem intermediação dos bancos, para o financiamento de seus investimentos.

As debêntures incentivadas são aquelas emitidas por empresas que atuam em setores estratégicos, como energia, mobilidade urbana, água e esgoto, etc. Por essa razão, os investidores são isentos de IR.

Ações e Dividendos

Para quem pensa em investir em ações, é bom ficar atento a de que forma e sobre quais rendimentos o IR incide.

A primeira coisa que você precisa saber é que o IR não incide sobre os dividendos. Os dividendos são a participação dos acionistas no lucro das empresas de capital aberto e não são tributados com o IR.

Quanto à venda de ações, o IR incide sobre os rendimentos obtidos no ato da venda das ações. Caso, no entanto, essa venda seja de até R$ 20 mil no mês, você estará isento do IR. Você pode vender R$ 19 mil em ações todo mês e, ainda assim, não pagará IR.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um título emitido pelo governo para financiar investimentos públicos. Possui uma tabela progressiva de IR de acordo com o prazo do resgate. Caso o resgate seja em prazo superior a 720 dias, a alíquota é de 15% e incide, exclusivamente, sobre os rendimentos.

Entre 364 e 720 dias, a alíquota é de 17,5%; entre 180 e 364 dias, de 20%, e com menos de 364 dias, de 22,5%. O rendimento no ano, antes do IR, é projetado em um patamar superior a 6% tanto para os títulos pré-fixados quanto para os indexados pela Selic ou IPCA.

CDB

A única diferença do CDB para o Tesouro Direto é que se trata de uma operação para financiar os bancos. A tabela do IR é a mesma do Tesouro Direto.

 

Fundos de Investimento

 

No caso dos fundos de investimento, é preciso ficar atento ao IR. Mesmo os fundos de ações estão sujeitos ao IR, não importa em qual prazo se dê o resgate. O ponto positivo é que a taxa é fixa, de 15% sobre os rendimentos.

Para os demais fundos, a alíquota varia de 15% a 22,5%, funcionando com a mesma lógica do Tesouro Direto, qual seja com taxas progressivas de acordo com o prazo do resgate. Quanto maior o prazo, menor a alíquota.

O que são ações small caps?

Você já deve ter ouvido muito falar em ações small caps e, muito provavelmente, deve associá-las a um maior risco, o que não deixa, em tese, de ser verdade.

Isso acontece porque, por serem ações de empresas menores e com baixa liquidez, estão sujeitas a movimentos bruscos e ondas especulativas.

Por outro lado, as ações small caps são vistas como aquelas com maior potencial de combinar volume e rapidez. Em outras palavras, os investidores enxergam a oportunidade de obter alta rentabilidade em pouco tempo.

Vale a pena investir em ações small caps?

Essa é uma pergunta para a qual não há uma resposta objetiva. Não é possível responder com um “sim” ou um “não”.

Tudo começa pelo seu perfil de investidor. Embora possamos reconhecer que investir em small caps é mais arriscado que em blue chips, mesmo entre as ações small caps há diferenças abissais no que diz respeito ao perfil do investimento.

Small caps

Para ilustrar essa situação, iremos utilizar um exemplo, o Banco Inter, BIDI4, teve uma valorização de 103% no ano de 2019 até o mês de junho. Na primeira semana de julho de 2019, obteve uma valorização de 27,9%. Seria a hora de embarcar nessa viagem?

Parece-lhe um investimento confiável?

Consistência no crescimento é indicador de bom investimento

Ao confrontar esses dois valores, confiabilidade e rentabilidade, encontraremos diversos perfis de investidores. A BIDI4 parece manter uma trajetória consistente e confiável, além de se mostrar altamente rentável. Não é todo dia que você dobra o capital investido em apenas seis meses.

Além disso, o movimento de crescimento do Banco Inter é constante há muito tempo. A fintech abriu capital na Bovespa em abril de 2018. Um ano depois, as ações haviam valorizado 246%. No mesmo período, a empresa teve um crescimento em sua carteira de clientes de 536 mil para dois milhões de correntistas. O número de investidores por meio da plataforma de investimentos do banco também teve um crescimento de 238%.

Não há qualquer dúvida de que estamos diante de uma das marcas mais em evidência da atualidade, seja em razão do bom trabalho de branding, seja em função do noticiário positivo, seja pelos elogios feitos pelos consumidores ao serviço prestado pelo banco. Além disso, está num setor em franca expansão no país, que está longe de encontrar seu teto e os números de crescimento são bastante consistentes.

Estamos, aparentemente, diante de uma opção revestida de um bom grau de segurança, isso parece óbvio. Afinal de contas, investir em ações só faz sentido se estivermos falando de empresas com potencial de crescimento.

Por outro lado, é preciso tomar cuidado com algumas ondas. A valorização de 27,9% da primeira semana de julho está relacionada a uma notícia ligada aos planos de governança da instituição. A direção do Banco Inter anunciou que porá em prática um plano para elevar suas regras de governança para o Nível 2 da B3. Além disso, fará uma reorganização da estrutura societária da empresa por meio de um desdobramento de ações, com programa de unitização.

O que significa alcançar o Nivel 2? Em síntese, significa construir uma estrutura mais sólida, baseada numa operação mais previsível, com melhor gestão de processo e melhores mecanismos de controle. Em outras palavras, significa ter uma trajetória ainda mais consistente e, com isso, ser mais atraente e confiável para os investidores.

Percebe que, nesse caso, a corrida às ações do branco gerou uma onda, antecipando uma valorização que viria naturalmente com a adoção das medidas de governança? É bem provável, portanto, que em algum momento muitos investidores queiram realizar seus lucros e as ações do banco sofram uma queda.

Caso, no entanto, a sua visão seja de longo prazo, a de se tornar sócio da empresa, a perspectiva de crescimento do Banco Inter no longo prazo é muito boa. Vale a pena investir. Podemos, inclusive, dizer que vale mais a pena investir nesta ação Small Cap do que em muitas Blue Chips.

O que devemos levar em conta na hora de investir é qual a perspectiva de crescimento consistente. É preciso olhar para o passado e perceber qual a trajetória de crescimento da ação. É preciso olhar para o futuro e saber quais são os planos da empresa. É preciso olhar os planos da empresa e perceber se eles são viáveis, se vão ajudar você a multiplicar seu capital.

Small Caps e maior potencial de ganho

Neste caso, é preciso desviar os olhos da ciranda da Bolsa de Valores e focar no longo prazo. As small caps são a melhor opção para quem busca maiores ganhos em menos tempo.

Caso você queira aumentar o potencial de ganhos, pode combinar ações blue chips com small caps em sua carteira, mas sem abrir mão de fazer uma análise realista e aprofundada do potencial de cada empresa. Lembre-se, sempre, de que por trás das ações está uma empresa. É o comportamento dessa empresa que garantirá a rentabilidade das suas ações no longo prazo e não os movimentos especulativos do mercado.

O SMLL

No ano de 2017, o índice SMLL, ou Índice Small Cap, foi a aplicação com maior rentabilidade. Isso significa dizer que o ganho médio do investidor em small caps foi de 49,37%. Em segundo lugar ficou o Ibovespa, com 26,86%.

SMLL

Não é difícil perceber que os investidores em small caps tiveram rentabilidade quase 100% superior aos demais índices. Isso não quer dizer que todas as empresas do SMLL sejam excelentes opções de investimento. A AMAR3, Lojas Marisa, sofreu uma desvalorização de 79% entre abril de 2013 e abril de 2018. A Alpargatas, no mesmo período, obteve, em compensação, valorização de 30%. A proprietária das “Havaianas” demonstra crescimento sólido e bons fundamentos para lastrear sua expansão nos próximos anos.

Para encerrar, vamos mostrar para você a lista das ações que fazem parte do índice SMLL. Uma ou algumas delas podem ser a porta entreaberta para você alcançar excelentes ganhos.

ABCB4 ABC BRASIL
ALPA4 ALPARGATAS
ALSC3 ALIANSCE
ALUP11 ALUPAR
AMAR3 LOJAS MARISA
ANIM3 ANIMA
ARZZ3 AREZZO CO
AZUL4 AZUL
BEEF3 MINERVA
BIDI4 BANCO INTER
BKBR3 BK BRASIL
BRAP4 BRADESPAR
BRML3 BR MALLS PAR
BRPR3 BR PROPERT
BRSR6 BANRISUL
CAML3 CAMIL
CESP6 CESP
CPLE6 COPEL
CSMG3 COPASA
CVCB3 CVC BRASIL
CYRE3 CYRELA REALT
DIRR3 DIRECIONAL
DTEX3 DURATEX
ECOR3 ECORODOVIAS
ENAT3 ENAUTA PART
ENBR3 ENERGIAS BR
ENEV3 ENEVA
ESTC3 ESTACIO PART
EVEN3 EVEN
EZTC3 EZTEC
FESA4 FERBASA
FJTA4 FORJA TAURUS
FLRY3 FLEURY
GFSA3 GAFISA
GOAU4 GERDAU MET
GOLL4 GOL
GRND3 GRENDENE
GUAR3 GUARARAPES
HGTX3 CIA HERING
IGTA3 IGUATEMI
LCAM3 LOCAMERICA
LEVE3 METAL LEVE
LIGT3 LIGHT S/A
LINX3 LINX
LOGG3 LOG COM PROP
MEAL3 IMC S/A
MOVI3 MOVIDA
MRFG3 MARFRIG
MRVE3 MRV
MULT3 MULTIPLAN
MYPK3 IOCHP-MAXION
ODPV3 ODONTOPREV
PARD3 IHPARDINI
POMO4 MARCOPOLO
PRIO3 PETRORIO
QUAL3 QUALICORP
RAPT4 RANDON PART
SAPR11 SANEPAR
SAPR4 SANEPAR
SEER3 SER EDUCA
SLCE3 SLC AGRICOLA
SMLS3 SMILES
SMTO3 SAO MARTINHO
STBP3 SANTOS BRP
TAEE11 TAESA
TEND3 TENDA
TGMA3 TEGMA
TIET11 AES TIETE E
TOTS3 TOTVS
TUPY3 TUPY
UNIP6 UNIPAR
VLID3 VALID
VULC3 VULCABRAS
VVAR3 VIAVAREJO
WIZS3 WIZ S.A.

O Efeito Manada nos mercados

Efeito manada

       De longe, um dos fatores de maior importância – se não o mais importante – para o investidor que pretende obter resultados consistentes e acima da média no mercado de ações é o preparo psicológico. Nenhum outro fenômeno exemplifica tão bem a importância do controle emocional como o chamado efeito manada, especialmente no caso de atividades que inevitavelmente envolvem risco, como o Investimento.

             O efeito manada é muitas vezes o grande responsável por crises econômicas e consequências catastróficas no mercado, como foi o caso da famosa mania das tulipas, ocorrida na Holanda do século 17 e considerada a primeira bolha especulativa da história.

Efeito manada

            Sabendo do potencial castrófico desse efeito psicológico de massa, é vital entender como ele funciona exatamente e o que você pode fazer enquanto investidor para blindar o seu psicológico contra a atração muitas vezes magnética que o herd effect exerce sobre a mente humana.

Efeito manada: o que é

            Para ilustrarmos o efeito manada na prática da melhor maneira possível, imagine a seguinte situação: Imagine que você esteja em um ambiente fechado, talvez um cinema, um teatro, um prédio corporativo ou qualquer outro ambiente. Agora pense que você esta calmamente engajado no filme/peça/problema a ser resolvido quando de repente uma pessoa passa correndo ao seu lado gritando: FOGO!

              Se você é como a maioria das pessoas, isto irá chamar a sua atenção e te deixar em alerta para os seus arredores, mas dificilmente você irá sair correndo pelo simples fato de uma pessoa ter gritado fogo. Provavelmente você conseguirá se manter calmo e averiguar se realmente há algum perigo ou não.

              Agora imagine o seguinte. Uns 2 minutos depois, uma outra pessoa passa gritando FOGO! Novamente, e alguns segundos depois,um grupo de 3 pessoas passa correndo gritando a mesma coisa. Mais alguns segundos a frente, você vê um grupo de quase 10 pessoas correndo loucamente, vindas da mesma direção que as pessoas que você viu anteriormente.

             É aqui que o efeito manada começa a florescer. Seu cérebro começa a ficar confuso, você fica ansioso rapidamente e ofegante, seus níveis de nervosismo começam a crescer exponencialmente a cada segundo. Nesse momento, você não consegue mais pensar com clareza em nada, se esquece completamente do que veio fazer ali, e movido por um instinto de sobrevivência que se manifesta com cada vez mais força, somente um pensamento passa pela sua cabeça: sair dali o mais rápido possível.

             Vamos parar um pouco aqui e analisar esse cenário com mais calma. É provável, se pararmos para pensar, que nunca tenha havido fogo nenhum ou qualquer princípio de incêndio naquele local. Pode ser que as pessoas tenham se confundido ou interpretado algo de forma errada. É até mesmo possível que uma única pessoa tenha dado origem a tudo e, progressivamente, foi seguida uma a uma por cada uma das outras pessoas, que nem pararam para pensar e apenas seguiram o embalo.

             Entretanto, naquele momento nada disso importa para você, movido pela sua amígdala e pelo seu cérebro de lagarto (a parte mais primitiva do cérebro humano, responsável principalmente pelo instinto de sobrevivência), você só quer saber de correr em direção a porta. O. mais. Rápido. Que. Puder.

            É claro que nesse caso, esse impulso irracional de seguir a manada tem o seu valor. Entre sair correndo que nem um idiota de um perigo imaginário e morrer queimado em um prédio em chamas, é bem nítida qual é a melhor solução. O problema é que nem sempre o efeito manada atua a nosso favor e, nos investimentos e nos mercados financeiros, isso é verdade quase que 100% das vezes. Para entender melhor e aprender o que podemos fazer, vamos começar analisando um caso emblemático de efeito manada.

A Mania das tulipas

       A tulipa historicamente sempre foi considerada uma flor de grande beleza e harmonia, apreciada por artesãos, mercadores e pintores, que constantemente a desenhavam em seus quadros associada a conceitos abstratos e idealizados de pureza e perfeição estética.

Mania das tulipas

       A partir da segunda metade do século 16 as tulipas começam a ser cultivadas de forma sistemática e estruturada pelaEuropa e, a partir do fim daquele século, na década de 1590, as tulipas passam também a ser cultivadas na holanda, após a criação de um tipo especial da flor com pétalas mais resistentes capazes de suportar as condições climáticas adversas dos países baixos.

        Devido as próprias características da flor, rapidamente a tulipa se torna uma febre na Holanda, tornando-se um artigo de luxo e símbolo de grande status social. Assim se inicia a mania das tulipas e essas flores começam a crescer de preço de modo exponencial ao longo dos anos a media em que a competição para obter mais e novas espécies de tulipas se intensifica.

          Pessoas começavam a vender terras e animais valiosos em troca de alguns bulbos de tulipas. Negociantes de tulipas enriquecem rapidamente e cada vez mais centenas e centenas de pessoas entram no mercado de venda de tulipas do dia para a noite, aspirando enriquecimento a jato.

            A partir de 1636 as tulipas passam a ser negociadas na bolsa de valores holandesa. Com isso, naturalmente os especuladores de tulipas se multiplicam e o preço das tulipas começa a explodir novamente. Muitos vendedores passam a vender bulbos de tulipas que haviam acabado de serem plantados ou que ainda pretendiam plantar através de contratos futuros. Esse tipo de contrato para tulipas havia sido proibido quase 3 décadas antes, em 1610, mas ainda sim era utilizado em larga escala e negociado em tavernas em diversas cidades holandesas.

            A febre das tulipas crescia descontroladamente até que em fevereiro de 1637 os comerciantes notam que não conseguem mais continuar inflando artificialmente o preço da flor e, assim, decidem começar a vender em larga escala as tulipas. Essa notícia se espalha para o mercado e as pessoas começam a suspeitar que a demanda por tulipas não irá durar por muito mais tempo e isso gera a venda maciça das flores e o pânico se instaura no mercado. Contratos futuros a preço fixo deixam de ser cumpridos, com o preço em baixa da flor no mercado e pessoas que venderam ativos, terras e outros bens para especular com tulipas veem sua riqueza se deteriorar do dia para a noite. Nessa época, muitos membros da alta sociedade holandesa vão a completa ruína financeira. E assim se dá a primeira bolha financeira da história.

Mania das tulipas

            O interessante a se notar no caso das tulipas é que ele é uma exemplificação quase que perfeita do efeito manada e de como ele pode afetar um mercado de um modo repentino e avassalador. O preço das tulipas começa a crescer de modo bastante acelerado em um primeiro momento como fruto de uma real demanda da sociedade holandesa por essa flor, que começa a ser associada cada vez mais ao luxo e a sofisticação. Entretanto, pouco tempo depois desse cenário se verificar, os preços continuam subindo desenfreadamente devido simplesmente à expectativa de que os preços subissem (parece estranho né? Mas é exatamente isso que ocorre em uma bolha), e com isso começam a surgir especuladores em ritmo acelerado no mercado e pessoas comuns começam a se desfazer de seus bens para comprar tulipas na esperança de enriquecer rapidamente.

            Com isso, estava já armado o cenário que se desenrolaria logo em seguida, com o estouro da bolha. Inevitavelmente, o preço das tulipas, inflado artificialmente por expectativas irrazoáveis de aumento infinito do preço, geradas pelo simples fato de que muitas pessoas acreditavam que ia subir, o que estimulava cada vez mais pessoas a acreditar cegamente na mesma ideia, e assim sucessivamente. O efeito manada havia se formado.

Efeito manada nos tempos modernos: A bolha .com e o subprime

         Não faltam ao longo da história exemplos do efeito manada em ação, mas podemos citar aqui dois exemplos relativamente recentes a nível mundial. Uma é a recente crise dos créditos imobiliários subprime nos EUA em 2008, causada pela concessão indiscriminada de empréstimos imobiliários, causando uma onda de aquisições no mercado imobiliário americano muitas vezes por pessoas que nem utilizariam o imóvel mas buscavam apenas enriquecer rapidamente se aproveitando da alta acelerada nos preços (Soa familiar?).

                 Outro exemplo é a bolha .com ocorrida no início dos anos 2000, pouco tempo depois de surgirem as primeiras empresas de internet, à época a tecnologia recém criada e em explosivo crescimento. Aqui também é possível notar os mesmos padrões: empresas com ações sendo negociadas a preços exorbitantes levando-se em consideração seus lucros apresentados e mesmo muitas empresas que sequer apresentavam lucro ainda e viviam de rodada de investimento em rodada de investimento para se manter com preços totalmente fantasiosos na bolsa simplesmente poque a internet era vista pela maioria das pessoas como um mercado infinito que se expandiria sem limites.

bolha .com

                   O mais interessante da bolha .com é que mesmo gestores de fundos de investimento respeitados também emitiam a opinião de que aquele era um mercado que jamais retrocederia. Como não poderia deixar de ser, no final ocorreu o mesmo: pessoas que viram suas contas de investimento se transformarem em um décimo ou menos do que eram do dia para a noite, fundos de investimento fechando as portas, pessoas na ruína financeira e, claro, centenas e mais centenas de empresas de internet implodindo em curtíssimo espaço de tempo.

                 Atualmente, vemos uma possível bolha se formando na China, já abafada por intervenções do governo chinês mas que fatalmente estourará nos próximos anos, mas esse é um assunto para um próximo artigo. O objetivo deste aqui é que você aprenda a identificar o efeito manada se formando, seja em uma escala maior como os exemplos citados, seja em um nível menor, em qualquer situação na qual você esteja investindo e verifique que o preço de uma determinada ação começa a subir em disparada. Nosso primeiro impulso nessas situações é presumir que aquela ação deve possuir alguma vantagem que outras não possuem e que continuará subindo de maneira ilimitada.

                Nessas horas é que temos que possuir o controle mental e emocional para nos manter frios e tomar uma decisão de modo calculado: analisando friamente a ação em questão e verificar se existem dados reais que sustentem aquele crescimento. Quando fazemos isso, na maior parte das vezes a conclusão é de que não há qualquer motivo lógico para aquele investimento.

                  Mas você não pode tentar se aproveitar daquela volatilidade de preço apenas por um curto espaço de tempo para obter lucro em algumas operações e então se livrar do ativo em questão e partir para a próxima? Em tese sim, mas apenas se você possuir a racionalidade extrema para não se deixar fascinar pela ação em questão e rapidamente se livrar dela quando chegar a hora. Ainda assim, prefiro seguir a regra do grande investidor Benjamin Graham: nunca arriscar mais do que 10% do seu capital total em operações puramente especulativas.

Por hora é só. Para aprender mais sobre investimentos no mercado de ações, não deixe de checar: https://magodomercado.com/aprenda-como-investir-na-bolsa-de-valores-comecando-do-zero/

Os três tipos de educação

uma imagem sobre educação financeira

Aproveitando que no nosso último post nós falamos da importância de investir na educação financeira para que você consiga aprender a investir e se torne uma pessoa com maior liberdade financeira, no post de hoje falaremos sobre os três tipos de educação e o papel delas na nossa vida.

Quais são os tipos de educação? Essa é uma pergunta que é feita com grande frequência e o que a maioria das pessoas remete a educação quando pensamos na palavra é a educação acadêmica, aquela lá que a gente aprende na escola e que vai até o ensino superior, mas essa educação é apenas uma parte do todo e não a totalidade do conceito. É claro que ela é extremamente importante, pois é por meio dela que a gente adquire as competências da leitura e da escrita, por exemplo, mas ela não é a única educação que merece destaque.

tipos de educação

O principal benefício desse primeiro tipo de educação é te capacitar a conhecer o mundo por conta própria, podendo usar a capacidade adquirida de leitura para ir buscar outros tipos de conhecimento e assim poder desenvolver habilidades que você não possui ordinariamente. Infelizmente, a maioria das pessoas enxerga esse tipo de educação como um fim em si mesmo, e nunca se desenvolve além disso.

O segundo tipo de educação que merece destaque é a educação profissional, que é a que te capacita para exercer uma profissão. Ela está relacionada com a acadêmica, pois normalmente escolhemos qual profissão vamos seguir quando ingressamos na universidade, mas não é a única forma de adquiri-la. A prática na função que você exerce é que realmente traz o conhecimento sobre aquilo, além dos conceitos e teorias estudados na faculdade.

É muito interessante notar que esse segundo tipo de educação é tido por muitos como o mais importante, e muitos mesmo consideram que sem um diploma universitário uma pessoa não terá qualquer oportunidade ou chance de crescer na vida. Eu considero essa visão uma grande ilusão. De fato, se pararmos para pensar no que realmente torna uma pessoa bem sucedida, eu diria que esse tipo de educação não é o primordial para que você tenha sucesso no que quer que você tenha escolhido fazer na vida. Isso por que sem os conceitos do terceiro tipo de educação, uma formação profissional será incapaz de te trazer o que você realmente busca.

O terceiro tipo de educação, que é a que mais nos interessa, é a educação financeira. Infelizmente, essa educação não é trabalhada em conjunto com as outras e nem recebe o mesmo grau de importância, dificultando muito o acesso das pessoas a ela, e ela é fundamental para que qualquer pessoa seja bem-sucedida no mundo dos investimentos, ou até mesmo para a pessoa aprender a controlar seus gastos, no caso de quem nunca pensou em investir, mas gostaria que sobrasse um dinheiro no final do mês.

O que é exatamente Educação financeira?

Podemos definir a Educação financeira como sendo o conhecimento que lhe permite administrar melhor as suas receitas, poupar e tomar decisões de investimento de modo a que você atinja a Liberdade financeira, que, ao contrário do que muitas pessoas pensam não ;e simplesmente “ganhar bastante dinheiro”, mas sim ter uma receita passiva dos seus investimento em um montante superior aos seus gastos.

Quando você atinge esse estágio, o trabalho deixa de ser uma obrigação e passa a ser apenas uma opção. Esse conceito é bastante explorado por  Robert Kiyosaki e outros investidores de sucesso, que enfatizam a educação financeira como o primeiro passo para estabelecer o mindset correto para que você pense e aja como uma pessoa que atingiu a liberdade financeira e assim consiga chegar a esse objetivo também, e é por isso que frisamos tanto a sua importância para você ter sucesso investindo.

Tudo sobre a famosa caderneta e o rendimento poupança

rendimento poupança

rendimento poupançaDesde cedo, principalmente na adolescência, nos acostumamos a ouvir de pais ou avós sobre a importância em juntar e guardar dinheiro. Quase sempre, essas recomendações vinham acompanhadas da sugestão de abrir uma caderneta de poupança. Isso sempre foi muito comum porque a popular “poupança” é um dos supostos investimentos mais conhecidos, tradicionais e conservadores existentes no Brasil. Essa popularidade se deve a grande facilidade, simplicidade na manutenção e segurança. Neste post, vamos falar detalhadamente sobre esta modalidade, abordando temas como rendimento da poupança, juros da poupança e as vantagens e desvantagens desta opção.

Afinal, como funciona a caderneta e o rendimento poupança?

caderneta de poupança é uma modalidade baseada em rentabilidade pré-fixada, na qual basta abrir ou ter uma conta em um banco para se tornar apto a investir. A poupança tem duas características marcantes: ser um investimento de baixíssimo risco e por consequência prover um retorno baixo, e possui alta liquidez, uma vez que é possível sacar ou resgatar a qualquer momento o dinheiro investido.

Essas duas características são bem conhecidas da maior parte das pessoas, mas uma dúvida que persiste é como funciona a caderneta de poupança? Como funciona o cálculos do rendimento que eu receberei ao investir na poupança?

A rentabilidade na poupança funciona da seguinte maneira: Até maio de 2012, os valores depositados são remunerados a uma taxa de juros de 0,5% ao mês (ou 6% ao ano), e são acrescidos da Taxa Referencial (TR). Essa regra ainda é valida para os depósitos efetuados antes desta data. Para contas abertas a partir dessa data e depósitos e nova regra é a seguinte: sempre que a Selic (taxa básica de juros) ficar em 8,5% ao ano ou abaixo disso, o rendimento poupança passa a ser de 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Valendo-se da regra vigente, a caderneta de poupança adota uma taxa de rendimentos específica para cada dia, a Taxa Referencial, citada acima, e os depósitos são remunerados de acordo com o dia de “aniversário” de cada saldo, mesmo que estejam misturados em uma mesma conta.

Desse modo, podemos dizer que existem vários tipos de poupança, dependendo do aniversário de cada depósito. Como o rendimento poupança é fixado pelo Banco Central, não há variações de banco para banco no pagamento dos retornos sobre seu dinheiro. Por isso você não precisa se preocupar em perder tempo procurando qual o Banco com o maior rendimento na poupança.

caderneta de poupança como funciona

Portanto, se você realizar um depósito na caderneta de poupança no dia 10/06, esse depósito só vai sofrer correção no dia 10/07, pois ela é mensal, de acordo com as datas das aplicações. Se houver uma nova aplicação de dinheiro em uma data diferente do dia 10, ela será corrigida separadamente da aplicação do dia 10. Agora ficou claro o conceito de várias contas em uma? Uma dica: Depósitos realizados nos dias 29, 30 ou 31, só começam a contar a partir do dia primeiro do próximo mês. Esta regra visa evitar problemas porque nem todos os meses possuem esses dias. Então, não é compensatório efetuar depósitos nestas datas, pois elas não terão rentabilidade.

Apesar do montante está reunido em apenas um saldo, é como se fossem várias contas em apenas uma. Ao contrário do que muitas pessoas pensam a rentabilidade da poupança não é diária. Seu calcula está baseado na data de aniversário de cada aplicação. A definição da rentabilidade ocorre invariavelmente sobre o menor saldo do período. Por exemplo, se o mês foi iniciado com saldo de R$ 10.000 e você sacou R$ 5.000 após 20 dias, a rentabilidade será calculada sobre os R$ 5.000 restantes. Com isso, fica a lição de que realizados fora da data de aniversário podem prejudicar bastante a rentabilidade de sua poupança. Se os depósitos ocorrerem em dias não úteis, a rentabilidade vai ser creditada no dia útil posterior ao aniversário, ou seja, nunca saque no dia útil anterior, porque você vai perder toda a rentabilidade do período. Portanto, sempre aguarde o dia útil posterior ao aniversário para sacar sem perder a sua rentabilidade.

rendimento mensal da caderneta de poupança

Você sabia que é possível saber a rentabilidade antes do dinheiro bater na sua conta? Basta acessar o site do Banco Central, e conferir qual foi a taxa da TR divulgada. A essa taxa, some o valor de 0,5%, caso a Selic esteja acima de 8,5%, e aplique sobre o valor total. Vamos ver um exemplo prático: Por exemplo: suponha que você tenha depositado R$ 1.000 reais no dia 20/03 e gostaria de saber a rentabilidade que entrará na sua conta em 20/04. Visite o site do Banco Central e veja qual foi a taxa da TR daquele dia (20/03). Supondo que tenha sido 0,17%, você deve somar 0,5%, tendo um juros total 0,67%. Por fim, aplique 0,67% sobre os R$ 1.000. Resultado: o rendimento poupança total do período será de 6 reais e 70 centavos. Nesse caso, poderíamos dizer que a taxa de juros da poupança nesse caso é de 0,67% ao mês, ou de 7,9% ao ano, aproximadamente. Claro que esse valor irá variar caso a caso em função da TR e, especialmente, se o valor depositado se deu após maio de 2012.

De um modo bem abrangente e, apenas para lhe dar uma ideia geral, podemos dizer que o rendimento mensal da caderneta de poupança será algo entre 0,4% e 0,7% para depósitos a partir de maio de 2012 e entre 0,65 e 0,7% para depósitos anteriores a essa data.

Existe tributação?

rendimento poupançaDepende, para pessoas físicas e jurídicas sem fins lucrativos não há cobranças de imposto de renda (IR) em cima dos ganhos. Já para as empresas, pessoas jurídicas com fins lucrativos, a remuneração segue um calendário trimestral e há incidência do imposto de renda. Este, por sua vez, é o pago somente no ato da declaração de rendimentos.

 

Você sabe o que os bancos fazem com o seu dinheiro quando ele é direcionado à poupança?

  • 70% são direcionados para habitação, dos quais 80% são em operações no âmbito do SFH – Sistema Financeiro da Habitação. Os outros 20% vão para operações a taxas livres de mercado.
  • Os outros 30% são destinados para operações não habitacionais, com 15% atribuídos a depósitos compulsórios junto ao BACEN, acumulados em espécie e o restante em disponibilidades financeiras e operações de livre mercado.

Existem riscos no investimento em caderneta de poupança?

Uma regra básica que todo investidor deve saber é que não importa qual for o investimento, ele vai apresentar algum tipo de risco. Como já mencionamos anteriormente, a poupança se caracteriza por ser um investimento de baixo retorno e com risco considerado muito baixo.  O maior problema que você pode vir a enfrentar é se o banco no qual você possui uma conta poupança vier a quebrar. Porém, mesmo em um cenário como este o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garante até 250 mil reais. O que isso significa? Se você tiver até 250 mil reais depositados, este montante estará seguro, pois o FGC irá garantir que você o receba.

caderneta de poupança

Podemos citar como possível risco também a clonagem do seu cartão. Mas, como este tipo de situação é considerado como falha de segurança do banco, ele é obrigado te ressarcir. Um fato negativo que muitos associam às poupanças é o ocorrido no governo Collor, que do dia para a noite resolveu confiscar todas as poupanças. Esses são cenários pouco prováveis se você tomar as devidas precauções, e portanto não podem ser propriamente considerados como risco da poupança em si.

Talvez o verdadeiro e maior risco que possamos falar da poupança é o risco de perder seu tempo numa aplicação que, de fato, gera retornos minúsculos. A grande maioria que decide colocar seu dinheiro na poupança olha apenas para o retorno oferecido que, pelo baixo risco, parece ser justo. O problema é que muitos se esquecem que estamos no Brasil, um país subdesenvolvido com um histórico de inflação alta. Mesmo hoje em dia, a inflação continua na casa dos 3,5 a 4,5 % ao ano. A estimativa para esse ano de 2018 é de 4.2% de inflação. Considerando um retorno em torno dos 6% ao ano para a poupança, isso significa que quase 70% dos juros da poupança que você receberia seriam indiretamente comidos pelos gastos crescentes. Caso estejamos falando de uma poupança pós maio de 2012, esse percentual é ainda maior.

Será que vale mesmo a pena continuar depositando suas esperanças na poupança? Talvez uma alternativa melhor seja aprender a investir em ações. Sim, sei que pode parecer assustador, mas dê uma olhada nesse guia que fizemos aqui: https://magodomercado.com/aprenda-como-investir-na-bolsa-de-valores-comecando-do-zero/

Quero abrir uma caderneta de poupança. Como faço?

caderneta de poupançaSe você ainda assim quer investir dinheiro em uma caderneta de poupança, então a parte a seguir é extremamente simples.

Na verdade, poucas ações são tão simples no mundo dos investimentos quanto começar a investir na poupança. Basta se dirigir a uma agência bancária e solicitar a abertura. Não é necessário sequer ser correntista do banco para abrir uma conta poupança. Os bancos oferecem rendimentos idênticos para a poupança. Portanto, não importa qual banco você selecionar, o rendimento poupança será sempre o mesmo. Um fato curioso: Menores de 18 anos também podem ter uma caderneta própria. Porém, é preciso ter a tutela de um maior de idade para realizar as aplicações.

O valor para aplicações mínimas dependem de cada banco. Alguns sequer chegam a exigir uma quantia mínima para abertura da conta. Outros chegam a exigir um valor mínimo de R$100 vinculadas às poupanças, podem ser depósitos e saques diretos pela conta corrente, mesma senha e numeração da conta corrente, aplicação e resgate por telefone e ainda programação de investimento por períodos mais longos.

O que é caderneta de poupança vinculada?

Muitas pessoas que buscam abrir uma caderneta de poupança ainda ficam em dúvida quanto a caderneta de poupança vinculada, mas esta nada mais é do que uma conta poupança vinculada diretamente a sua conta corrente dentro daquele mesmo banco, possuindo inclusive o mesmo número. Isso traz grandes vantagens de movimentação do dinheiro entre um tipo de conta e outro, sendo esta a prática usual de quem se utiliza da poupança.

Conheça os tipos de poupança

Apesar de sua grande simplicidade, existem três  diferentes modalidades de cadernetas de poupança, vamos a elas:

Poupança Rural- A Caderneta Verde

rendimento poupançaNão há mistério nessa modalidade. Possui as mesmas características da poupança tradicional, inclusive em relação ao rendimento poupança, mas é um produto exclusivo do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. E por que poupança verde? Os recursos são direcionados para o crédito de operações financeiras rurais, incluídas as operações de crédito garantidas por Certificado de Depósito Agropecuário (CDA). Como ficou bastante claro, é um tipo de poupança completamente voltado para aqueles que se encaixam na descrição de necessidade desta área.

Poupança Vinculada a Crédito Imobiliário

É um tipo de poupança que funciona como um cheque caução, com o objetivo de garantir a concessão de um financiamento. Ela apresenta o mesmo rendimento de uma poupança comum, mas a grande diferença está no contrato estabelecido entre o cliente e o banco, que atrela a poupança a um financiamento para aquisição de imóveis residenciais e comerciais, sejam novos ou usados, além de terrenos, ou ainda para fins de ampliação, reforma ou construção de novos imóveis. Nesta modalidade, o prazo mínimo fixado pelo BACEN é de, pelo menos, 36 meses de depósitos na poupança. Ao firmar o acordo, banco e cliente acertam diversas questões como valores de depósitos, forma de correção, periodicidade mensal, trimestral, semestral e outras, além das condições do financiamento. Em caso de imóveis residenciais, é necessário poupar três anos para ter direito a um financiamento de nove anos, e poupar quatro para financiar onze anos, cinco para financiar treze e assim por diante. Sendo um imóvel de cunho comercial, será necessário poupar 50% do valor de compra, para partir daí ter direito à carta de crédito com o financiamento do valor restante.

Poupança com rendimentos crescentes

rendimento poupançaEm resumo, este investimento se constitui em um único depósito, com rendimentos creditados trimestralmente, e com remuneração crescente e retroativa a cada mudança de taxa, de acordo com o período que fica sem retirada, porque elas não permitem que sejam realizados saques parcelados. Assim, os juros vão ser: 6,14% ao ano do primeiro ao terceiro trimestre; 7% ao ano do quarto ao oitavo trimestre; 8% ao ano do nono ao décimo primeiro trimestre e assim por diante.

A Poupança ainda vale a Pena?

Abrir ou manter uma caderneta de poupança não requer grande esforço em temos de burocracia e a pouca complexidade de sua manutenção. Porém, para quem deseja realizar um investimento e tem expectativas mais arrojadas, é importante saber exatamente o que uma caderneta de poupança pode proporcionar a você e seus planos como investidor.

Vamos listas algumas vantagens e desvantagens dessa modalidade.

Vale!como funciona a caderneta de poupança

  • É uma excelente opção como fundo de reserva, garantindo uma atualização do valor poupado, mesmo que seja pouco. Em outras palavras: se não pretende fazer nada com seu dinheiro, pelo menos deixe ele em uma poupança.
  • Grande poder de liquidez. Pode ser muito útil em casos de emergências onde é necessário sacar o dinheiro aplicado imediatamente.
  • Livre de taxas de administração e cobranças no Imposto de Renda
  • Sem prazos, limites ou valores mínimos para aplicação, ou seja, facilidade!
  • Garantia pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito de até 250 mil reais, do qual já falamos anteriormente.

Não vale!como funciona a caderneta de poupança

  • Rentabilidade muito baixa. A poupança corre o risco de contar uma rentabilidade abaixo da inflação. Com isso não tem jeito, você vai perder dinheiro. Isso não parece nada bom para quem deseja investir, certo?
  • Dependência das datas de aniversário. Portanto, você pode sacar a qualquer hora, mas vai ter que esperar um mês para ver a cor do dinheiro dos rendimentos creditado em sua conta.
  • A caderneta de poupança não se parece em nada com um investimento interessante, ainda mais se estiver interessado em negócios a longo prazo. Trata-se apenas do tipo de aplicação que deve servir para acumular baixos valores mensalmente de modo que você tenha liquidez, formando uma espécie de “fundo de emergência”, caso você precise de um bom montante de dinheiro para alguma despesa inesperada, e só.

Por fim, como é de nosso costume, e extremamente necessário, alertamos que um dos predicados e alicerces fundamentais para novos investidores é sempre buscar mais informações e obter conhecimento sobre o mercado financeiro e tudo que o cerca, como a caderneta de poupança, por exemplo. Toda esta reunião de informações implica em crescimento pessoal e profissional,. Em se tratando de capacitação para atuar no mercado, é importantíssimo desenvolver estratégias e táticas de atuação baseadas em conhecimentos sólidos sobre o funcionamento dos mecanismos do mercado. Assim, estabeleça uma relação de aprendizado constante ao absorver o máximo que puder sobre todos os campos de estudos sobre investimentos. Não temos dúvida que certamente seu caminho será recompensado no futuro ao trilhar uma trajetória baseada em escolhas influenciadas por uma base sólida de conhecimento sobre a economia de uma maneira bastante abrangente.