Porque alguém investiria em títulos com juros negativos?

Juros negativos

Se você acompanha o noticiário econômico com frequência, certamente deve ter ouvido falar recentemente em títulos emitidos por alguns governos europeus que possuem juros negativos, ou seja, o adquirente do título paga para emprestar dinheiro ao governo, ao invés de ser remunerado pelo capital do qual abrirá mão durante o tempo de maturação do título.

Mas por quê alguém faria isso? Em um primeiro momento, a própria ideia de títulos com juros negativos parece loucura, mas na verdade há uma lógica por trás disso e a interpretação econômica adequada nos traz um provável cenário futuro nada agradável.

 

Títulos com juros negativos: Sua Razão de existir

Há alguns anos, alguns governos da Europa – dentre eles, Suiça, Alemanha e recentemente a Dinamarca – vem oferecendo título da dívida pública com juros negativos. O tomador do título os compra pelo seu valor de face, como qualquer outro título, mas vai recebendo pagamentos que, ao final de alguns anos, serão, em sua cifra total, menor do que o montante investido.

O que pode parecer loucura na verdade tem a sua razão econômica: Quem compra esses títulos prevê que uma recessão econômica grave esta prestes a acontecer e calcula que os juros negativos que receberá serão mais amenos do que a perda que pode sofrer em seu patrimônio ao longo dos próximos anos se deixar seu dinheiro em ativos com melhor remuneração, porém menos seguros.

Assim, essas pessoas buscam títulos de longo prazo (5,10 ou mais anos) de governos com excelente classificação de risco, que oferecem grande segurança e proteção ao seu capital, e aceitam pagar juros negativos sobre esse capital de, digamos -1%/ano, como contrapartida da proteção conferida ao capital ao longo do próximos anos, quando calculam que uma forte crise econômica estará dilapidando o patrimônio alheio a uma taxa muito maior do 1% ao ano.

Por mais que as últimas crises tenham abalado a antiga confiança que muitos investidores tinham em instituições anteriormente consideradas extremamente sólidas, é um fato notório que países como Alemanha e Suiça continuam sendo considerados dois dos mais seguros locais para aplicar o seu dinheiro, oferecendo um nível de proteção que compensam em larga escala os juros negativos pagos, isso é, caso efetivamente ocorra uma crise econômica global nos próximos meses/anos.

 

Os efeitos dos juros negativos na economia

Apesar da lógica por trás da situação, é claro que algo tão anômalo quanto títulos públicos de juros negativos sempre trará efeitos significativos na economia como um todo.

Juros negativos

O primeiro efeito claro dos juros negativos e que já esta sendo sentido é a situação calamitosa de forte redução de lucros e aumento de perdas de grandes bancos privados europeus, como, por exemplo, o Deutsche Bank, um dos mais tradicionais bancos alemães, que vem sofrendo prejuízos tão grandes com a onda de juros negativos que suas ações já são cotadas na bolsa alemã a apenas um quinto, ou 20%, do valor de patrimônio líquido por ação, ou seja, caso o banco encerrasse suas atividades hoje e todo o patrimônio fosse distribuído aos acionistas, cada um receberia um valor 5 vezes maior do que a cotação atual das ações que detêm.

Essa disparidade se deve ao fato do mercado interpretar que o deutsch Bank ainda irá sofrer muitos prejuízos futuramente com a continuidade da política de juros negativos. Ainda, assim, trata-se de uma situação surpreendente que mostra a especificidade da situação. Ações cotadas a um valor abaixo do de patrimônio líquido já são uma raridade nos dias de hoje, mas 5 vezes abaixo é algo totalmente fora do comum.

Quando lembramos que toda a atividade bancária se baseia no spread, a diferença entre os juros pagos pelo banco e os juros cobrados dos clientes – basicamente tomando emprestado barato e emprestando caro – fica mais fácil entender como a política de juros negativos tem corroído a lucratividade de grandes banco europeus.

Uma das formas pelas quais isso ocorre é através da quantia que os bancos deixam depositadas junto ao ECB (European Central bank). Tradicionalmente, esses depósitos eram compostos do dinheiro ainda não emprestado e rendiam ao banco algum juros pelo simples fato de estarem depositados junto ao ECB. Atualmente entretanto, com a política de juros negativos, os bancos pagam para deixar o dinheiro parado lá.

Unindo isso a compressão sistemática das taxas de juros – e consequente diminuição do spread – a margem de lucro real dos bancos se torna muito menor, levando a situação de diminuição drástica na receita líquida e queda vertiginosa nos preços das ações.

Infelizmente, a perspectiva é de manutenção e talvez até de maior intensidade das políticas de juros negativos dos governos europeus. Isso pode levar a uma situação semelhante a que ocorreu em 2008, com bancos gigantescos indo a falência em cadeia e o governo usando dinheiro do contribuinte para resgatá-lo, o que obviamente, só prolonga o ciclo e gera as condições básicas para que a mesma situação ocorra novamente no futuro, e de forma mais grave.

O que é Macroeconomia? Qual sua importância para o investidor?

Macroeconomia

Quer saber o que é macroeconomia? Então pense que em algum momento de sua vida você já deve ter ouvido falar em crise econômica.

Não é necessário, para tanto, ter passado os últimos anos da existência no Brasil. É só lembrarmo-nos da crise econômica de 2008. Na verdade, uma crise econômica causada por uma crise financeira. Na ocasião, o Brasil foi menos afetado já que estava em um momento diferente do ciclo econômico.

Talvez você não tenha ouvido falar na segunda-feira negra, marco de uma das mais estrondosas crises macroeconômicas recentes.

Na ocasião, no dia 15 de setembro de 2008, o Lehman Brothers, um dos mais tradicionais bancos dos Estados Unidos, foi à falência.

Vamos falar brevemente da razão que levou à quebra do Lehman Brothers, pois o mais importante são as consequências.

Você sabe que, ao mesmo tempo em que é um passivo, a dívida pode se transformar num ativo, correto? É o que acontece quando um banco vende para um fundo de investimentos um direito perante um determinado cliente, oferecendo um bom desconto, antecipando a receita e preservando parte de seu spread.

Foi mais ou menos o que aconteceu na crise de 2008. Bancos estadunidenses venderam CDOs em grande quantidade no mercado internacional para financiar créditos no mercado doméstico do país.

Você já deve ter ouvido falar em CDI, que é a taxa referencial de juros para crédito concedido de uma instituição financeira para outra. O CDI é indexador de investimentos como CDB, LCI e LCA. Nesses investimentos, os investidores emprestam dinheiro aos bancos, que são usados para financiar o crédito dos bancos ao consumidor e às empresas, com juros bem mais altos.

O que aconteceria com os investidores se esse consumidor e essas empresas deixassem, em conjunto, de pagar pelos empréstimos? Teríamos o banco quebrando e os investidores ficando a ver navios.

Pois foi mais ou menos isso que aconteceu em 2018. Os bancos estadunidenses misturavam operações de crédito de baixo e alto risco num mesmo pacote, financiando-os com CDOs irresistíveis e risco absurdamente subestimado. Para completar, famosas agências de classificação de risco indicaram a bomba relógio como um grande investimento.

Quando quiser investir, não dê tanto crédito às agências de classificação de risco e desconfie das indicações de quem quer que seja. Confie em informações obtidas com muita investigação, estudo e análise.

A bomba relógio explodiu no colo dos investidores. É o que chamamos de macroeconomia. O efeito dominó derrubou outros bancos, comprometeu orçamentos governamentais, que precisaram salvar os bancos locais da insolvência, derrubaram investimentos governamentais, geraram desaceleração da economia, recessão e desemprego.

O que é macroeconomia

A razão para lembrarmos e descrevermos esse terrível episódio é mostrar com um exemplo didático o que é a macroeconomia.

Macroeconomia é a visão sistêmica e integrada das diversas variáveis econômicas dentro de um contexto geográfico. Podemos falar em macroeconomia da Região Sudeste, do Brasil, da América do Sul, da América Latina, da América ou do mundo inteiro.

Macroeconomia

Nesses diferentes contextos, essas diversas variáveis econômicas interagem e afetam umas às outras. Atendo-nos à economia real, podemos dizer que o aumento do consumo gera aumento da produção, que o aumento da produção gera mais empregos, gerando um ciclo que terminará no aumento das exportações, na melhora dos resultados da balança comercial, que trará, como consequência, o aumento das divisas do país, que também arrecadará mais com impostos, gerando mais investimentos e mais empregos.

Se, por alguma razão, ocorre uma recessão mundial, com retração do consumo e queda nas exportações, esse ciclo acaba sendo afetado.

Então? A macroeconomia estuda de forma integrada essas variáveis, de modo a tentar entender profundamente como se dá essa relação sistêmica, de interdependência, oferecendo relatórios e estudos a governos e empresas, de modo que esses possam qualificar seus planejamentos, sobretudo no sentido de vislumbrar oportunidades e fazer gestão dos riscos.

Estão entre os indicadores macroeconômicos usados em escala regional e mundial:

– PIB;

– Índices de Preços;

– Taxa de Desemprego;

– Taxa de Investimento;

– Gastos Públicos;

– Consumo;

– Balança Comercial;

– Preço do Dólar;

– IDH;

– Etc.

Enfim, tudo que pode afetar a economia, de um modo geral, deve ser compreendido como indicador macroeconômico.

Só para reforçarmos o conceito, vamos fazer uma imersão histórica e voltar à crise do petróleo que teve início em 2014.

No ano de 2008, o preço do barril do petróleo chegou a alcançar um preço superior a US$ 130 o barril. O preço do barril foi afetado pela crise de setembro de 2008 e chegou a cair para a faixa dos US$ 40 dólares. Já no início de 2009, o preço do barril voltou a subir, chegando bem próximo, em 2011, ao patamar de 2008. No final de 2014, o barril chegava a US$ 95, um pouco antes da crise do petróleo. No final de 2015, o barril caíra para menos de US$ 40, afetando gravemente a economia da Venezuela, país fortemente dependente do petróleo, e agravando a crise política brasileira, que, consequentemente, abalou a economia nacional.

Uma série de fatores contribuiu para a crise, dentre os quais o aumento da produção nos Estados Unidos nas áreas de xisto, a resistência dos países da Opep em reduzir a oferta e a redução da demanda por petróleo na Europa e na Ásia.

Como a macroeconomia afeta o investidor

Como pudemos perceber, a macroeconomia é capaz de afetar a política, seja de forma global, seja regional. Imagine você, então, como ela não pode afetar seus investimentos.

Atualmente, a queda geral dos juros no mercado internacional vem afetando de forma brutal investimentos mais conservadores. No Brasil, já tivemos taxa Selic acima de 20%, servindo como indexador para investimentos em época de inflação baixa.

Aliás, em épocas assim devemos nos questionar se estamos, de fato, falando de investimento conservador, uma vez que uma das características desse tipo de investimento é a baixa rentabilidade frente aos investimentos em renda variável, considerados de alto risco.

Tudo bem, fiquemos com a explicação recorrente. Tratava-se de uma jabuticaba. O fato é que atualmente, com a Selic em 6%, os investimentos em renda fixa já não são mais tão atraentes quanto foram em outros tempos.

A mais importante lição, no entanto, que talvez ainda não tenha ficado evidenciada, é que precisamos desconfiar de tudo que não seja balanço financeiro, análise fundamentalista, indicadores de governança, tamanho e estágio do mercado, macroeconomia (sim, ela também!) e tecnologia.

Além disso, debandadas como a do final de 2008 podem ser excelentes oportunidades para comprar ações a preços baixos. Em muitos casos, a queda nas cotações de muitas ações não retratam a situação das empresas, mas o nervosismo do mercado, que, como tudo que envolve a sociedade humana, tem muito mais de emocional do que de racional..

A próxima crise econômica Global esta próxima?

Crise econômica

Muito tem se falado sobre uma possível crise econômica global que se aproxima a passos largos. Se olharmos a natureza cíclica da economia global, marcada por ciclos de expansão fomentada por políticas expansionistas de crédito que geram liquidez artificial e ciclos de contração que corrigem as distorções geradas durante o período de boom, parece ser claro que uma nova crise deve acontecer em breve, especialmente quando se considera que a última grade crise – a de 2008 – já se passou há mais de 10 anos.

Mas o quão próxima esta crise está? E quais são os fatores que podem ser observados que nos indicam que ela já começa a se desenvolver? É sobre isso que iremos falar melhor nesse artigo.

 

O Presságio da próxima Crise

 

            O primeiro fator que liga o alerta para a próxima crise global é o próprio funcionamento da economia em nível mundial. A forte intervenção governamental no controle da taxa de juros e da reserva monetária leva, necessariamente, a uma economia cíclica, que terá períodos de marcado crescimento econômico acelerado e outros de forte queda na demanda geral e consequente contração.

Isso ocorre porque, ao tentar estimular o consumo através da diminuição da taxa de juros, o governo gera uma expansão descontrolada do crédito, que por sua vez gera uma liquidez artificial, ou seja, os consumidores possuem mais dinheiro para gastar, e durante algum tempo a economia crescerá de modo acelerado a medida em que o consumo se expande continuamente com base no crédito abundante. Em algum momento, entretanto, esse dinheiro terá de ser devolvido e com juros. Alguns consumidores não conseguirão quitar suas dívidas e a taxa de juros subirá novamente, gerando contração no consumo e a consequente crise econômica.

Crise econômica
Federal Reserve, ou FED, o banco central americano

Essa natureza cíclica de uma economia com forte intervenção de um Banco Central nos permite afirmar que a um período de bom crescimento econômico sempre se sucederá um de marcada contração da economia. Mas a partir de quando exatamente podemos dizer que o ciclo se inverte?

Bom, para isso temos algumas pistas que podem ser utilizadas. Historicamente, os EUA têm apresentado uma crise econômica a cada 8 ou 9 anos desde a Segunda guerra mundial, variando entre crises menos graves e crises avassaladoras. Entretanto, estamos já em 2019, 11 anos depois da última grande crise global de 2008, iniciada pela expansão do crédito imobiliário subprime americano e continuamos em uma fase de crescimento econômico. Este fator temporal por si só já nos indica que algo esta para mudar em breve.

Uma observação importante de ser feita é que os ciclos econômicos de crescimento/recessão têm mudado de configuração ao longo das últimas décadas. Em geral, os ciclos de crescimento têm se tornado mais longos –porém com um crescimento médio anual menor – e os de recessão mais curtos. Essa nova configuração é vista como um sinal de progresso pelo Banco Central americano, o FED, mas na realidade apenas prepara o cenário para uma crise ainda mais catastrófica no futuro.

ciclos economicos
Alan Greenspan

De fato, Alan Greenspan, que foi presidente do FED de 1987 até 2006 – pouco antes do estouro da crise econômica – chegou a afirmar que o conhecimento obtido nas gerações anteriores permitiria ao FED chegar perto de eliminar as crises econômicas através de constante reinjeção de liquidez na economia.

A realidade, entretanto, é que as crises cíclicas surgem exatamente em decorrência da liquidez artificial injetada na economia pelas políticas de expansão creditícia do Banco central, sendo um mecanismo do mercado para corrigir os péssimos investimentos feitos durante esse período de falsa bonança, bem como o endividamento em excesso e a falsa prosperidade de negócios que, sem aquela liquidez artificial, jamais prosperariam

A crise nesse caso é, portanto, fundamental para que o mercado volte a operar da maneira adequada e a economia possa crescer de modo real. Ao injetar liquidez com ainda mais agressividade na economia, ao longo de um tempo maior, como parece ser a nova ótica do FED, o que teremos é um período de correção ainda mais violento nos esperando logo a frente.

 

A inversão da curva da Taxa de juros

Como você já sabe, a tendência natural no mercado de títulos de dívida é que os títulos de curto prazo, que pagam ao credor em um período de meses ou poucos anos, oferecem uma taxa de juros menor do que os títulos de longo prazo, a serem pagos em 5, 10 anos ou até mais em muitos casos.

Essa tendência decorre da própria lógica, já que o credor que abre mão do seu capital principal durante uma maior fatia de tempo necessariamente desejará ser melhor remunerado por isso, de modo que títulos que vençam em um prazo mais longo terão de oferecer juros maiores para os seus detentores.

Entretanto, algo que vem se observando nos últimos tempos é a inversão da curva de juros, algo que historicamente tem antecipado as crises econômicas americanas. O spread, ou a diferença, entre os juros dos títulos do tesouro americano de 10 anos e os títulos de 3 meses tem se chegado próximo a zero, ou seja, alguém que abre mão de seu dinheiro por 10 anos irá ganhar, em juros anuais, quase o mesmo que alguém que abre mão do dinheiro por apenas 3 meses, o que representa uma distorção do mercado de títulos americanos.

A inversão da curva de juros dos títulos americanos é um sintoma da deterioração da liquidez e necessidade de refinanciamento de dívidas provocada pelo ciclo de expansão anterior e, por isso, quase sempre ao longo da historia previu a ocorrência de uma crise de alguns meses até 2 anos depois de verificada.

Em alguns casos, o spread entre um título de longo prazo e um de curto prazo se encontra negativo, como é o caso das notas do tesouro americano  o que denota ainda mais a queda brusca na liquidez desde o último ciclo expansionista, iniciado em 2009.

 

Como se proteger da próxima grande crise?

 

Com a junção dos dois fatores discutidos acima, torna-se quase inevitável a ocorrência de uma crise global em breve, e provavelmente será uma ainda pior do que a de 2008, dados que as causa de qualquer crise econômica – expansão artificial da liquidez impulsionada pelo banco central – estão se verificando em ainda maior intensidade. Mas como é possível se proteger contra essa crise?

Bom, a primeira questão aqui é se lembrar de que toda crise traz em si também uma grande oportunidade, pois muitos dos ativos de alta qualidade e caros demais durante o momento de boom se tornam suficientemente baratos para que possam ser comprados em grande quantidade por investidores perspicazes.

De fato, muitos investidores enriqueceram em momentos de crises. John Templeton, sobre o qual já falamos aqui, saiu de uma infância pobre para se tornar um bilionário em grande parte devido a ter sabido aproveitar o momento econômico da segunda guerra mundial, na qual grande parte dos investidores ficou com medo e parou de aplicar dinheiro no mercado, barateando em larga escala ações de empresas com excelentes fundamentos.

Para usar um exemplo mais atual, o maior investidor do mundo Warren Buffet esta atualmente em uma posição extremamente líquida. O fundo da Berkshire Hattaway atualmente possui 120 bilhões de dólares – de um total de 200 bilhões – em dinheiro. Buffet parece estar se preparando para as compras à espera da próxima crise.

Portanto, a primeira forma de se preparar para a próxima crise é manter um mínimo de liquidez, dinheiro em caixa para investir quando os ativos caírem vertiginosamente de preço na próxima crise.

Um segundo método é investir em ouro físico. O ouro, apesar de muitas mudanças ocorridas no cenário econômico global ao longo das últimas décadas continua sendo uma reserva de liquidez, já que, por definição, não pode ter seu valor depreciado.